MEIO AMBIENTE

Governador defende inovação “vocacionada” à redução de danos climáticos

Em evento, Mauro Mendes afirmou que tecnologia precisa ser usada em prol da sustentabilidade

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Política

Foto: Mayke Toscano - Secom-MT

O governador Mauro Mendes defendeu o uso de tecnologia e inovação de forma vocacionada à produção sustentável e à resolução dos problemas causados pelo aquecimento global.

A defesa foi feita durante a abertura do Fórum Global de Inovação e Tecnologia em Sustentabilidade – FITS Agro, na manhã desta quarta-feira (25.08), na sede da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt).

“A inovação tem que ser incorporada e vocacionada levando em consideração todos os conceitos de sustentabilidade e para trazer soluções a uma das mais desafiadoras problemáticas que vivemos hoje, que é a questão do aquecimento global. Podemos correr do problema, mas não de suas consequências”, afirmou.

De acordo com o governador, apesar de algumas pessoas ainda duvidarem do tema, o aquecimento global é uma realidade que já tem mostrado efeitos negativos evidentes, inclusive em Mato Grosso.

“Em todas as regiões do planeta vemos que o clima muda, o regime de chuvas muda, regiões estão sendo desertificadas, grandes alterações estão acontecendo e isso está trazendo consequências práticas. No Brasil, o regime de chuvas diminuiu muito, o nosso Pantanal está secando, as nossas lavouras estão sendo prejudicadas e o custo do alimento está subindo. Todas essas mudanças trazem consequências que chegam na mesa e no dia a dia de todos nós. Essas discussões e contribuições podem ajudar, com tecnologia e inovação, para trazer soluções a esses graves problemas”, pontuou.

O Governo de Mato Grosso, conforme Mauro Mendes, tem feito a sua parte para que os efeitos climáticos sejam reduzidos. Exemplo disso é o monitoramento rigoroso do desmatamento ilegal, feito via satélite, que foi implantado já no início da gestão.

“Um estudo da UFMG [Universidade Federal de Minas Gerais] mostra que nos dois últimos anos 100% dos focos de desmatamento no estado foram autuados por nós. E isso porque conseguimos detectar qualquer desmatamento ilegal acima de 1 hectare. Não há nenhum desmatamento que não possamos identificar e punir os responsáveis”, declarou, ao ressaltar que os alertas de desmatamento no estado, nos últimos 12 meses, reduziram em 21,7%.

Também participaram do evento: o presidente da Fiemt, Gustavo de Oliveira; o presidente da Famato, Normando Corral; o ex-ministro da Agricultura e presidente da Abramilho, Alysson Paolinelli; os secretários de Estado César Miranda (Desenvolvimento Econômico) e Nilton Borgatto (Ciência, Tecnologia e Inovação); a diretora de Relações Institucionais da Fits, Alice Abreu; o gerente de negócios da Apex Brasil, Marcio Rodrigues; e o diretor-geral do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Manuel Otero.

Foto: Mayke Toscano – Secom-MT

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Projeto permite que cooperativas de energia ampliem área de atuação

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O Projeto de Lei 367/26 permite que cooperativas que atuem como autorizadas na distribuição de energia elétrica solicitem à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a mudança para a categoria de permissionárias de serviço público. A alteração poderá ampliar a área e o tipo de consumidores atendidos por essas cooperativas. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

Hoje, as cooperativas sob o regime de autorizadas atendem consumidores em áreas rurais e não podem expandir sua atuação para áreas urbanas, mesmo quando essas regiões crescem e passam por mudanças econômicas e populacionais.

O autor do projeto, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), afirma que as restrições atuais de operação “não condizem com a realidade das regiões atendidas”, pois impedem que as cooperativas acompanhem o crescimento de sua área de atuação e comprometem a sustentabilidade do modelo cooperativista.

Segundo o deputado, a mudança também permitirá tratamento regulatório mais equilibrado entre cooperativas que exercem funções semelhantes no setor elétrico, mantendo a competência da Aneel para avaliar cada pedido.

Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Minas e Energia; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Roberto Seabra



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