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Frente parlamentar cobra informações sobre ocorrências com o uso de armas de fogo

Das 12 instituições questionadas, somente duas responderam as solicitações feitas pelo coordenador-geral da Frente, deputado Gilberto Cattani (PL)

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Política

DIVULGAÇÃO/SECOM-MT

A Frente Parlamentar da Segurança Pessoal realizou nesta segunda-feira (9), a terceira reunião para cobrar informações de 12 instituições ligadas à segurança pública de Mato Grosso acerca de ocorrências registradas com o uso de armas de fogo. Desde o mês de março, quando enviado o requerimento, somente duas dessas entidades responderam aos questionamentos feitos pela Frente Parlamentar.

Na reunião, os representantes da Frente Parlamentar também ouviram depoimentos de autoridades e da sociedade civil que tratam da garantia de segurança, estabelecida no artigo 5º da Constituição Federal.

De acordo com o coordenador-geral da Frente Parlamentar da Segurança Pessoal, deputado Gilberto Cattani (PL), a Frente tem um prazo de vigência e precisa ser encerrada, mas ainda não recebeu os dados solicitados junto às instituições.

Foto: Ronaldo Mazza

“Fizemos os requerimentos no início do mês de março, que foram aprovados no plenário dessa Casa, pelos parlamentares. Não obtivemos respostas e somente dois nos enviaram as informações solicitadas”, explicou Cattani.

O parlamentar acrescentou que consta no requerimento alguns questionamentos necessários para o andamento dos trabalhos. “Nos requerimentos, por exemplo, solicitamos informações como número de apreensões de arma de fogo registrado pelas forças de segurança; número de ocorrências registradas pelo crime de homicídio, tentado e consumado. Dessas ocorrências, quantas foram com emprego de arma de fogo e quantas foram as ocorrências registradas pelo crime de feminicídio, tentado e consumado? Entre outros questionamentos”, contou.

O representante da Associação Nacional Movimento Pró Armas, Danilo Atala, disse que desde na primeira reunião da Frente Parlamentar, foi proposto e posteriormente os deputados aprovaram os requerimentos quanto à tutela de armas de fogo para magistrado, promotor de justiça entre outros. “Na qualidade de coordenador estadual do Pro Armas reforço o pedido de resposta aos questionamentos, já que o não acesso a esses dados poderá configurar uma infração junto à Lei de Acesso à Informação”, cobrou Atala.

Igor Veiga, presidente da Associação dos Procuradores do Estado de Mato Grosso (Apromat), disse que a segurança pessoal é de fundamental importância tendo em vista aumento da violência em todo o Brasil.

“O assunto da segurança pessoal precisa ser muito bem debatido e é uma prioridade, talvez ao lado da liberdade, a segurança é nosso maior bem e deve ser defendido com todas as armas. Inclusive eu pratico tiro esportivo, eu não tenho porte de armas, para mim é um esporte, mas em alguns casos ele pode salvar vida das pessoas”, declarou o procurador.

A reunião teve a participação de representantes do Exército Brasileiro, Polícia Judiciária Civil, sociedade civil organizada e movimento pró-armas.

A próxima reunião da Frente Parlamentar da Segurança Pessoal está marcada para o dia 7 de novembro, às 14h, sala 202, na Assembleia Legislativa.


Secretaria de Comunicação Social

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Política

Retrospectiva: deputados aprovaram política nacional para investimentos em minerais críticos e estratégicos

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A Câmara dos Deputados aprovou, no primeiro semestre deste ano, a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta prevê incentivos para o processamento e a transformação desses minerais no Brasil e agora será analisada pelo Senado.

A medida está prevista no Projeto de Lei 2780/24, de autoria do deputado Zé Silva (União-MG) e outros parlamentares.

Os minerais críticos e estratégicos são usados na fabricação de tecnologias como smartphones, carros elétricos e equipamentos militares.

O texto, que teve a relatoria do deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), cria o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (Fgam), com aporte de R$ 2 bilhões da União para apoiar projetos do setor.

O projeto também prevê R$ 5 bilhões em créditos fiscais, distribuídos ao longo de cinco anos, para o beneficiamento e a transformação desses minerais no Brasil.

O fundo será financiado com recursos do Orçamento federal e também com os bônus de assinatura, valor pago à União pela empresa vencedora do leilão de uma área destinada à exploração desses minerais.

As empresas deverão contribuir com 0,5% da receita operacional bruta para o Fgam. Como alternativa, poderão destinar esse valor a um fundo privado voltado ao incentivo da pesquisa na área, conforme regulamentação futura.

O projeto ainda permite acesso a recursos do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (FNMC), por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para financiar operações de beneficiamento, transformação mineral e mineração urbana.

Depositphotos

Deputados aprovaram proposta para coibir comércio ilegal de ouro

Comércio de ouro
Para tentar diminuir o comércio ilegal de ouro, a Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que muda a forma de venda do metal, criando um sistema de rastreabilidade a cargo da Casa da Moeda do Brasil (CMB).

De autoria do Poder Executivo, o Projeto de Lei 3025/23 foi aprovado com texto do deputado Marx Beltrão (União-AL) e está em debate no Senado.

Se virar lei, não poderá mais haver transporte e comércio de ouro garimpado por cooperativa ou pessoa física, que hoje podem realizar uma primeira compra do ouro extraído.

A proposta acaba também com a possibilidade de uso exclusivo de nota fiscal em papel para comprovar possível legalidade do ouro transportado em todo o território nacional.

A venda deverá ocorrer apenas por meio de Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM), instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central. Algumas se especializaram no comércio de ouro.

Já o pagamento deverá ser feito em real, com crédito em conta de depósito ou em conta de pagamento.

Quanto ao sistema de rastreabilidade do ouro, deverá ocorrer uma marcação física no metal e registro de todas as transações ao longo das transações.

Multa no setor petrolífero
O Plenário da Câmara também aprovou o Projeto de Lei 399/25, do deputado Flávio Nogueira (PT-PI), que reajusta as multas aplicáveis pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e cria uma taxa de fiscalização a ser paga à agência pelo setor regulado em razão dos serviços prestados.

O texto foi relatado pelo deputado Alceu Moreira (MDB-RS) e aumentou as multas atuais da ANP, na faixa entre R$ 5 mil e R$ 5 milhões, em 4,7 vezes, passando-as para de R$ 23,5 mil a R$ 23,5 milhões, conforme a infração e sua gravidade.

Quem importar ou comercializar petróleo e derivados fraudados, por exemplo, poderá ser punido com multa de R$ 94 mil a R$ 23,5 milhões. Outro tipo de multa também é incluído, como a por descumprimento de metas de descarbonização.

Com a criação da Taxa de Fiscalização e Serviços (TFS-ANP), a agência terá uma contraprestação pelos serviços de regulação e fiscalização do setor de petróleo, gás e biocombustíveis, além da produção de hidrogênio e captura e estocagem geológica de gás carbônico.

Os valores dessas taxas variam bastante segundo o tipo de atividade e podem ser em periodicidade anual, única ou por solicitação. A vigência será a partir de 1º de janeiro de 2027.

O texto está em análise no Senado.

Dados fiscais
Outra proposta aprovada relacionada à ANP foi o Projeto de Lei Complementar (PLP) 109/25, que permite à agência acessar dados fiscais dos agentes regulados por ela, a fim de melhorar a fiscalização.

A proposta, de autoria do deputado Alceu Moreira (MDB-RS) e outros, foi relatada pelo deputado Neto Carletto (Avante-BA) e condiciona a concessão para exercício das atividades reguladas pela ANP à autorização de acesso a esse tipo de dados.

As empresas com outorgas de funcionamento já existentes deverão providenciar a autorização para manter a validade da outorga e continuar a atuar no setor. O prazo e a forma para isso serão definidos em regulamento.

De acordo com o texto, a ANP passará a ter acesso, de forma permanente, a dados e informações:

  • das Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e) de operações comerciais;
  • das Notas Fiscais ao Consumidor Eletrônicas (NFC-e); e
  • dos Conhecimentos de Transporte Eletrônicos (CT-e).

A principal motivação do projeto é melhorar a fiscalização da obrigatoriedade de adicionar biocombustíveis (etanol e biodiesel) ao combustível de origem fóssil (gasolina e diesel) e combater casos de adulteração.

A proposta está em análise no Senado.

Números do semestre
No total, foram aprovados, pelo Plenário da Câmara no primeiro semestre deste ano, 118 projetos de lei, 9 projetos de lei complementar, 20 medidas provisórias, 12 projetos de decreto legislativo, 5 projetos de resolução e 4 proposta de emenda à Constituição.

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Marcelo Oliveira



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