LEI PENAL

Governador defende autonomia para estados: “Não dá pra tratar bandido como Vossa Excelência”

Mauro Mendes participou do 17º Encontro de Líderes Comunitas, em SP, onde debateu sobre a situação da segurança pública no Brasil

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Política

Foto: Lucas Rodrigues

A defesa foi feita nesta sexta-feira (11.10), durante o 17º Encontro de Líderes promovido pela Comunitas, em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), em São Paulo.

Mauro Mendes ressaltou o interesse do estado em endurecer as leis em Mato Grosso, para fazer frente ao avanço da criminalidade.

“A minha proposta é simples: deixem os governadores legislarem em matéria penal, como é feito nos Estados Unidos. Cada estado cria suas próprias leis, mais duras, mais flexíveis, adaptando-se à realidade local. Daqui a 5, 10 anos, vamos ver o que funcionou: se é tratar bandido como Vossa Excelência, ou se é ter leis duras que mudam o comportamento da sociedade”, pontuou.

Durante sua fala, o governador também criticou as leis frouxas vigentes no país, que são antigas e não se adequaram à evolução da sociedade.

“O Congresso Nacional é o responsável por elaborar e aprovar as leis penais no Brasil. Os estados, apesar de poderem aplicar essas leis, não podem criar suas próprias leis penais. Estamos sob a égide de um Código Penal de 1940 com alguns remendos. É impensável imaginar que esses instrumentos serão capazes de nos oferecer formas objetivas de combater a violência e o aumento dessa violência”, afirmou.

Ainda no evento, Mauro alertou sobre o avanço das facções criminosas, que estão cooptando os adolescentes.

“Jovens de 12, 15 anos sonham em entrar para facções, atraídos pelo poder e dinheiro que elas oferecem. Há 30 anos, os jovens sonhavam em ser jogadores de futebol. Hoje, o crime se tornou um modelo de sucesso para muitos. Isso é muito grave”, concluiu.

Também participaram do painel os governadores Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Romeu Zema (Minas Gerais).

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Podemos elege 6 deputados e terá maior bancada da Assembleia em 2027

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O Podemos será o partido com maior número de cadeiras na Assembleia Legislativa de Mato Grosso a partir de 2027. A legenda elegeu seis dos 24 deputados estaduais que vão compor a nova legislatura, resultado que coloca a sigla à frente de PL e Republicanos, que conquistaram quatro vagas cada.

A bancada do Podemos será formada por Max Russi, Ulysses Moraes, Beto Dois a Um, Alessandra Ferreira, Fabinho Tardin e Adelcino Lopo. Presidente da Assembleia, Max Russi também foi o deputado estadual mais votado da eleição, com 86.934 votos.

O PL terá Samantha Íris, Faissal Calil, Gilberto Cattani e Alcino Barcelos. Já o Republicanos, partido do governador reeleito Otaviano Pivetta, contará com Diego Guimarães, Valmir Moretto, Dr. Eugênio e Nininho.

O MDB elegeu três parlamentares: Dr. João, Thiago Silva e Leo Bortolin. As federações PSDB-Cidadania e União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, ficaram com duas cadeiras cada.

Na oposição mais definida ao governo estadual, a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, terá dois representantes: Lúdio Cabral e Valdir Barranco. O PSD terá uma cadeira, ocupada por Wilson Santos.

Nova correlação de forças

A composição eleita aponta para um cenário de maior presença de partidos que estiveram próximos da atual administração estadual. Considerando as bancadas do Podemos, Republicanos e PL, são 14 deputados, número suficiente para formar maioria simples na Assembleia.

O cenário pode ser ampliado com parlamentares de outras legendas. No MDB, por exemplo, Dr. João e Thiago Silva integram a nova bancada, enquanto União Brasil e PSDB-Cidadania também terão representantes na Casa. A classificação individual de cada deputado, porém, dependerá das posições adotadas ao longo da próxima legislatura.

A nova Assembleia terá 18 deputados reeleitos ou integrantes que já tiveram passagem pelo Legislativo e seis estreantes, segundo levantamento do RDNews. A renovação ficou em pouco mais de 25% das cadeiras.

A legislatura 2027-2030 começa oficialmente em fevereiro do próximo ano e terá como um dos primeiros movimentos a definição da nova Mesa Diretora da Assembleia, além da formação dos blocos e da composição das comissões permanentes.



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