"Alívio"
Governador: “Se o Estado está melhor, é questão de justiça reduzir a conta para a população”
Fizemos um duro ajuste fiscal e conseguimos sair de rate C para rate A no Tesouro Nacional
Política
O governador Mauro Mendes afirmou que a redução de impostos anunciada nesta semana se deve ao planejamento realizado ao longo dos dois anos e oitos meses da gestão. “Se o Estado está melhor, é questão de justiça reduzir a conta para a população”.
A fala ocorreu durante entrevista à Jovem Pan São Paulo, na quinta-feira (29.09).
De acordo com o chefe do Executivo Estadual, o pacote de redução de impostos sobre itens como energia elétrica, gasolina, comunicação, gás industrial e diesel foi possível em razão das medidas de ajuste fiscal realizadas desde que assumiu o Estado.
“Nós iniciamos a gestão em 2019, e nos deparamos com um Estado que estava muito desequilibrado fiscalmente. Ou seja, gastava mais do que arrecadava. Estávamos com o salário atrasado e a nossa cadeia de fornecedores totalmente corrompida. Fizemos um duro ajuste fiscal e conseguimos sair de rate C para rate A no Tesouro Nacional”, afirmou, ao citar que a nota A representa o topo do ranking de gestão fiscal no país.
Mendes também ressaltou que esse trabalho do Governo de Mato Grosso, que contou com o apoio da Assembleia, dos servidores e de toda a população, oportunizou realizar obras e ações nos 141 municípios. “A melhoria da nossa arrecadação permitiu que o Estado fizesse um investimento neste ano de 15% da sua receita. Talvez seja um dos maiores investimentos entre os estados brasileiros”.
O governador ainda salientou que para obter esse resultado, a gestão trabalhou forte para realizar corte de despesas, incentivos fiscais improdutivos e aplicou uma eficiente estratégia para administrar a máquina pública.
“Nós fizemos um bom trabalho desde o ínicio conseguindo cortar despesas dentro do Governo. Pois não há dinheiro que dê quando você gasta mal. Pode até arrecadar muito, mas se gasta mal não tem qualidade e o dinheiro nunca vai ser suficiente”.
Por fim,o gestor frisou que o pacote de redução de impostos vai possibilitar a circulação do dinheiro entre a população e empresas, o que alavancar o desenvolvimento e aumenta o poder de compra dos mato-grossenses.
“Com a redução, você cria um ambiente no estado positivo, além de animar as pessoas. E esse dinheiro que vai deixar de entrar nos cofres do Governo de Mato Grosso, vai circular na economia, no bolso do cidadão e das empresas que podem investir mais, contratar mais. E todo esse dinheiro circulando volta a retroalimentar a própria arrecadação”, completou.
Redução de ICMS
O Governo de Mato Grosso irá reduzir o Imposto Sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) da energia elétrica (de 25% e 27% para 17% a todos os setores), dos serviços de comunicação, como internet e telefonia (de 25% e 30% para 17%), da gasolina (de 25% para 23%), do diesel (de 17% para 16%), do gás industrial (de 17% para 12%) e do uso do sistema de distribuição da energia solar (de 25% para 17%).
Com este pacote de redução de ICMS, o Estado deve deixar de arrecadar cerca de R$ 1,2 bilhão por ano, valor que permanece no bolso dos contribuintes. As reduções entraram em vigor a partir de janeiro de 2022, após aprovação da Assembleia Legislativa.
Foto: Mayke Toscano – Secom-MT
Política
Podemos concentra R$ 2 milhões em campanha e mira bancada de seis deputados
O Podemos decidiu apostar alto na eleição proporcional de Mato Grosso e já destinou R$ 2,05 milhões em recursos de campanha aos candidatos que disputam vagas na Assembleia Legislativa. A estratégia acompanha uma meta ambiciosa anunciada pelo partido: eleger pelo menos seis deputados estaduais e formar uma das maiores bancadas da próxima legislatura.
A legenda lançou 25 nomes para a disputa pela ALMT e, de acordo com o presidente estadual do Podemos, Max Russi, trabalha com a expectativa de conquistar seis cadeiras, podendo chegar a sete. A projeção colocaria o partido com um quarto das 24 vagas do Legislativo estadual.
A distribuição dos recursos, porém, não ocorre de maneira uniforme. O próprio Max Russi, que busca a reeleição e atualmente preside a Assembleia, recebeu R$ 450 mil, o maior repasse registrado até agora. O valor representa cerca de 22% de todo o montante distribuído pelo partido.
Na sequência aparecem Karen Rocha, com R$ 200 mil, e Beto Dois a Um e Valdeníria Dutra, com R$ 150 mil cada. Outros sete candidatos, Adelcino Lopo, Bira, Geovane Gamba, Janailza Taveira, Allan Kardec, Sargento Casarin e Scheila Pedroso, receberam R$ 100 mil cada.
Também foram registrados repasses de R$ 50 mil para Alessandra Ferreira, Alex Rodrigues, Gustavo Bang, Joize Marques, Marcos Paulista, Meraldo Sá, Priscila Dourado e Salete Bergamin. Enquanto isso, Fabinho Tardin, Mauro Savi, Rafael Machado e Ulysses Moraes ainda não haviam recebido recursos do partido no levantamento. Carlos Kan aparece como inapto por não ter apresentado prestação de contas à Justiça Eleitoral.
A estratégia financeira revela uma tentativa do Podemos de transformar a força da chapa em representação efetiva no plenário. A legenda trabalha com a possibilidade de ampliar significativamente sua presença na Assembleia, mas o resultado dependerá do desempenho conjunto dos candidatos e da distribuição das vagas pelo sistema proporcional.
Com a maior parte da verba ainda concentrada em um grupo específico de candidaturas, o desempenho das urnas também será um teste para a aposta feita pela direção partidária. A promessa de seis cadeiras significa, na prática, conquistar 25% da Assembleia, uma meta que colocaria o Podemos no centro das articulações pelo comando da próxima legislatura.
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