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GOVERNADOR DIZ QUE VAI TRABALHAR EM PARCERIA COM PREFEITURA PARA MELHORAR CUIABÁ

“Vamos trabalhar juntos para melhorar Cuiabá e recuperar a autoestima do cuiabano”, afirma Mauro Mendes

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Política

Foto: Mayke Toscano/Secom

Durante uma visita feita em Cuiabá na tarde de sexta-feira (10) o governador de Mato Grosso- Mauro Mendes afirmou que o estado irá trabalhar em parceria com a Prefeitura para “melhorar Cuiabá e recuperar a autoestima do cuiabano”.

Mauro e o prefeito da Capital, Abilio Brunini, vistoriaram três pontos importantes de Cuiabá na tarde desta sexta-feira (10.01): Parque das Águas, Aquário Municipal e Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá (HMC).

“Seguramente nos próximos dias, meses e anos, enquanto eu estiver como governador, vamos construir algumas políticas conjuntas para melhorar a resposta a esse grande caos que Cuiabá foi mergulhada”, relatou.

Mauro lembrou que o Parque das Águas foi construído e entregue durante sua gestão na Prefeitura de Cuiabá, em 2016, e agora está “em completo abandono”.

“O Parque das Águas foi um parque que nós fizemos a época no peito, na raça, porque tínhamos pouco dinheiro para investir. E o Parque das Águas, depois disso, piorou muito. A fonte não funciona, o túnel das águas não funciona, a dança das águas ali em frente aos bares não funciona e os banheiros estão deteriorados. Quer dizer, houve uma precarização daquele que é talvez um dos bons pontos turísticos na cidade de Cuiabá. Então nós vamos conversar com o prefeito e ver o que poderemos fazer juntos para ajudar a recuperar o local”, destacou.

O Aquário Municipal também foi visitado pelo governador e pelo prefeito. A obra foi iniciada na gestão de Mauro Mendes na Prefeitura, que deixou a estrutura na fase final – mas só foi entregue de forma inacabada quase 8 anos depois.

“Imagina se esse Aquário tivesse sido concluído e inaugurado no início da gestão que sucedeu o Mauro. Olha o quanto Cuiabá perdeu no Turismo, no lazer e no desenvolvimento”, pontuou Abílio.

“Vamos trabalhar para que nós possamos melhorar a imagem da cidade, recuperar a autoestima do cuiabano e fazer com que Cuiabá possa brilhar como Mato Grosso está brilhando. Tenho certeza que isso será possível com trabalho sério e  honestidade. Vamos colocar de novo Cuiabá como uma capital que vai dar orgulho aos cuiabanos e a todos nós, mato-grossenses”, registrou Mauro.

Os gestores ainda inspecionaram a situação do HMC, onde se depararam com instalações precárias e pacientes aguardando cirurgias ortopédicas por falta de insumos básicos.

Abílio ressaltou que a antiga gestão não fez a licitação para compra de diversos materiais ao hospital, além de atrasar o pagamento a empresas fornecedoras. “Eu fico grato porque o governador já conseguiu viabilizar alternativas para sanar o problema. Vamos também melhorar o relacionamento entre a Secretaria de Saúde do Estado com a do município para a gente ter soluções mais dinâmicas e transparentes para a saúde da população”, pontuou o prefeito.

De acordo com o governador, já nos próximos dias será realizada a compra dos itens que faltam para a realização das cirurgias.

“Vamos arrumar esses pinos, chamados OPMX, que são os parafusinhos para fazer as cirurgias autopédicas, e aí destravar essa fila de cirurgia aqui, porque aqui temos bons profissionais, boa sala de cirurgia, mas por falta deste pequeno detalhe, por incompetência da administração anterior, não foi feito. E no início da semana nós vamos resolver isso: se Deus quiser essas pessoas vão ter suas dores aliviadas”, completou.

Também acompanharam a visita: o vice-governador Otaviano Pivetta; os secretários de Estado Gilberto Figueiredo (Saúde) e Marcelo de Oliveira (Infraestrutura); e os secretários municipais Fernando Medeiros (Turismo) e Ana Karla Costa (Comunicação).

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Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.

O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.

A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.

Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.

Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.

A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.

Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Critérios para concessão também foram questionados

Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.

Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.

Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.

Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.

A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.

Câmara poderá derrubar veto

Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.

O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.



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