CUIABÁ
Estudo da ONU coloca Cuiabá entre as 10 melhores cidades para se viver no Brasil
Prefeito Emanuel Pinheiro destaca compromisso pelo desenvolvimento
Política
Cuiabá configura entre as 10 melhores cidades para se viver no Brasil, de acordo com um estudo realizado pela agência de desenvolvimento global da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado anualmente. Para fazer o ranking, a entidade leva em consideração o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), que tem por base parâmetros como níveis de educação, renda per capita e longevidade da população. A capital mato-grossense está em 9º lugar no ranking.
“É extremamente gratificante para mim, como prefeito de Cuiabá, constatar que todo o trabalho que temos realizado na capital está surtindo efeitos extremamente positivos. Este estudo da ONU, que é uma organização internacional reconhecida em todo planeta, certifica que estamos no caminho certo. Administrar uma capital do porte de Cuiabá não é uma tarefa simples, mas é um desafio que me propus a enfrentar, porque quero o melhor para a minha cidade natal. Continuaremos no caminho do desenvolvimento, com o objetivo de melhorar cada vez mais a qualidade de vida de nossa população. No próximo ano, minha intenção é que Cuiabá suba ainda mais neste ranking”, disse o prefeito Emanuel Pinheiro.
Desde que Pinheiro assumiu a gestão municipal, em 2017, Cuiabá tem passado por um acentuado processo de transformação, com inúmeras obras, programas e ações. Nestes seis anos de administração de Emanuel Pinheiro, foram entregues mais de 200 praças públicas, dois viadutos em vias importantes foram construídos, foram entregues 150 ônibus novos e foram construídos mais de 1.200 novos abrigos para usuários do transporte coletivo, além das estações Alencastro, Ipiranga e Bispo Dom José.
A área da Educação também tem recebido grandes investimentos, o que tem resultado em Índices de Desenvolvimento da Educação Básica cada vez melhores. A gestão entregou 16 unidades escolares novas, em substituição a antigos prédios, reformou 40 unidades, entre Centros Educacionais Infantis Cuiabano (CEIC), Creches e Escolas Municipais de Educação Básica (EMEB) e escolas do campo (EMEBC), além de cinco quadras poliesportivas e três bibliotecas públicas. Atualmente 15 obras estão em andamento.
Além das reformas e construções, a gestão municipal implementou diversas iniciativas na rede pública de ensino, como a distribuição de kits de material escolar e uniformes para os 57.654 estudantes matriculados, uniforme para os servidores e entrega de notebooks para unidades e assessores pedagógicos.
Em relação ao saneamento básico, Cuiabá é referência nacional. A capital realiza o maior investimento, por habitantes, entre as grandes cidades brasileiras. Atualmente, possui 80% de cobertura de rede de esgoto, sendo que a meta da gestão Emanuel Pinheiro é chegar a marca de 91% até o fim de 2024. Além disso, no quesito água potável, a população cuiabana já conta com o fornecimento desse serviço sem intermitência.
Outro destaque é em relação ao tratamento de resíduos gerados na capital. O antigo aterro sanitário foi desativado em março de 2023, dando lugar ao moderno Ecoparque Pantanal, a frota de caminhões da coleta de lixo foi renovada, somada a implantação de lixeiras subterrâneas, e da coleta seletiva e fluvial.
“Sabemos que temos muito a fazer ainda, mas não podemos deixar de nos orgulhar por configurar neste ranking da ONU. Cuiabá é a nona melhor cidade do Brasil para se viver e isto não é pouca coisa. Da minha parte, a população cuiabana pode esperar mais trabalho, mais empenho, até o último dia do meu mandato, para fazer de Cuiabá uma cidade cada vez melhor”, finalizou o prefeito.
SECOM/CUIABÁ
Política
Câmara Temática da ALMT amplia debate sobre direitos e desafios dos povos indígenas de MT
A construção de políticas públicas que respeitem a diversidade dos 46 povos indígenas de Mato Grosso e respondam às necessidades de cada território é o eixo de trabalho da Câmara Setorial Temática (CSTT) Indígena da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que realizou nesta quinta-feira (29) sua primeira reunião ordinária. A iniciativa busca integrar diferentes áreas, identificar demandas e formular propostas capazes de contribuir para a melhoria da qualidade de vida das comunidades originárias.
Requerida pelo presidente da ALMT, deputado Max Russi (Podemos), a Câmara tem como objetivos promover o diálogo institucional, acompanhar políticas públicas e encaminhar propostas relacionadas aos direitos dos povos indígenas. Durante a reunião, foram apresentados os integrantes e as finalidades da estrutura, além de discutidos desafios que exigem atuação conjunta do poder público e das próprias comunidades.
Presidente da Câmara, Paloma Velozo explicou que a iniciativa amplia o trabalho anteriormente desenvolvido pela Câmara de Saúde Indígena, diante da necessidade de contemplar outras demandas apresentadas pelos povos originários, incluindo a elaboração de projetos de lei e encaminhamentos institucionais.
“Os povos originários hoje, por estarem nos territórios, têm uma carência muito grande de informação. Essa nova Câmara vem fazendo uma união com todos os eixos para desenvolvermos uma metodologia de trabalho que possa trazer um resultado mais preciso para os territórios”, afirmou.
Foto: Hideraldo Costa/ALMT
Entre as prioridades apontadas por Paloma estão os desafios relacionados à saúde mental de adolescentes e jovens indígenas, especialmente os casos de suicídio. Segundo ela, a Câmara pretende dialogar com a área da educação para buscar mecanismos de apoio aos estudantes, sobretudo em momentos de transição na trajetória escolar. Ela destacou inclusive, a importância de dar continuidade ao projeto MT Mais Indígena, desenvolvido anteriormente, e de incorporar novas ações que contribuam para o fortalecimento das políticas públicas destinadas aos povos originários.
Proteção às mulheres e garantia de direitos – A atuação articulada entre as instituições também é fundamental para dar visibilidade a problemas que atingem as comunidades indígenas e, muitas vezes, permanecem pouco conhecidos fora dos territórios. A procuradora de Justiça do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Elisamara Portela, chamou a atenção para as diferenças entre as etnias, as dificuldades de acesso à saúde, as barreiras linguísticas e a violência doméstica contra mulheres indígenas.
“Uma invisibilidade histórica, uma invisibilidade estrutural” foi a expressão utilizada pela procuradora para descrever parte dos desafios identificados no trabalho de aproximação com essa realidade. Ela também mencionou questões relacionadas à saúde mental, ao uso de álcool e outras substâncias e à autolesão entre jovens, que precisam ser consideradas na formulação de políticas públicas.
Elisamara ressaltou que a divulgação de informações sobre direitos é essencial para que as mulheres saibam onde buscar ajuda e reconheçam as situações de violência. Segundo ela, o Ministério Público Estadual atua na defesa de direitos individuais, inclusive nos casos de violência física, psicológica e patrimonial, com aplicação da legislação pertinente.
A procuradora alertou ainda para a importância de identificar e combater práticas criminosas, sem naturalizar a violência sob o argumento de costumes ou tradições. A garantia de direitos, nesse sentido, deve caminhar junto com ações de prevenção, orientação e responsabilização.
Autonomia financeira e desenvolvimento nos territórios – A participação das lideranças indígenas é outro componente central para que as propostas discutidas na Assembleia correspondam às realidades de cada povo. Líder da Aldeia Utiariti, integrante do povo Haliti-Paresi e morador de Campo Novo do Parecis, Adylson Waymare avaliou a criação da Câmara como uma oportunidade para ampliar a presença das demandas indígenas no debate institucional.
Para ele, a iniciativa permite discutir temas que vão além da saúde e da educação, incluindo economia, sustentabilidade e condições de vida nos territórios. Adylson defendeu a criação de mecanismos que favoreçam a geração de trabalho e renda, de modo a ampliar a autonomia financeira das comunidades.
” Nós temos que ter mecanismos de trabalho, de projetos a serem desenvolvidos que possam gerar renda e trabalho para nós, indígenas, para que assim possamos viver com qualidade de vida e dignidade dentro dos nossos territórios”, afirmou.
Como exemplo, o líder citou o etnoturismo (que é uma modalidade de turismo de base comunitária e imersão cultural realizada em Terras Indígenas com forte atuação na região de Tangará da Serra e no Chapadão do Parecis. Segundo Adylson Waymare, a atividade reúne valorização cultural, preservação das belezas naturais e geração de renda, com projetos que avançaram em sua estruturação e regulamentação.
etnoturismo desenvolvido pelo povo Haliti-Paresi é uma modalidade de turismo de base comunitária e imersão cultural realizada em Terras Indígenas
Adylson ponderou, porém, que Mato Grosso reúne 46 povos indígenas, cada qual com sua cultura, seu modo de vida e suas necessidades específicas. Por isso, a formulação de políticas públicas deve considerar as particularidades de cada comunidade, garantindo espaço para que as próprias lideranças apresentem prioridades e contribuam para a definição das ações.
A primeira reunião ordinária marca o início de uma agenda de trabalho voltada à articulação entre instituições e comunidades indígenas. A expectativa é que o diálogo contribua para transformar demandas históricas em propostas e encaminhamentos que fortaleçam os direitos, a autonomia e a qualidade de vida dos povos originários de Mato Grosso.
Fonte: ALMT – MT
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