"Regularização Urbana"
Governo de Mato Grosso beneficiou 5 mil famílias com entregas de títulos de imóveis em Cuiabá
Também foram entregues 600 títulos definitivos para os moradores do Bairro São João Del Rey. Ainda, outros 450 documentos foram entregues, em julho de 2021, no bairro Osmar Cabral.
Política
Cuiabá celebrou 303 anos, com investimentos de R$ 9 milhões do Governo de Mato Grosso, através do Instituto de Terras (Intermat), na Regularização Fundiária, atendendo 5 mil famílias que foram beneficiadas, com a documentação definitiva do imóvel registrado em cartório e gratuito.
O processo de regularização segue acelerado e, ainda neste ano, em toda Baixada Cuiabana, o Governo de Mato Grosso deve entregar cerca de 10 mil títulos. Já no Estado, a expectativa, é que, até dezembro, 20 mil títulos registrados em cartório sejam entregues, sem nenhum custo, para as famílias.
A entrega mais recente em Cuiabá contemplou 969 moradores do CPA I, II, III e IV que aguardavam pelo documento definitivo há cerca de 30 anos. Entre os beneficiados, o morador João Viana de Oliveira, de 71 anos, disse que a tristeza pelos tantos anos de espera se transformou em felicidade. Ele comemorou ao lado de amigos e familiares o recebimento do título definitivo, após 36 anos de angústia e espera.
“Este é um momento único, excepcional, para mim e todos os moradores. Essa conquista veio quando a gente já havia perdido a esperança, comprovando que esse é um Governo que promete pouco, mas que faz muito”, comentou.
Também foram entregues 600 títulos definitivos para os moradores do Bairro São João Del Rey. Ainda, outros 450 documentos foram entregues, em julho de 2021, no bairro Osmar Cabral. Os bairros Jardim Florianópolis, Jardim Industriário, Pedra 90, Santa Inês e São Carlos também foram contemplados.
O líder comunitário do Osmar Cabral, Clementino Gomes, popularmente conhecido como “Gasolina”, destacou que a gestão do governador Mauro Mendes trabalha intensivamente para os mato-grossenses, proporcionando um retorno do pagamento dos impostos com grandes e importantes benefícios.
“Parabéns ao governador, ele trilha no rumo certo atendendo ao nosso povo, fazendo o Estado andar para frente e nos mostrando o que é o retorno do dinheiro de cada um que paga pelos seus impostos, entregando para essas famílias o título da propriedade. Agora, podemos bater no peito e falar que essa casa é minha, ninguém daqui pode retirar a gente daqui porque agora eu tenho uma escritura registrada em cartório”, disse Gasolina.
Somente com o imóvel escriturado é que o cidadão pode ser legitimado como proprietário legal, podendo realizar a venda do mesmo, reformar e construir com segurança.
O presidente do Intermat, Francisco Serafim Barros, destacou que o trabalho do Estado encerra uma longa espera dos moradores que aguardavam pelo título definitivo há mais de 30 anos. Todos são processos de regularização iniciados por outras gestões que não foram finalizados, mas estão sendo resolvidos.
“Nossa ação é marcada pelo resultado, pois quando batemos na porta das famílias é para entregar os documentos, finalizando o processo de regularização urbana que estava parado há três décadas, tudo isso sem custo ao proprietário. Essa é a marca do trabalho realizado na gestão do governador Mauro Mendes: a chegada do título devidamente registrado em cartório, que é considerado por todos um grande presente, a realização de sonho que estava sendo bastante aguardada”, declarou.
No início da gestão, em 2019, foram entregues 2.318. Em 2020, o número de entregas saltou para 2.512. Em 2021, foram entregues 6.000 mesmo com as restrições por conta da pandemia da Covid-19.
Parceiros na ação
A entrega dos títulos dos imóveis é resultado da parceria do Governo de Mato Grosso com a MT Par e a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), totalizando R$ 9 milhões em investimentos. Outro importante parceiro é o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que atuou no acompanhamento do trabalho dos Cartórios para que o registro de cada documento fosse realizado dentro prazo correto para ser entregue ao proprietário.
O Intermat é o órgão do Governo de Mato Grosso responsável pelos trabalhos de regularização de terras que gera títulos urbanos e rurais aos proprietários, garantindo posse definitiva. Em 2019, foram entregues 2.318. Em 2020, o número de entregas saltou para 2.512. Em 2021, foram entregues 6.000 mesmo com as restrições por conta da pandemia da Covid-19.
Política
Retrospectiva: Câmara aprovou no primeiro semestre regras para definir valor da pensão alimentícia
A Câmara dos Deputados aprovou no primeiro semestre novas regras para pensão alimentícia. De autoria da deputada Maria Arraes (PSB-PE), o Projeto de Lei 2121/25 foi aprovado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e seguiu para o Senado.
O projeto estabelece critérios para definir o valor da pensão alimentícia do filho com até 18 anos, tendo como alimentante o pai ou a mãe.
A proposta altera o Código Civil e diz que a fixação do valor deverá levar em conta a sobrecarga de quem tem a guarda de criança ou adolescente e o comprovado abandono afetivo pelo pai ou pela mãe pagador da pensão.
Criança com TDAH
Neste semestre, a Câmara dos Deputados aprovou ainda projeto de lei que institui a Política Nacional de Atenção às Pessoas Diagnosticadas com Transtornos do Neurodesenvolvimento, com foco em pessoas com dificuldades de aprendizagem.
O texto, dos deputados Alex Manente (Cidadania-SP), Amom Mandel (Republicanos-AM) e Any Ortiz (PP-RS), foi enviado ao Senado com a relatoria da deputada Andreia Siqueira (PSB-PA).
Segundo o Projeto de Lei 4225/23, pessoas com dislexia, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou outros transtornos de aprendizagem contarão com adaptações na realização de provas no ambiente escolar, em concursos públicos, processos seletivos e avaliações.
Esse público deverá ter acesso, por exemplo, a:
- tempo adicional para as avaliações;
- ambiente com menos estímulos para distraí-los;
- oferta de pessoa para ler (ledor) o material;
- recursos tecnológicos de apoio; e
- flexibilização de formatos de prova, observadas as normas específicas de cada sistema de ensino ou de seleção.
As regras serão aplicáveis à educação básica, à educação profissional e tecnológica e à educação superior, bem como às políticas de qualificação profissional e de inserção no trabalho, sem prejuízo de outros direitos previstos em legislação específica.
Passaporte estudantil
Estudantes de baixa renda que realizem estudos ou pesquisas no exterior poderão contar com isenção de taxas para emissão de passaportes e outros documentos de viagem.
A Câmara aprovou a regra por meio do Projeto de Lei 861/19. O texto teve origem no Senado e retornou àquela Casa para nova votação, por ter sido modificado pelos deputados.
O texto foi relatado pela deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) e beneficia estudantes que pertençam a famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e que tenham renda familiar mensal de até três salários mínimos.
Pais de PCD
A Câmara dos Deputados aprovou a redução da jornada de trabalho, sem prejuízo salarial, para pais de pessoas com deficiência. O Projeto de Lei 2458/25, da deputada Laura Carneiro, foi aprovado em caráter conclusivo na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e será enviado ao Senado.
Segundo o texto, a norma valerá para trabalhadores contratados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A necessidade e o percentual da redução da jornada serão definidos por avaliação biopsicossocial, realizada pelo menos a cada dois anos. Conforme o resultado, o benefício poderá ser ampliado, mantido, reduzido ou suspenso.
Foto: Valquir Kiu Aureliano/Prefeitura de Curitiba
Comunidade terapêutica em Curitiba, Paraná
Acolhimento por drogas
Foi aprovado pela Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 1822/24, que permite o acolhimento voluntário de crianças e adolescentes usuários ou dependentes de drogas em comunidades terapêuticas. A proposta agora está em análise no Senado.
De autoria do deputado Pastor Sargento Isidório (Avante-BA), o texto teve a relatoria do deputado Dr. Fernando Máximo (PL-RO).
Segundo o texto, as comunidades terapêuticas acolhedoras poderão realizar esse acolhimento para tratamento por dependência química em conjunto com os pais ou responsáveis legais.
O acolhimento conjunto deverá ser feito em instituições credenciadas e não substitui nem dispensa a frequência da criança ou adolescente à escola básica obrigatória. A exceção é se houver ameaça comprovada à sua vida ou à sua integridade física por parte de organizações criminosas ou grupos de tráfico de drogas em decorrência de envolvimento anterior.
Nesse caso, sua salvaguarda será garantida com decisão judicial ou laudo médico que permita a restrição de circulação em vias públicas durante o programa de tratamento. O estudo continuaria no próprio estabelecimento terapêutico ou em modalidade de ensino compatível com a condição de segurança pretendida.
Essas instituições de acolhimento deverão assegurar a separação entre as crianças e adolescentes dos adultos, em especial no alojamento, dormitório, instalações sanitárias e espaços de tratamento.
Outra modalidade de tratamento é a internação assistida, que deverá ocorrer com o consentimento dos pais ou responsáveis legais e a concordância do adolescente entre 12 e 18 anos, conforme definição do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A diferença em relação à modalidade hoje existente, denominada voluntária, é que o novo tipo não dependerá de declaração escrita e seu término não está vinculado explicitamente a laudo médico ou pedido escrito da pessoa sob tratamento.
Sofrimento animal
A Câmara dos Deputados também aprovou o projeto de lei que proíbe a produção e a comercialização de produtos obtidos por meio de alimentação forçada de animais – como o foie gras. O texto aguarda sanção presidencial.
Foie gras é o nome dado ao fígado gordo de pato ou ganso, iguaria da culinária francesa obtida com a alimentação forçada desses animais.
Aprovado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara, o Projeto de Lei 90/20 é oriundo do Senado e prevê penas de detenção de três meses a um ano e multa pelo descumprimento da norma, além de outras sanções estabelecidas na Lei dos Crimes Ambientais.
A proibição abrangerá tanto os produtos in natura quanto os enlatados obtidos por meio do gavage, método de alimentação forçada com a introdução de um tubo na garganta da ave, o que leva à hipertrofia do fígado.
A comercialização dos produtos obtidos já é proibida em alguns países, como Argentina, Austrália e Índia. O texto foi relatado pelo deputado Fred Costa (PRD-MG).
Tarifa mínima de água
A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que proíbe a cobrança de tarifa mínima de consumo pelos serviços públicos de água e esgoto.
O Projeto de Lei 1845/25, do deputado Carlos Jordy (PL-RJ), altera a Lei do Saneamento Básico e agora está em análise no Senado. O texto foi relatado pelo deputado Kim Kataguiri (Missão-SP).
Segundo o projeto, somente uma das opções da Norma de Referência 13/25, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), vai bancar os custos recorrentes do serviço que não dependem do volume consumido: a tarifa fixa e básica sem franquia de consumo.
Atualmente, a norma de referência traça regras gerais que devem ser seguidas pelas agências reguladoras da prestação do serviço nos estados e permite o uso de uma parcela fixa calculada com base em uma franquia de consumo mínimo. Nessa situação, quer o usuário tenha ou não tenha consumido o volume definido, ele é cobrado em toda conta.
No entanto, o texto aprovado pelos deputados continua a remeter à norma de referência da ANA a definição dos parâmetros para calcular esse valor fixo.
A parcela variável conforme o volume consumido continua a fazer parte da composição total da tarifa final. Desde que haja disponibilidade regular do serviço ao usuário, a parcela fixa não dependerá da existência de consumo efetivo.
Seguro-defeso
Com a aprovação da Medida Provisória 1323/25, a Câmara dos Deputados fixou novas condições de cadastro e identificação para evitar fraudes no pagamento do seguro-defeso.
Convertida na Lei 15.399/26, a MP também autoriza a quitação das parcelas pendentes em 2026 se o beneficiário atender aos requisitos exigidos em lei.
Segundo o texto, para ter direito ao benefício de anos anteriores, o interessado deve tê-lo solicitado dentro dos prazos legais. O pagamento ocorrerá em até 60 dias depois da regularidade plena do pescador no programa.
Para 2026, o total do seguro-defeso previsto, exceto esses atrasados, é de R$ 7,9 bilhões.
Além disso, o texto prorroga, até 31 de dezembro de 2026, o prazo para os pescadores artesanais apresentarem o já exigido Relatório Anual de Exercício da Atividade Pesqueira (Reap) referente aos anos de 2021, 2022, 2023, 2024 e 2025.
Pescadores artesanais habilitados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e suas associações e cooperativas contarão com os mesmos encargos financeiros de custeio e investimento usados nos programas de reforma agrária, inclusive bônus ou redutores.
Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Roberto Seabra
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