Política
Governo de Mato Grosso constrói maior ponte do estado
Com a construção da ponte, as regiões norte e nordeste do estado estarão interligadas e a expectativa é que a melhoria na logística proporcione um aumento no valor das terras locais.
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A construção da maior ponte de Mato Grosso, uma obra do Governo do Estado, tem como objetivo principal reduzir os custos de transporte para aqueles que dependem exclusivamente de balsas para atravessar o Rio Juruena, entre os municípios de Nova Bandeirantes e Cotriguaçu. Além disso, a nova ponte tem o potencial de desenvolver economicamente a região. Empresários já estão visualizando as oportunidades geradas pela melhoria logística, de acordo com o prefeito de Nova Bandeirantes, César Augusto Périgo.
“A ponte será a redenção da região. Ela já é um divisor de águas para investidores, pois vai encurtar o caminho. Empresas de comércio exterior já estão chegando, assim como investimentos em armazéns e lavouras. Estão previstos mais dois armazéns, com um investimento superior a 100 milhões de reais. Neste ano, pretendemos aumentar a área plantada para 30 mil hectares”, disse o prefeito.
A ponte, que terá 1.360 metros de extensão e está sendo construída pela Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística (Sinfra), conta com um investimento de R$ 252,8 milhões do governo estadual. As obras tiveram início em abril de 2023 e a previsão é que sejam concluídas em 2026.
Atualmente, os motoristas pagam valores que variam de R$ 120 a R$ 450 por veículo para atravessar de balsa, o que além de ser caro, também é demorado. Segundo o prefeito, essa situação inviabiliza economicamente o investimento em agricultura e pecuária na região. Além disso, o serviço de balsa possui horários limitados, o que pode prejudicar o transporte de carga em determinados momentos.
A balsa, que realiza seis travessias diárias entre Nova Bandeirantes e Cotriguaçu, sendo três para cada destino, registra em média 90 veículos por dia.
Com a construção da ponte, as regiões norte e nordeste do estado estarão interligadas e a expectativa é que a melhoria na logística proporcione um aumento no valor das terras locais.
“Atualmente, a área valia em torno de R$ 30 mil por hectare, mas agora já está sendo comercializada por R$ 150 mil por hectare. Isso representa uma nova história para nós”, declarou o prefeito.
Além da ponte principal, o Governo do Estado também está construindo outras três pontes com tamanhos variados (50, 30 e 15 metros) ao longo do trajeto, além de realizar o asfaltamento de 59 km da rodovia MT-208, que interliga os municípios da região.
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Eleitores aprovam mudanças territoriais em quatro municípios de MT
Eleitores de quatro municípios de Mato Grosso aprovaram, em plebiscitos realizados no domingo (25), propostas de mudanças nos limites territoriais de Poxoréu, Primavera do Leste, Colniza e Cotriguaçu. As consultas populares ocorreram durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
Apesar da aprovação nas urnas, as alterações não serão imediatas e dependerão da tramitação e votação de projetos de lei na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
A expectativa é que o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE) comunique oficialmente nos próximos dias os resultados à Comissão de Revisão Territorial dos Municípios e das Cidades, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Após o recebimento das informações, serão elaborados e apresentados os projetos de lei necessários para dar continuidade ao processo de alteração dos limites municipais.
Nos municípios de Poxoréu e Primavera do Leste, a proposta de desmembramento do distrito de Nova Poxoréu, atualmente pertencente a Poxoréu, para sua incorporação à Primavera do Leste recebeu 41.590 votos favoráveis, o equivalente a 74,66% dos 55.706 votos válidos. Outros 14.116 eleitores, 25,34%, votaram contra a mudança.
Já em Colniza e Cotriguaçu, a proposta de transferir as ilhas de ocupação do Projeto de Assentamento Nova Cotriguaçu, atualmente vinculadas territorialmente a Colniza, para Cotriguaçu também obteve ampla aprovação. Foram registrados 17.723 votos favoráveis, correspondentes a 86,61% dos votos válidos, enquanto 2.739 eleitores, ou 13,39%, se manifestaram contrários à proposta. A abstenção foi de 6.446 eleitores.
O procurador-geral da ALMT, Ricardo Riva, explicou que a Lei Complementar Federal aprovada em 2026 criou as condições legais para que o estado possa promover alterações nos limites territoriais entre municípios. Segundo ele, antes da nova legislação, leis estaduais que tratavam do desmembramento de áreas municipais eram declaradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Tribunal de Justiça, devido à ausência de uma norma federal que regulamentasse o procedimento.
Ricardo Riva destacou que a realização de plebiscito, isoladamente, não era suficiente para viabilizar as mudanças territoriais. “O processo exige o cumprimento de etapas legais, que incluem estudo de viabilidade municipal, consulta à população por meio de plebiscito, observância da legislação complementar federal e aprovação de lei estadual para formalizar a alteração dos limites entre os municípios envolvidos”, afirmou o procurador.
Legislação – Mesmo com a aprovação popular, a redefinição dos limites municipais não ocorre automaticamente. Segundo o subprocurador da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Gabriel Machado dos Santos, caberá ao Parlamento estadual analisar e votar as propostas legislativas que formalizarão as mudanças e estabelecerão as condições administrativas decorrentes da nova configuração territorial.
Entre os aspectos que deverão ser considerados estão a delimitação das áreas transferidas, a responsabilidade pela prestação dos serviços públicos e os impactos financeiros e orçamentários para os municípios envolvidos.
“Depois do plebiscito, sendo aprovada a proposta, a Assembleia terá que regulamentar essas questões por meio de lei. É nessa fase que serão definidos os limites territoriais e analisados os impactos administrativos e orçamentários. Não é uma mudança automática. Existe um procedimento legal que precisa ser concluído para que a nova configuração territorial seja efetivada”, explicou o procurador.
O consultor de Serviços Legislativos, Gabriel Lucas Scardini Barros, afirmou que é preciso apresentar um projeto de lei para cada alteração territorial, com as modificações necessárias nas leis que estabelecem os limites dos municípios envolvidos.
As matérias seguirão a tramitação legislativa ordinária, sem prazo específico para aprovação ou previsão de urgência. Dessa forma, o resultado favorável nas urnas representa uma etapa importante do processo, mas não determina quando as mudanças serão efetivamente implementadas.
“Será apresentado um projeto de lei para cada alteração territorial, com a modificação das leis que estabelecem os limites dos municípios envolvidos. Não há previsão de urgência para a apreciação das matérias. Os projetos seguirão os procedimentos regimentais da Assembleia Legislativa”, explicou Gabriel Barros.
Fonte: ALMT – MT
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