SAÚDE EM CRISE

Fábio Garcia: Saúde municipal retornou ao caos após Intervenção Estadual

Fábio Garcia: O prefeito Emanuel Pinheiro mente aos servidores, ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas, e a toda sociedade cuiabana

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O chefe-da-Casa Civil, Fábio Garcia (União) é um dos mais ardorosos críticos da gestão do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), disparou duras críticas contra o gestor, após o episódio envolvendo o não pagamento da insalubridade dos profissionais da Saúde em Cuiabá. Segundo Garcia, o incidente demonstra o retorno do setor ao caos com o fim da intervenção.

“O prefeito Emanuel Pinheiro mente aos servidores, ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas, e a toda sociedade cuiabana. Ele mente para tentar distorcer o que o TAC [Termo de Ajustamento de Conduta] estabeleceu e esconder a ingerência da sua gestão. Ele deixou a Saúde de Cuiabá retornar ao caos que estava antes da intervenção”, afirmou Garcia.

Essas críticas de Garcia refletem a tensão entre a administração municipal e os profissionais da saúde, que enfrentam dificuldades decorrentes da falta de pagamento da insalubridade. A situação levanta preocupações sobre a qualidade dos serviços de saúde oferecidos à população de Cuiabá e coloca em evidência os desafios enfrentados pelo setor, mesmo após o término da intervenção.

Para se ter uma ideia, na semana passada o presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, conselheiro Sergio Ricardo, afirmou que o Termo de Ajuste de Conduta (TAC) que pôs fim à intervenção estadual na Saúde de Cuiabá não proíbe o pagamento do adicional de insalubridade aos servidores.

“Tem que pagar. O que não pode é pagar insalubridade para motorista, recepcionista…”, enfatizou Sergio Ricardo. No último dia 28 de março, 4,4 mil servidores da capital mato-grossense, a maioria da área da saúde, foram surpreendidos com a não recepção do benefício. Em algumas categorias, o adicional representa até 40% do salário.

O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), ao tentar justificar o não pagamento, culpou o TAC, que estabelece a regularização do benefício aos servidores. No entanto, Sergio Ricardo, signatário do acordo junto ao Ministério Público e ao Gabinete de Intervenção, destacou que regularização não implica proibição de pagamento.

“A discussão é sobre para quem que se paga insalubridade. O que questionamos é: ‘Quem está recebendo insalubridade?’”, indagou o conselheiro.

O adicional de insalubridade é previsto em lei e é concedido aos trabalhadores que atuam em ambientes potencialmente nocivos. Em resposta à falta de pagamento, a Prefeitura de Cuiabá emitiu uma nota justificando que o benefício não será pago enquanto não houver regularização dos beneficiários. Entretanto, não foi fornecida uma previsão de quando essa regularização ocorrerá.

Como resultado, servidores do município realizaram um ato na sede da Prefeitura de Cuiabá, na Praça Alencastro, na última quarta-feira, buscando pressionar por respostas e soluções para o impasse.

Após um acordo entre o Tribunal de justiça de Mato Grosso(TJMT), e o Tribunal de Contas do Estado(TCE), que homologou uma alteração no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), levou a Prefeitura de Cuiabá a anunciar o pagamento do adicional de insalubridade aos servidores da Saúde da capital na sexta-feira (5).

 

 

 

 

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Senado terá centro cultural em Brasília

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O Senado terá um espaço cultural em Brasília. Com 80 mil m², às margens do Lago Paranoá, o Senado Cultural será inaugurado no dia 9 de dezembro, com a exposição Senado em Movimento: 200 Anos de História. O endereço, que abrigou o antigo Clube dos Servidores Públicos, passa por obras de revitalização.

— Será um espaço aberto a toda comunidade. Além de exposições e galerias, pretendemos incluir playground, coworking, paisagismo e local para palestras. Este é um projeto grandioso e diferenciado de tudo que já existe em Brasília — disse a diretora-geral do Senado, Ilana Trombka.

Senado Cultural

O Senado Cultural vai oferecer exposições, restaurantes, auditório e espaços de convivência. Após a exposição inaugural, a galeria principal receberá exposição de longa duração com itens do acervo museológico do Senado. O centro cultural deve contar ainda com outros quatro espaços de exposição.

Uma das galerias deve ser dedicada a obras representativas de todos os estados. Uma segunda terá como enfoque a produção artística local, com exposições, oficinas e outras atividades educativas.

O projeto prevê ainda um espaço externo para abrigar a exposição de longa duração sobre o 8 de janeiro de 2023, quando o Palácio do Congresso Nacional foi invadido e teve suas instalações vandalizadas. Também haverá uma galeria dedicada à experiência imersiva do visitante.

O paisagismo será assinado pelo Escritório Burle Marx. 

— É um projeto ambicioso, mas é um projeto que mostra a vocação de servir a comunidade de uma outra maneira. O Senado Federal sempre serve a comunidade e a sociedade por meio da sua atividade-fim. Agora, vai servir a comunidade e a sociedade também por meio de um centro cultural — afirmou Ilana.

História e identidade

O antigo Clube da Associação dos Servidores do Ministério da Educação e da Cultura foi inaugurado em 1976 e já foi referência em lazer e cultura de Brasília. 

— Estamos preservando as fachadas, as varandas, o sistema construtivo, as esquadrias originais e os revestimentos em mármore. Também estamos mantendo o sistema viário interno e o castelo d’água, que tem uma forma bem marcante — explicou a arquiteta Vanessa Bhering, uma das responsáveis pelo acompanhamento das obras da Coordenação de Projetos e Obras de Infraestrutura.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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