POR RESCISÃO DO CONTRATO

Empresas do Consórcio VLT respondem na Justiça por dano moral; ação cobra devolução de R$ 830 milhões

Todas as empresas que compõem o Consórcio estão impedidas de contratar com o Estado

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Política

As empresas C. R. Almeida S/A Engenharia de Obras, Santa Barbara Construções S/A, CAF Brasil Indústria e Comércio AS, Magna Engenharia e ASTEP Engenharia Ltda., que compõem o Consórcio VLT, respondem na Justiça por danos morais e materiais, e podem ter que devolver aos cofres públicos R$ 830 milhões por não entregarem a obra do VLT – Veículo Leve sobre Trilhos.

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A ação é movida pelo Estado de Mato Grosso, após a confirmação da rescisão definitiva do contrato, por parte da Justiça (Tribunal de Justiça de Mato Grosso e Superior Tribunal de Justiça), e pela decisão de retomar a obra do BRT, que era o transporte escolhido para operar entre Várzea Grande e Cuiabá.

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O processo tramita desde dezembro de 2020 e cobra o ressarcimento de R$ 676,8 milhões pelos danos materiais em razão dos pagamentos ao Consórcio para a obra que nunca foi entregue; outros R$ 147,7 milhões por danos morais coletivos; e mais a recomposição de R$ 6,4 milhões que o Estado gastou na contratação de consultorias técnicas para proporem uma solução ao Veículo Leve sobre Trilhos. Além disso, a ação pede que o consórcio arque com taxas, juros e multas dos contratos de financiamento feitos para custear a obra.

Ex-governador Silval Barbosa/Foto: Chico Valdiner – Gcom MT

Na ação, o governo contabiliza as obras que foram entregues e estão sendo utilizadas pela população, como viadutos e trincheira.

Na avaliação da Procuradoria Geral do Estado, o governo tem direito a “satisfação das perdas e danos”, pois o objeto contratado se tornou inútil justamente pela demora e descumprimento do contrato.

“Era obrigação da contratada entregar o Veículo Leve sobre Trilhos – VLT instalado e funcionando antes do evento Copa do Mundo FIFA-2014, ocorrido no Brasil (com 4 jogos em Cuiabá-MT) no período de 12 de junho a 13 de julho de 2014. Todavia, passado o evento esportivo, não se desincumbiu de suas obrigações, notadamente diante dos sucessivos atrasos na obra e, principalmente, pela deflagração da Operação Descarrilho pela Polícia Federal, decorrente de uma investigação sobre esquemas de pagamentos indevidos efetuados pelo Consórcio VLT a membros da alta cúpula do Governo Estadual, confirmada na delação premiada do ex-Governador do Estado Silval Barbosa […] É direito do Autor, portanto, ver-se ressarcido de todos os prejuízos experimentados pela inexecução da obra, notadamente porque grande parte dos materiais e algumas obras entregues não serão de nenhuma utilidade para o Estado, agora que, por fatos supervenientes, devidamente comprovados, decidiu-se por não retomar a execução do VLT”, pontuou a PGE, no processo.

Ex-governador Silval Barbosa
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Corrupção

Em 2017, o ex-governador Silval Barbosa firmou delação premiada e revelou que todo o processo de escolha e contratação do Consórcio VLT foi realizado para receber propina.

O ex-governador deu detalhes da negociata ao Ministério Público Federal e afirmou que, a princípio, a opção tecnicamente aprovada seria implantar o BRT, que custaria R$ 450 milhões na época.

Porém, posteriormente, ficou decidido por escolher o VLT, que custaria mais de R$ 1,4 bilhão, mediante recebimento de propina do Consórcio VLT na compra dos vagões, orçados em R$ 600 milhões.

“A prévia de recebimento era o percentual de 3% sobre o montante de R$ 600 milhões, ou seja, R$ 18 milhões”, delatou Silval.

Há processos tramitando com as empresas e o consórcio VLT pro causa do esquema de corrupção.

Assessoria

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Política

Wilson Santos propõe dispositivos de localização para ampliar a segurança de autistas em MT

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Com mais de 15 leis sancionadas em benefício das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e seus familiares, o deputado estadual Wilson Santos (PSD) apresentou, na sessão plenária da última quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 1.203/2026, que estabelece diretrizes para incentivar a utilização de dispositivos eletrônicos de localização como instrumento complementar de segurança e proteção de crianças e adolescentes autistas em Mato Grosso.

A proposta vai ao encontro de uma iniciativa pioneira no país, implementada pela Prefeitura de Marília, no interior de São Paulo, no início de outubro, onde o município adquiriu e distribuiu as primeiras pulseiras com localizadores por GPS para atender crianças e adolescentes. “Importante projeto para também ser aplicado em Mato Grosso. Precisamos fortalecer as políticas públicas com foco na qualidade de vida e segurança das famílias com autistas. Esse dispositivo vai permitir a localização destes jovens de forma rápida ao se perderem dos seus pais ou responsáveis. E a nossa intenção é somar nos cuidados e na proteção deles”, justificou o parlamentar.

Para Daiane Ferreira Arruda, mãe de Ysaque Lima, de 11 anos, diagnosticado com autismo nível 3, a iniciativa pode trazer mais tranquilidade às famílias. Ela relata que já passou por situações em que o filho saiu de casa sem que ela percebesse. A sorte, segundo ela, é que os vizinhos já o conhecem e sempre o trazem de volta. “É muito difícil controlá-lo. E essa proposta do deputado Wilson Santos é muito boa. Pelo menos saberemos onde ele estiver com o uso deste dispositivo. Quando ele sai de um lado para outro aqui no bairro, pelo menos sei onde foi. Já aconteceu de ele se afastar de mim no shopping, mas o medo que ele tem da escada rolante foi o que o segurou. Mas, o meu medo é alguém mexer com ele”, comentou.

Conforme o projeto, o dispositivo poderá ser uma pulseira com GPS ou outro equipamento eletrônico portátil com recursos de geolocalização ou funcionalidades equivalentes, para facilitar a identificação de crianças e adolescentes em caso de desaparecimento. A proposta prevê o respeito à privacidade e à proteção dos dados pessoais e vai priorizar autistas com maior necessidade de suporte ou mais expostas a situações de vulnerabilidade.

Fonte: ALMT – MT



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