SOLIDARIEDADE

EMPRESA DE VÁRZEA GRANDE CONTRATA 200 VENEZUELANOS QUE BUSCAM NOVO RECOMEÇO DE VIDA NO BRASIL

A iniciativa da empresa solidifica o compromisso com a responsabilidade social que é realizada em parceria com OIM (Agência da ONU para as Migrações).

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Marfrig, líder global na produção de hambúrgueres recebeu imigrantes para a unidade de Várzea Grande-MT  

Cerca de 200 venezuelanos iniciaram uma nova jornada profissional no Brasil, integrando a equipe da Marfrig, empresa líder global na produção de hambúrgueres. A unidade de Várzea Grande (MT) realizou a integração dos novos colaboradores que participaram da Estratégia de Interiorização da Operação Acolhida, resposta humanitária do Governo Federal ao crescente fluxo de refugiados e migrantes da Venezuela.

A iniciativa da empresa solidifica o compromisso com a responsabilidade social que é realizada em parceria com OIM (Agência da ONU para as Migrações).

Segundo a gerente de Recursos Humanos da Marfrig de Várzea Grande, Cláudia Rodrigues, o processo promove a reintegração dessas pessoas ao mercado de trabalho e também na sociedade contribuindo para a construção de um ambiente multicultural.

“Essa parceria nos possibilita ofertar acesso ao emprego, fazer com que eles consigam socializar não só no mercado de trabalho, mas também na comunidade onde eles vão se inserir. Ganhamos em força de trabalho e também no desenvolvimento social a cada vez que colocamos nossos gestores para conviver com essa diversidade”, pontua Cláudia.

Os novos colaboradores da Marfrig foram selecionados em dezembro pela equipe de recrutamento e seleção da Marfrig que viajou para Roraima, região que recebe um grande número de imigrantes. Unido na esperança de um novo começo, Javier Moises Silva Mundarain, que vive no Brasil há dois anos, vê essa oportunidade como um ponto de partida para sua estabilidade e crescimento profissional.

“Aqui será tudo novo, de novo. Minha intenção é fazer cursos e aprender as atividades que vão me dar na empresa. Estou com muitas expectativas para me profissionalizar e pegar as chances que surgirem pelo caminho para ter cargos melhores e aumentar o salário. Estou muito grato por essa oportunidade, pela Marfrig ter aberto essa porta”, disse Javier animado, de 30 anos.

Já aos 52 anos, Rafael Eduardo Yegres Marval, chegou há um mês no país em busca de um futuro. “Eu espero ter um futuro que eu não tive na Venezuela. Lá eu não conseguia trabalho, não tinha esperança e vim sem nada, somente com o meu passado. Consegui aqui o que não tinha lá. Quero avançar e não ficar estagnado em apenas um lugar, quero crescer e trazer a minha esposa”, disse Rafael com lágrimas nos olhos.

Para auxiliar nessa etapa inicial, a funcionária venezuelana que hoje integra o RH da empresa, Cármen Brito, acompanha a seleção desde Roraima realizando a tradução e orientação em língua nativa aos conterrâneos. Ela destaca as oportunidades que a Marfrig oferece, além da interiorização, como o plano de carreira e incentiva aos colegas para que se desenvolvam e alcancem seus objetivos.

“Já estou na empresa há quase dois anos e, mesmo tendo formação superior em administração, comecei na área operacional e com o passar do tempo, em que fui aprendendo e buscando informações, obtive ajuda e apoio para subir de cargos e mudar de setores. A Marfrig representa pra mim desenvolvimento e oportunidade na vida. Digo aos meus conterrâneos que o progresso está na mente, tudo se resume a ser profissional, ser responsável porque as empresas oferecem oportunidades, mas a Marfrig é excepcional nisso”, afirma.

Sobre a Marfrig

A Marfrig é uma das companhias líderes em carne bovina e maior produtora de hambúrguer no mundo, com receita líquida de 35,6 bilhões de reais no terceiro trimestre de 2023. Na América do Sul e América do Norte, emprega mais de 30.000 colaboradores, distribuídos em 31 unidades produtivas. A empresa processa e comercializa carne in natura, produtos processados, pratos prontos à base de carne bovina, produtos complementares e derivados de carne, além de couro para os mercados doméstico e internacional. Reconhecida pela qualidade de seus produtos e por sua atuação sustentável, a Marfrig mantém projetos pioneiros para a preservação do meio ambiente e dos recursos naturais.

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Retrospectiva: deputados aprovaram política nacional para investimentos em minerais críticos e estratégicos

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A Câmara dos Deputados aprovou, no primeiro semestre deste ano, a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta prevê incentivos para o processamento e a transformação desses minerais no Brasil e agora será analisada pelo Senado.

A medida está prevista no Projeto de Lei 2780/24, de autoria do deputado Zé Silva (União-MG) e outros parlamentares.

Os minerais críticos e estratégicos são usados na fabricação de tecnologias como smartphones, carros elétricos e equipamentos militares.

O texto, que teve a relatoria do deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), cria o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (Fgam), com aporte de R$ 2 bilhões da União para apoiar projetos do setor.

O projeto também prevê R$ 5 bilhões em créditos fiscais, distribuídos ao longo de cinco anos, para o beneficiamento e a transformação desses minerais no Brasil.

O fundo será financiado com recursos do Orçamento federal e também com os bônus de assinatura, valor pago à União pela empresa vencedora do leilão de uma área destinada à exploração desses minerais.

As empresas deverão contribuir com 0,5% da receita operacional bruta para o Fgam. Como alternativa, poderão destinar esse valor a um fundo privado voltado ao incentivo da pesquisa na área, conforme regulamentação futura.

O projeto ainda permite acesso a recursos do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (FNMC), por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para financiar operações de beneficiamento, transformação mineral e mineração urbana.

Depositphotos

Deputados aprovaram proposta para coibir comércio ilegal de ouro

Comércio de ouro
Para tentar diminuir o comércio ilegal de ouro, a Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que muda a forma de venda do metal, criando um sistema de rastreabilidade a cargo da Casa da Moeda do Brasil (CMB).

De autoria do Poder Executivo, o Projeto de Lei 3025/23 foi aprovado com texto do deputado Marx Beltrão (União-AL) e está em debate no Senado.

Se virar lei, não poderá mais haver transporte e comércio de ouro garimpado por cooperativa ou pessoa física, que hoje podem realizar uma primeira compra do ouro extraído.

A proposta acaba também com a possibilidade de uso exclusivo de nota fiscal em papel para comprovar possível legalidade do ouro transportado em todo o território nacional.

A venda deverá ocorrer apenas por meio de Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM), instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central. Algumas se especializaram no comércio de ouro.

Já o pagamento deverá ser feito em real, com crédito em conta de depósito ou em conta de pagamento.

Quanto ao sistema de rastreabilidade do ouro, deverá ocorrer uma marcação física no metal e registro de todas as transações ao longo das transações.

Multa no setor petrolífero
O Plenário da Câmara também aprovou o Projeto de Lei 399/25, do deputado Flávio Nogueira (PT-PI), que reajusta as multas aplicáveis pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e cria uma taxa de fiscalização a ser paga à agência pelo setor regulado em razão dos serviços prestados.

O texto foi relatado pelo deputado Alceu Moreira (MDB-RS) e aumentou as multas atuais da ANP, na faixa entre R$ 5 mil e R$ 5 milhões, em 4,7 vezes, passando-as para de R$ 23,5 mil a R$ 23,5 milhões, conforme a infração e sua gravidade.

Quem importar ou comercializar petróleo e derivados fraudados, por exemplo, poderá ser punido com multa de R$ 94 mil a R$ 23,5 milhões. Outro tipo de multa também é incluído, como a por descumprimento de metas de descarbonização.

Com a criação da Taxa de Fiscalização e Serviços (TFS-ANP), a agência terá uma contraprestação pelos serviços de regulação e fiscalização do setor de petróleo, gás e biocombustíveis, além da produção de hidrogênio e captura e estocagem geológica de gás carbônico.

Os valores dessas taxas variam bastante segundo o tipo de atividade e podem ser em periodicidade anual, única ou por solicitação. A vigência será a partir de 1º de janeiro de 2027.

O texto está em análise no Senado.

Dados fiscais
Outra proposta aprovada relacionada à ANP foi o Projeto de Lei Complementar (PLP) 109/25, que permite à agência acessar dados fiscais dos agentes regulados por ela, a fim de melhorar a fiscalização.

A proposta, de autoria do deputado Alceu Moreira (MDB-RS) e outros, foi relatada pelo deputado Neto Carletto (Avante-BA) e condiciona a concessão para exercício das atividades reguladas pela ANP à autorização de acesso a esse tipo de dados.

As empresas com outorgas de funcionamento já existentes deverão providenciar a autorização para manter a validade da outorga e continuar a atuar no setor. O prazo e a forma para isso serão definidos em regulamento.

De acordo com o texto, a ANP passará a ter acesso, de forma permanente, a dados e informações:

  • das Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e) de operações comerciais;
  • das Notas Fiscais ao Consumidor Eletrônicas (NFC-e); e
  • dos Conhecimentos de Transporte Eletrônicos (CT-e).

A principal motivação do projeto é melhorar a fiscalização da obrigatoriedade de adicionar biocombustíveis (etanol e biodiesel) ao combustível de origem fóssil (gasolina e diesel) e combater casos de adulteração.

A proposta está em análise no Senado.

Números do semestre
No total, foram aprovados, pelo Plenário da Câmara no primeiro semestre deste ano, 118 projetos de lei, 9 projetos de lei complementar, 20 medidas provisórias, 12 projetos de decreto legislativo, 5 projetos de resolução e 4 proposta de emenda à Constituição.

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Marcelo Oliveira



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