MATO GROSSO
Governo de MT investe R$ 2,4 milhões e garante ampliação do programa Recytec
Anúncio foi feito durante a entrega dos certificados aos alunos que concluíram o curso
Política
A expectativa é que apenas em Cuiabá o curso garanta a qualificação de mil alunos e o processamento de mil toneladas de descartes eletrônicos.
Além dos certificados, também foram repassados 100 computadores, recondicionados durante as aulas do curso, para 37 entidades parceiras dos programas sociais, coordenados pela primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes.
Fruto de uma parceria do Governo do Estado com a ONG Programando o Futuro, o curso proporcionou meses de aprendizado sobre reciclagem de materiais eletrônicos, transformando resíduos em oportunidades. Além de promover empreendedorismo e empregabilidade, a formação possibilitou a integração dos estudantes e o desenvolvimento de um olhar sustentável para a tecnologia.
A formação contou com a participação dos estudantes da Escola Estadual Militar Tiradentes, que no contra turno das aulas regulares puderam aprender novas habilidades dentro dos laboratórios da Escola Técnica Estadual de Cuiabá. Ao todo foram dois meses de curso, que envolveram conteúdos como introdução a informática intermediária.
De acordo com o governador, o Recytec deve ser olhado como um projeto que vai além da inclusão digital, proporcionando também a destinação sustentável de equipamentos que antes seriam descartados.
“É um projeto que pode ser olhado sob diversas óticas, diversos ângulos, mas em todos eles nós veremos algo extremamente positivo. Quando você olha sob a perspectiva ambiental, coisas que iriam para o lixo, agora são reaproveitadas. Quando se olha pelo lado educacional, olha quanta oportunidade de aprendizado e conhecimento. Sob o ponto de vista tecnológico, milhares de jovens estão sendo inseridos nessa inclusão digital”, afirmou Mendes.
Durante seu discurso, Mauro ainda garantiu que, em parceria com o Governo Federal, irá alocar mais recursos para que o programa chegue a um número ainda maior de mato-grossenses.
“A expectativa é ampliar ele gradativamente. Nós precisamos consolidar essa primeira experiência aqui na cidade de Cuiabá e a partir dele fazer ajustes no projeto, ganhar competência e ampliar para outros polos para que a gente possa ter a qualificação e reutilização sendo mais abrangente no Estado de Mato Grosso”, acrescentou.
O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Allan Kardec, reforçou a importância da continuidade do projeto do ponto de vista sustentável e também agradeceu a parceria junto à Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), que ajudou a identificar as entidades que receberam os computadores recondicionados.
“É uma honra estar formando esses jovens. Nós somos um conjunto de entidades em prol da sociedade. Esse projeto une várias ações de sustentabilidade, e culmina na entrega de computadores reciclados para entidades que realmente precisam”, disse Allan.
O ministro das Comunicações, Juscelino Filho, apontou que o grande diferencial da ação proposta pelo Recytec está na união entre inclusão digital e social.
“Estamos focados em fazer desses programas um mecanismo de inclusão. Fazendo desses instrumentos algo além da inclusão digital, pensando também na inclusão social, ofertando cursos como esses de informática, computação, robótica, manutenção e montagem de equipamentos”, pontuou o ministro.
Ainda em sua fala, Juscelino afirmou que o Governo Federal será parceiro na continuidade das ações de formação no Estado. Segundo o ministro, a inclusão digital sustentável é um dos focos da administração Federal.
“Nessa manhã fiz questão de vir aqui no estado de Mato Grosso, governado de forma muito exitosa pelo governador Mauro Mendes, que vem transformando o Estado no que tange a inclusão digital. Vim aqui trazer nossa palavra de parceria. Me coloco à disposição do Governo do Estado para que a gente consiga avançar cada vez mais nessa pauta que é tão importante para o nosso país”, declarou.
Participaram do evento os senadores Jayme Campos e Wellington Fagundes, o deputado federal Fábio Garcia, o deputado estadual Sebastião Rezende, o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, o secretário-chefe de Gabinete de Governo, Jordan Espíndola, a secretária de Comunicação, Laice Souza, o secretário de Cultura, Esporte e Lazer, Jefferson Neves, a secretária de Agricultura Familiar, Teté Bezerra, e a secretária de Assistência Social e Cidadania, Grasielle Bugalho.
Também estiverem presentes a reitora da Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat), Vera Maquêa, comandante-geral da Polícia Militar, Alexandre Mendes, comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Alessandro Borges, controlador-geral do Estado, Paulo Farias, e o presidente da MT Gás, Aécio Rodrigues.

Política
ALMT participa da elaboração de manuais de orientação sobre violência contra a mulher
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), por meio da Procuradoria Especial da Mulher, participa da elaboração de dois manuais voltados à prevenção e ao enfrentamento da violência contra a mulher. Desenvolvidos em parceria com o Governo do Estado, os materiais serão destinados aos profissionais da comunicação e da segurança pública, com orientações para evitar a exposição das vítimas, a reprodução de comportamentos violentos e a divulgação sensacionalista de casos de violência doméstica e feminicídio. A previsão é que os documentos sejam concluídos até o final de novembro.
A parceria envolve, além da Assembleia Legislativa e do Governo do Estado, representantes do Poder Judiciário, Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MP-MT), Defensoria Pública, Tribunal de Contas e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), entre outras instituições.
A iniciativa é coordenada pelo Gabinete de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, comandado pela delegada da Polícia Civil Mariell Antonini, e reúne instituições da Rede Estadual de Enfrentamento à Violência contra a Mulher. Para desenvolver os materiais, foi criado um grupo de trabalho responsável por estabelecer diretrizes de comunicação e medidas preventivas relacionadas ao chamado efeito copycat, expressão utilizada para definir a possível imitação de comportamentos violentos após a ampla divulgação de determinados crimes.
Segundo Mariell Antonini, a preocupação surgiu a partir de estudos que apontam a possibilidade de determinados crimes serem reproduzidos após receberem grande repercussão, especialmente quando a divulgação apresenta detalhes excessivos sobre a violência praticada.
“Dependendo da notícia, da veiculação de uma informação pelos canais de comunicação, pela mídia em geral, é possível que haja uma replicação, um efeito imitador daquela conduta nas semanas seguintes aos fatos”, explicou a delegada.
A procuradora especial da Mulher da ALMT, Francielle Brustolin, destacou que a participação da Casa de Leis ocorreu desde os estudos iniciais até a elaboração dos protocolos, manuais, guias, cartilhas e estruturação das capacitações. O trabalho contou também com a contribuição técnica da jornalista Deisy Boroviec, profissional de comunicação da Assembleia com experiência na temática da violência de gênero.
“A Assembleia Legislativa não participou apenas formalmente do grupo de trabalho. Contribuiu efetivamente para a construção de instrumentos que buscam transformar a comunicação em uma ferramenta de prevenção, proteção e enfrentamento à violência contra as mulheres”, afirmou Francielle.
Imprensa e segurança pública – O manual destinado à imprensa terá caráter orientativo, respeitando a liberdade de imprensa e a independência editorial dos veículos. Entre as recomendações estão evitar a culpabilização das vítimas, a romantização dos crimes, a exposição desnecessária de detalhes da violência e expressões que possam justificar as agressões.
Já o documento voltado às forças de segurança, especialmente às polícias Civil e Militar, apresentará orientações para pronunciamentos oficiais, preservação das investigações, proteção das vítimas e familiares e cuidados com a divulgação de informações sobre os crimes.
“A publicação vai abordar os cuidados necessários para preservar a dignidade das vítimas, evitar a exposição dos filhos e demais familiares e garantir que a divulgação das ocorrências não comprometa investigações ou provas. Também estão previstas recomendações sobre a preservação dos locais de crime e o respeito à cadeia de custódia, conjunto de procedimentos que assegura a integridade das provas durante a investigação criminal”, descreveu a delegada.
Segundo Mariell Antonini, a forma como os casos são apresentados à sociedade pode influenciar comportamentos e contribuir para a naturalização da violência.
“A imprensa tem um importante papel de transformação. O que nós precisamos mudar na nossa sociedade é a cultura, essa cultura de naturalização da violência contra a mulher. Por isso, precisamos trabalhar com todos os atores que possam colaborar”, ressaltou a delegada.
Para a procuradora Francielle, a proposta não é limitar a divulgação das ocorrências, mas oferecer referências técnicas que permitam informar com responsabilidade e dar visibilidade aos mecanismos de denúncia e proteção.
“Não basta que a sociedade saiba que uma mulher foi vítima de violência. É fundamental que compreenda a gravidade do crime, reconheça os sinais de risco e saiba onde buscar ajuda. A notícia precisa informar sem transformar a violência em espetáculo”, enfatizou.
Capacitação – Além da elaboração dos documentos, a Procuradoria Especial da Mulher organiza uma capacitação prevista para novembro, na sede da ALMT, nas modalidades presencial e virtual. A data ainda será definida.
A formação será direcionada a jornalistas, assessores de imprensa, publicitários, comunicadores institucionais, influenciadores digitais e demais profissionais que atuam na produção e divulgação de informações. O objetivo é apresentar orientações práticas sobre a cobertura responsável de crimes contra mulheres, o uso adequado da linguagem e a prevenção da revitimização.
A modalidade virtual permitirá a participação de profissionais do interior do estado, com a possibilidade de articulação das Procuradorias da Mulher existentes nas Câmaras Municipais.
“Queremos oferecer uma formação que vá além da apresentação dos manuais, com orientações práticas sobre a cobertura responsável de crimes de violência contra a mulher, a prevenção dos riscos associados ao efeito copycat e a preservação da dignidade das vítimas”, explicou a procuradora.
A Procuradoria Especial da Mulher também pretende utilizar a Escola do Legislativo, a TV Assembleia e os canais digitais da Casa de Leis para ampliar as ações educativas e levar informações à população.
Para Francielle Brustolin, a iniciativa reforça o compromisso da ALMT com a prevenção, o acolhimento das vítimas e o fortalecimento das políticas públicas de proteção às mulheres.
“A transformação cultural começa quando deixamos de justificar a violência, passamos a reconhecer seus primeiros sinais e assumimos coletivamente a responsabilidade de combatê-la”, disse.
Após a conclusão, os dois manuais deverão ficar disponíveis na plataforma mulher.mt.gov.br, para consulta dos profissionais e da sociedade.
O portal também disponibiliza vídeos informativos de curta duração, com orientações sobre como identificar situações de violência doméstica, buscar atendimento e contribuir para a prevenção.
Fonte: ALMT – MT
-
Polícia6 dias atrásOPERAÇÃO DO GAECO: 15 vereadores de Cuiabá e Várzea Grande são investigados por suspeita de corrupção e compra de votos
-
Polícia4 dias atrásMPT investiga padaria em Cuiabá após denúncia de pressão para voto em Flávio Bolsonaro
-
Polícia6 dias atrásPrefeitura realiza manutenção viária em bairros de Várzea Grande
-
Política3 dias atrásAssembleia Legislativa instala Câmara Setorial para ampliar atendimento às pessoas com obesidade
-
Política5 dias atrásFlávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande
-
Política6 dias atrásTião da Zaeli defende Coronel Assis para disputar Prefeitura de Várzea Grande
-
Polícia6 dias atrásWanderley classifica operação do Gaeco como “muito estranha” e nega apreensão em escritório
-
Polícia6 dias atrásOutubro Verde reforça importância do diagnóstico precoce e do tratamento da sífilis

