LUTO NA POLÍTICA
Falece o ex-deputado Romoaldo Júnior após sofrer AVC hemorrágico em Cuiabá
Política
ATUALIZADA ÀS 09h37 – O ex-deputado estadual Romoaldo Aloisio Boraczynski Júnior (MDB) e ex-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT), faleceu na manhã deste domingo (17), em Cuiabá. O ex-parlamentar de seis mandatos estava internado desde quinta-feira (14) na UTI do Hospital Amecor após sofrer um AVC hemorrágico. Romoaldo tinha 63 anos.
O irmão do emedebista, Juliano Jorge, disse que o ex-deputado estava morando em seu apartamento e, ao voltar de uma viagem, já o encontrou imóvel na cama.
Romoaldo foi encaminhado imediatamente para Amecor que, após exames, constatou-se o AVC.
Após realização de cirurgias e exames, descobriram que o ex-deputado estava com problemas nos rins. Ele foi submetido a hemodiálise.
Deputada Janaina Riva (MDB), ex-colega de partido do ex-parlamentar lamentou profundamente o ocorrido. O prefeito de Cuiabá e também colega de partido de Romoaldo, Emanuel Pinheiro (MDB), fez uma publicação em seus stories no Instagram, também lamentando profundamente o falecimento.
O Governo do Estado emitiu uma nota relatando que Romoaldo estava internado na UTI de um hospital particular de Cuiabá em decorrência de um AVC. O governador Mauro Mendes e a primeira-dama Virginia Mendes expressaram profundo pesar.
“Com muita tristeza, recebemos hoje a notícia do falecimento do ex-deputado Romoaldo, um homem com muita história na política mato-grossense. Pedimos que Deus possa consolar todos os amigos e familiares neste momento de profunda dor”, lamentaram.
O secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, também manifestou profundo pesar pela morte do ex-deputado, dizendo:
“Com muita tristeza, recebi hoje a notícia sobre o falecimento do nosso colega e ex-deputado Romoaldo, uma importante figura política de Mato Grosso, sobretudo da região Norte. Que Deus possa confortar o coração dos amigos e familiares”, disse.
Histórico
Romoaldo é natural de Paranavaí, no Paraná, e veio para Mato Grosso em 1982, onde começou sua vida política, conquistando seu primeiro mandato de vereador por Alta Floresta, com apenas 22 anos de idade. Após uma longa carreira política, em 2021 ele anunciou sua aposentadoria. Além de vereador e prefeito de Alta Floresta (803 km ao Norte), ele também foi deputado estadual por 6 mandatos, chegando a ocupar o cargo de presidente da Casa de Leis e compor a Mesa Diretora em outros momentos.
Em 1994, foi reeleito. E em 1998, novamente conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa. Com participação forte no Parlamento estadual, Romoaldo chegou a ser líder do governo e primeiro-secretário da Casa de Leis, nos primeiros mandatos.
No ano de 2000, depois de três mandatos como deputado, Romoaldo voltou para Alta Floresta, dessa vez eleito como prefeito. Ele retornou ao Legislativo estadual em 2010, sendo reeleito quatro anos depois e, no pleito de 2018, não conseguiu o número de votos necessários, tornando-se suplente de seu partido MDB.
Romoaldo Júnior deixa a esposa Ideme Maria Rodrigues, dois filhos e dois netos.
O velório foi aberto ao público, no Salão Negro na Assembleia Legislativa, neste domingo, a partir das 20h.
O sepultamento será feito nesta segunda-feira (18), no período matutino. Horário e local ainda não foram divulgados.
Reprodução

Política
Lei cria título de Cidade Amiga do Idoso para premiar iniciativas exemplares
Cidades que se destacarem em políticas e iniciativas para assegurar um tratamento digno e um envelhecimento ativo às pessoas idosas passarão a ter o título de Cidade Amiga do Idoso. O reconhecimento está previsto na Lei 15.476, publicada nesta sexta-feira (24) no Diário Oficial da União. As regras já estão em vigor.
A lei tem origem no PL 2.119/2019, do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS). O projeto foi aprovado pelo Senado, com mudanças, em 2023 e voltou à Câmara. Em junho, foi aprovado pelos deputados e seguiu para a sanção.
Para concorrer ao título, a cidade precisa demonstrar que tem programas ou políticas públicas que fomentem a inserção social, cultural e política dos idosos. Na análise, são consideradas as iniciativas do município que favoreçam um envelhecimento ativo da população e o acesso dos idosos a serviços de qualidade nas áreas de:
- transporte;
- moradia;
- participação social;
- respeito e inclusão social;
- participação cívica e emprego;
- prédios públicos e espaços abertos;
- comunicação e informação;
- apoio comunitário e serviços de saúde;
- segurança dos idosos.
Conselho
O responsável por conceder o título será um conselho com representantes dos governos federal, estaduais, distrital e municipais e das entidades representativas da população idosa. O título valerá por três anos, desde que sejam revalidados os compromissos assumidos. Se for comprovado o descumprimento, o título será cancelado.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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