DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE
Governo de MT planta mais de 1,5 mil mudas para recuperação de nascente
Plantio de árvores nativas do bioma Cerrado é resultado da corrida pelo meio ambiente, realizada no domingo (04)
Política
As Secretarias de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) e Segurança Pública (Sesp) realizaram, nesta segunda-feira (05.06), Dia Mundial do Meio Ambiente, o plantio de árvores nativas para recuperação de nascente degradada na região do Centro Político Administrativo (CPA), em Cuiabá.
As mudas foram plantadas em nome dos 1.500 atletas inscritos na corrida Circuito das Estações – Etapa Inverno, realizada no Parque Mãe Bonifácia, neste domingo (04). As ações de manutenção e recuperação da nascente são executadas pela Sesp, sob a orientação técnica da Sema.
A secretária de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, pondera que a atividade demonstra um compromisso de toda a sociedade, órgãos públicos e terceiro setor ,de pensar em soluções e propor ações conjuntas que promovam bem-estar e qualidade de vida.
“No dia de hoje, quero deixar uma mensagem de que nós sejamos as pessoas que vamos induzir outras pessoas a criarem soluções para os problemas gerados por quem nos antecederam, e para sermos espelho para que os próximos tenham condutas que possam ser mais compatíveis com a convivência harmoniosa com a natureza”, reflete Mauren.
A secretária adjunta de Justiça da Sesp, Lenice Barbosa, relembra que a nascente já esteve mais degradada e a Pasta vem trabalhando na limpeza da área, controle de espécies invasoras, roçada de capim e plantio de árvores nativas. As ações estão sendo executadas com mão de obra reeducanda e abrange projetos pedagógicos de educação ambiental com adolescentes internados no Sistema Socioeducativo.
Ela espera que, no futuro, a área seja um espaço verde de convivência. “A gente entende que esse ambiente poderá ser muito melhor aproveitado pelos servidores da Secretaria de Segurança Pública, tornando esse ambiente mais propício, principalmente para o cuidado para a saúde dos servidores”, diz.
A saúde e o bem-estar são justamente um dos principais serviços ecossistêmicos prestados pelas árvores. O coordenador do projeto Verde Novo e assessor do Juizado Volante Ambiental de Cuiabá (Juvam), Sérgio Savioli, conta que a iniciativa de distribuição de mudas surgiu justamente da constatação de que Cuiabá é uma das capitais menos arborizadas do País, de acordo com dados de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
“Dependendo do bioma e do porte, uma árvore adulta pode evaporar até 380 litros de água por dia. E estou falando isso em uma Capital de clima seco e quente. Isso já demonstra para nós um serviço ambiental que é essencial para nossa qualidade de vida”, explica Savioli.
O Verdo Novo, projeto do Tribunal de Justiça idealizado pelo Juvam e executado em parceria com o Instituto Ação Verde, foi responsável pela doação das mudas para recuperação da nascente.
O Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Sérgio Ricardo, relembra que Cuiabá já foi mais arborizada e rios navegáveis cruzavam a cidade. “Este é um modelo, é um exemplo do que pode ser feito. O Dia do Meio Ambiente é todo dia, porque todo dia a gente respira, todo dia a gente tem que comer, tem que beber água. Então todo mundo precisa se envolver, porque as mudanças climáticas não são um problema só dos governos. É uma questão que atinge a todos”, alerta.

Rosiani Carnaíba, engenheira florestal do projeto Verde Novo, explica as etapas para plantio das mudas (Karla Silva /Sema-MT)

Córrego Quarta Feira
O diagnóstico feito pela Sema constatou que a nascente possui uma área degradada de pouco mais de meio hectare com a recomendação de plantio de espécies nativas e controle de invasoras.
“Com esse estudo, avaliamos as espécies de ocorrência da região e geramos uma lista de quais árvores podem ser plantadas. A ideia é restabelecer a funcionalidade do ecossistema para que essa nascente tenha maior recarga de água”, explica o analista de meio ambiente, Alexandre Ebert.
Na manhã de hoje (05), foram plantados ipês rosa, ingás, jenipapos, jacarandás, aroeiras e pitombas na nascente que abastece o córrego, curso que desagua na lagoa do Parque das Águas. A ação também atende aos compromissos firmados pelos órgãos do Governo de Mato Grosso com o Ministério Público Estadual.

Política
Câmara Temática da ALMT amplia debate sobre direitos e desafios dos povos indígenas de MT
A construção de políticas públicas que respeitem a diversidade dos 46 povos indígenas de Mato Grosso e respondam às necessidades de cada território é o eixo de trabalho da Câmara Setorial Temática (CSTT) Indígena da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que realizou nesta quinta-feira (29) sua primeira reunião ordinária. A iniciativa busca integrar diferentes áreas, identificar demandas e formular propostas capazes de contribuir para a melhoria da qualidade de vida das comunidades originárias.
Requerida pelo presidente da ALMT, deputado Max Russi (Podemos), a Câmara tem como objetivos promover o diálogo institucional, acompanhar políticas públicas e encaminhar propostas relacionadas aos direitos dos povos indígenas. Durante a reunião, foram apresentados os integrantes e as finalidades da estrutura, além de discutidos desafios que exigem atuação conjunta do poder público e das próprias comunidades.
Presidente da Câmara, Paloma Velozo explicou que a iniciativa amplia o trabalho anteriormente desenvolvido pela Câmara de Saúde Indígena, diante da necessidade de contemplar outras demandas apresentadas pelos povos originários, incluindo a elaboração de projetos de lei e encaminhamentos institucionais.
“Os povos originários hoje, por estarem nos territórios, têm uma carência muito grande de informação. Essa nova Câmara vem fazendo uma união com todos os eixos para desenvolvermos uma metodologia de trabalho que possa trazer um resultado mais preciso para os territórios”, afirmou.
Foto: Hideraldo Costa/ALMT
Entre as prioridades apontadas por Paloma estão os desafios relacionados à saúde mental de adolescentes e jovens indígenas, especialmente os casos de suicídio. Segundo ela, a Câmara pretende dialogar com a área da educação para buscar mecanismos de apoio aos estudantes, sobretudo em momentos de transição na trajetória escolar. Ela destacou inclusive, a importância de dar continuidade ao projeto MT Mais Indígena, desenvolvido anteriormente, e de incorporar novas ações que contribuam para o fortalecimento das políticas públicas destinadas aos povos originários.
Proteção às mulheres e garantia de direitos – A atuação articulada entre as instituições também é fundamental para dar visibilidade a problemas que atingem as comunidades indígenas e, muitas vezes, permanecem pouco conhecidos fora dos territórios. A procuradora de Justiça do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Elisamara Portela, chamou a atenção para as diferenças entre as etnias, as dificuldades de acesso à saúde, as barreiras linguísticas e a violência doméstica contra mulheres indígenas.
“Uma invisibilidade histórica, uma invisibilidade estrutural” foi a expressão utilizada pela procuradora para descrever parte dos desafios identificados no trabalho de aproximação com essa realidade. Ela também mencionou questões relacionadas à saúde mental, ao uso de álcool e outras substâncias e à autolesão entre jovens, que precisam ser consideradas na formulação de políticas públicas.
Elisamara ressaltou que a divulgação de informações sobre direitos é essencial para que as mulheres saibam onde buscar ajuda e reconheçam as situações de violência. Segundo ela, o Ministério Público Estadual atua na defesa de direitos individuais, inclusive nos casos de violência física, psicológica e patrimonial, com aplicação da legislação pertinente.
A procuradora alertou ainda para a importância de identificar e combater práticas criminosas, sem naturalizar a violência sob o argumento de costumes ou tradições. A garantia de direitos, nesse sentido, deve caminhar junto com ações de prevenção, orientação e responsabilização.
Autonomia financeira e desenvolvimento nos territórios – A participação das lideranças indígenas é outro componente central para que as propostas discutidas na Assembleia correspondam às realidades de cada povo. Líder da Aldeia Utiariti, integrante do povo Haliti-Paresi e morador de Campo Novo do Parecis, Adylson Waymare avaliou a criação da Câmara como uma oportunidade para ampliar a presença das demandas indígenas no debate institucional.
Para ele, a iniciativa permite discutir temas que vão além da saúde e da educação, incluindo economia, sustentabilidade e condições de vida nos territórios. Adylson defendeu a criação de mecanismos que favoreçam a geração de trabalho e renda, de modo a ampliar a autonomia financeira das comunidades.
” Nós temos que ter mecanismos de trabalho, de projetos a serem desenvolvidos que possam gerar renda e trabalho para nós, indígenas, para que assim possamos viver com qualidade de vida e dignidade dentro dos nossos territórios”, afirmou.
Como exemplo, o líder citou o etnoturismo (que é uma modalidade de turismo de base comunitária e imersão cultural realizada em Terras Indígenas com forte atuação na região de Tangará da Serra e no Chapadão do Parecis. Segundo Adylson Waymare, a atividade reúne valorização cultural, preservação das belezas naturais e geração de renda, com projetos que avançaram em sua estruturação e regulamentação.
etnoturismo desenvolvido pelo povo Haliti-Paresi é uma modalidade de turismo de base comunitária e imersão cultural realizada em Terras Indígenas
Adylson ponderou, porém, que Mato Grosso reúne 46 povos indígenas, cada qual com sua cultura, seu modo de vida e suas necessidades específicas. Por isso, a formulação de políticas públicas deve considerar as particularidades de cada comunidade, garantindo espaço para que as próprias lideranças apresentem prioridades e contribuam para a definição das ações.
A primeira reunião ordinária marca o início de uma agenda de trabalho voltada à articulação entre instituições e comunidades indígenas. A expectativa é que o diálogo contribua para transformar demandas históricas em propostas e encaminhamentos que fortaleçam os direitos, a autonomia e a qualidade de vida dos povos originários de Mato Grosso.
Fonte: ALMT – MT
-
Política7 dias atrásAssembleia Legislativa instala Câmara Setorial para ampliar atendimento às pessoas com obesidade
-
Polícia11 horas atrásPrefeita e secretária acompanham obras de reforma e ampliação de CMEI no Cristo Rei
-
Cidades4 dias atrásEspaço de Acolhimento à Mulher do HMC garante sigilo e amparo às vítimas de violência
-
Política11 horas atrásGuarda Municipal de Várzea Grande é a primeira de MT a operar sistema nacional de segurança
-
Política6 dias atrásThiago Silva reúne-se com governador e defende investimentos em educação e saúde
-
Política7 dias atrásRquerimento cobra celeridade em obras de escola em Rondonópolis
-
Cidades6 dias atrásPrefeitura e Estado discutem melhorias na segurança viária da Avenida da FEB durante obras do BRT
-
Polícia4 dias atrásIdosos vivenciam manhã de lazer e integração no Parque Bernardo Berneck

