Investimentos

Governo de MT investiu R$ 375,6 milhões em maquinários  e equipamentos para os pequenos produtores

O investimento do Governo de Mato Grosso para estas entregas foi de R$ 375,6 milhões

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Foto: Mayke Toscano/SecomMT

Mais de 2,3 mil máquinas, caminhões, equipamentos e veículos foram entregues pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), de 2019 a 2024, para fortalecer os pequenos empreendedores rurais de Mato Grosso e ampliar mercados.

“Temos trabalhado com os pequenos produtores de forma estratégica para que se desenvolvam de forma sustentável. Os veículos dão a eles a oportunidade de levar os produtos com qualidade para outros municípios. Temos excelentes produtos no Estado, que precisam chegar às mesas dos mato-grossenses”, destaca a secretária de Agricultura Familiar de Mato Grosso, Andreia Fujioka. 

Dos R$ 375,6 milhões investidos, R$ 85,7 milhões foram na aquisição de equipamentos para contribuir com a consolidação e expansão das atividades dos pequenos produtores e fomentar cadeias produtivas, como as do leite, do café e da mandioca. No total, foram entregues 1.560 equipamentos, como farinheiras móveis, tanques resfriadores, grades aradoras, plantadeiras de mandioca e entre outros.

Com investimentos de R$ 289,9 milhões, foram entregues 351 veículos, 265 máquinas, como tratores, motoniveladores, escavadeiras e entre outras, além de 186 caminhões para apoiar na logística dos produtores.

A Cooperativa de Agricultura Familiar de Sinop (Cooperafs) recebeu, em dezembro de 2024, um caminhão refrigerado. O presidente da cooperativa, Luís Carlos Cortes, conta que o veículo será usado para levar os produtos vendidos via chamada pública para 64 escolas da Rede Estadual e do município de Sinop. 

As entregas para os pequenos produtores têm o objetivo de auxiliar, aperfeiçoar e ampliar a produção, resultando na redução de tempo de execução em várias etapas do processo produtivo.

 

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Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.

O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.

A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.

Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.

Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.

A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.

Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Critérios para concessão também foram questionados

Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.

Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.

Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.

Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.

A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.

Câmara poderá derrubar veto

Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.

O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.



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