"Investimentos"
Governador assina convênio, inaugura socioeducativo, escola e lança Patrulha Rural em Rondonópolis
O chefe do Executivo Estadual irá vistoriar obras de infraestrutura e da reforma da Escola Militar.
Política
O governador Mauro Mendes estará em Rondonópolis nesta segunda-feira (04.10). Ele vai assinar o convênio firmado com a prefeitura do município para asfaltar 100% das ruas dos distritos industriais da cidade.
Esta é a quarta vez que o gestor visita a cidade. Na agenda também estão a inauguração da Escola Estadual Marechal Dutra e do Centro de Atendimento Socioeducativo (CASE) e o lançamento do Patrulhamento Rural Georreferenciado no município. Além disso, o chefe do Executivo Estadual irá vistoriar obras de infraestrutura e da reforma da Escola Militar.
Mauro Mendes chega ao município às 7h30, nas Glebas Rio Vermelho e Miau, onde se reúne com moradores e autoridades locais. Na sequência, às 8h45, ele inaugura o novo Centro de Atendimento Socioeducativo (CASE), onde foram investidos R$ 7,5 milhões.
A nova unidade do socioeducativo tem capacidade para 60 adolescentes em conflito com a lei e conta com estrutura adequada para atendê-los com salas de aula, campo de futebol, salas adequadas para as equipes de servidores em local mais amplo e seguro.
Às 10h, o governador vistoria as obras da ponte sobre o Rio Vermelho e de implantação da Avenida W11. Já às 12h10, Mauro Mendes segue para o Distrito Razia, onde será realizada solenidade para assinatura do convênio para as obras de asfaltamento dos distritos industriais e da ordem de serviço da reforma da Escola Técnica Estadual.
O convênio para asfaltar 100% das ruas dos distritos industriais de Rondonópolis foi firmado no último dia 23 de setembro com o prefeito José Carlos do Pátio. O Governo de Mato Grosso irá investir um total de R$ 60 milhões, sendo R$ 40 milhões em recursos próprios e R$ 20 milhões por emenda do senador Carlos Fávaro, para executar os serviços. A Prefeitura aportou outros R$ 30 milhões, totalizando R$ 90 milhões em investimentos nas regiões industriais da cidade.
Depois, o governador segue para a inauguração da reforma e ampliação da Escola Estadual Marechal Dutra, com investimentos de R$ 4,4 milhões. Às 15h, ele vistoria as obras da Escola Militar.
Às 16h, Mauro Mendes lança o Patrulhamento Rural Georreferenciado, na sede da Aprosmat. O serviço vai contar com quatro viaturas e 12 policiais militares, que farão a vigilância constante de propriedades rurais do município.
Mais investimentos
O Governo de Mato Grosso já investiu R$ 42 milhões em Rondonópolis, em obras de infraestrutura, saúde, educação e segurança pública, além de ações sociais. Com os novos aportes financeiros, serão mais de R$ 100 milhões em investimentos com recursos próprios do governo somente do município.
Entre as obras de infraestrutura já entregues no município, estão os 16 quilômetros do Anel Viário, com investimento de R$ 7,1 milhões, e a ponte sobre o Rio Vermelho, com R$ 11,7 milhões investidos. Além disso, o governo está implantando e pavimentando os acessos à ponte, com investimento de R$ 25 milhões.
Na Educação, foram investidos R$ 9,45 milhões com a construção de 18 salas de aula e uma quadra poliesportiva na escola Presidente Dutra, além de reforma, ampliação e manutenção, em outras oito escolas estaduais.
Também foram restaurados 108,2 quilômetros da MT-270, entre os entroncamentos da MT-130, no município, e da MT-110, em Guiratinga, melhorando o tráfego entre os dois municípios.
Por meio dos programas Vem Ser Mais Solidário e Aconchego, as famílias carentes do município foram beneficiadas com 7,8 mil cestas básicas e 8,4 mil cobertores. Além disso, 6.097 cartões do Ser Família Emergencial foram entregues em Rondonópolis, garantindo segurança alimentar às famílias em situação de extrema pobreza, com o auxílio de R$ 150 mensais. Somente com os repasses do benefício emergencial foram investidos R$ 3,6 milhões pelo governo no município.
O Hospital Regional de Rondonópolis recebeu investimentos em cerca de R$ 1 milhão para melhorar e modernizar os setores da recepção, Pronto Atendimento e Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Com a reforma, a unidade passou a contar com 151 leitos, atendendo principalmente aos pacientes da região sul de Mato Grosso.
O Governo também mantém convênio com a Santa Casa de Rondonópolis, para leitos de UTI Covid-19, para reforçar as ações de combate à pandemia.
Confira a programação:
7h30 – Chegada a Rondonópolis e encontro com moradores das Glebas Rio Vermelho e Miau
8h45 – Inauguração do Complexo Socioeducativo
10h – Vistoria às obras da ponte sobre o Rio Vermelho e de implantação da Avenida W11
12h10 – Assinaturas do convênio para obras no Distrito Industrial e para Intervenção Predial da Escola Técnica Estadual, no Distrito Razia
14h – Inauguração da reforma e ampliação da Escola Estadual Marechal Dutra
15h – Vistoria às obras da Escola Estadual Tiradentes
16h – Lançamento do Patrulhamento Rural Georreferenciado, na sede da Aprosmat
Foto por: Mayke Toscano/Secom
Política
Na CDH, especialistas propõem medidas para prevenir automutilação e suicídio
Os desafios das políticas públicas para a prevenção da automutilação e do suicídio foram o tema da audiência desta quinta-feira (10) na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado. A reunião teve como eixo central o Setembro Amarelo, campanha voltada para essa questão. Especialistas e representantes do governo federal, da sociedade civil e de ONGs discutiram os cuidados necessários com crianças e adolescentes em casa e no ambiente escolar; os impactos do ambiente de trabalho na saúde mental; e os canais disponíveis para pedir ajuda em situações de emergência.
A audiência pública foi requerida pela senadora e presidente da comissão, Damares Alves (Republicanos-DF). Segundo ela, objetivo era ampliar o debate público, reduzir o estigma em torno da questão e estimular a busca por ajuda diante de situações de sofrimento psíquico.
A campanha Setembro Amarelo tornou-se oficial com a sanção da Lei 15.199, em setembro de 2025. A norma também estabeleceu 17 de setembro como o Dia Nacional de Prevenção da Automutilação, e 10 de setembro como o Dia Nacional de Prevenção do Suicídio.
Números
Na abertura da audiência, a senadora apresentou dados sobre a dimensão do problema no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 720 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano. Para cada morte, estima-se que ocorram mais de 20 tentativas. Entre pessoas de 15 a 29 anos, o suicídio já é a terceira principal causa de morte.
Damares ressaltou que, no Brasil, o Ministério da Saúde contabilizou 15.507 mortes por suicídio em 2021, das quais 77,8% entre homens. Naquele ano, o suicídio foi a terceira principal causa de morte entre adolescentes de 15 a 19 anos e a quarta entre jovens de 20 a 29 anos. O mesmo levantamento identificou 114.159 notificações de violência autoprovocada, das quais 70% envolveram pessoas do sexo feminino.
— Esses dados revelam distintos grupos que apresentam diferentes padrões de vulnerabilidade. Por isso, as políticas de prevenção não podem ser uniformes — ponderou a parlamentar.
A senadora afirmou que a saúde mental de crianças e adolescentes merece atenção especial. Segundo a OMS, em publicação atualizada em 2025, um em cada sete adolescentes entre 10 e 19 anos vive com algum transtorno mental. Depressão, ansiedade e transtornos comportamentais estão entre as principais causas de adoecimento e incapacidade nessa etapa da vida.
Bullying
Para Erasto Fortes, coordenador-geral de Políticas Educacionais em Direitos Humanos do Ministério da Educação, a questão deve ser enfrentada numa abordagem intersetorial, e não só no campo da saúde. Como crianças e adolescentes passam parte significativa das suas vidas na escola, explicou, falar em prevenção no campo educacional exige a construção de ambientes educativos “seguros, acolhedores, inclusivos e democráticos”.
— O bullying, a discriminação, o racismo, a violência de gênero, a intolerância, a exclusão social, a humilhação e outras formas de violação não podem ser naturalizadas como episódios menores na vida escolar — argumentou.
Lívia dos Santos Ferreira, auditora fiscal do trabalho e representante do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), descreveu fatores de risco de suicídio direta ou indiretamente relacionados ao ambiente de trabalho, como estressores financeiros, dificuldades econômicas e instabilidade financeira dos trabalhadores. Ela também relacionou situações que impactam especificamente as mulheres.
— Falta de clareza e de equidade das oportunidades de promoção do trabalho, diferenças de salários pagos entre homens e mulheres, sobrecarga de jornada de trabalho que se soma ao trabalho de cuidado da casa e dos filhos, são situações que a gente percebe no dia a dia como inspetora do trabalho — afirmou.
A especialista também abordou o problema do suicídio no serviço público. Segundo ela, mais de meio milhão de trabalhadores foram afastados apenas do serviço público federal em 2025, em decorrência de ansiedade, depressão e burnout.
Cláudia Márcia de Carvalho Soares, presidente da Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT), ressaltou que a manutenção de um ambiente de trabalho íntegro e seguro é obrigação do empregador prevista na CLT e na Constituição Federal, e destacou que a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) tornou essa obrigação mais objetiva ao definir deveres e responsabilidades específicos de empregadores e empregados.
— Um terço da nossa vida é no ambiente de trabalho. Então ele não pode ser causa de adoecimento e não pode ser causa de agravar um adoecimento — observou.
CVV
Alan Teixeira Lima, voluntário do Centro de Valorização da Vida (CVV), falou do trabalho da instituição, pioneira na prevenção do suicídio no Brasil e presente no país há 64 anos. Ele afirmou que, embora o CVV seja mais conhecido pelo atendimento telefônico, também mantém grupos de apoio a sobreviventes do suicídio. Hoje, explicou, o CVV conta com 2.300 voluntários no Brasil, que no último ano prestaram apoio emocional mais de 2 milhões de vezes.
— Uma pessoa pode ligar quantas vezes quiser para o CVV. A gente funciona 24 horas, garante o atendimento sigiloso, e o anonimato da pessoa que nos procura, sem julgamento, sem crítica, favorecendo o diálogo — disse Lima.
O CVV (188) atende gratuitamente pessoas passando por sofrimento psíquico, 24 horas, por telefone (188), chat ou e-mail.
Risco das bets
Gabriella de Andrade Boska, coordenadora de gestão da Rede de Atenção Psicossocial do Ministério da Saúde, relatou a preocupação da pasta com o impacto das apostas esportivas online, as chamadas bets, no número de suicídios registrados no país nos últimos anos.
— Há estudos, inclusive da OMS, que mostram taxas de 15 vezes mais de chances de pessoas endividadas por questões de apostas cometerem suicídio por esse endividamento — afirmou.
A representante do ministério também alertou para um índice maior de casos de suicídio entre a população negra.
Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), alertou que a prevenção do suicídio ainda é vista como tabu e que não se pode tentar resolver uma emergência médica como uma tentativa de suicídio pelas redes sociais.
— O preconceito estrutural é tão grande que até hoje nós não temos sequer um antidepressivo, como o carbonato de lítio, na Farmácia Popular. Isso é grave — concluiu.
Também participaram da audiência Silvia Waiãpi, ex-deputada federal; Benedito da Vozinha, bacharel em Direito; e Lídia Caroline de Carvalho, mãe atípica e assessora no Senado Federal.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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