SOLIDARIEDADE PARLAMENTAR
Empenhado em causas sociais, Max Russi também está na batalha para ajudar as famílias flageladas
Gabinete do parlamentar, que assume oficialmente a presidência da ALMT no próximo dia 3 [ biênio 2025/2027], está recebendo doações de alimentos e produtos básicos de limpeza
Política
Mais uma vez arregaçando as mangas para auxiliar seus conterrâneos em momentos difíceis, o deputado estadual Max Russi, eleito presidente da ALMT, anunciou que seu gabinete está de portas abertas entre os dias 15 a 22 de janeiro para receber doações que serão destinadas a famílias da capital e do interior. As recentes tempestades desabrigaram dezenas de famílias em várias cidades interioranas, incluindo Cuiabá/VG.
“Calamidades semelhantes sempre acontecem, seja em época chuvosa, de seca ou frio”, frisou Russi. “E aí precisamos auxiliar como pudermos. Portanto, instituímos nosso gabinete como um dos pontos de entrega de doações de cestas básicas e produtos de higiene. Nesse instante, há muitas famílias sem teto e sequer sem nada para seu sustento. Imaginem o sufoco dos pais com tantas bocas inocentes pedindo alimento… Portanto, faço apelo para que todos se juntem conosco nessa campanha solidária [#MTpedeajuda] de amor ao próximo”.
Max Russi informou que essa mobilização do seu gabinete visa conclamar maciça participação de várias vertentes sociais, a fim de contabilizar mais avanços nessa campanha governamental.
“Tem gente que nem viu o que aconteceu [tragédia] pelo interior afora, quando várias cidades foram literalmente alagadas. Isso aconteceu em Nova Nazaré e Rio Branco, além de Cuiabá, Várzea Grande e tantas outras cidades”.
Os estragos causados pelas tempestades também inundaram as páginas de imprensa e jornais impressos e televisivos. Este ano, ocorrências do tipo registraram volume bem maior de estragos e também em quantidade. “Quadro similar a uma calamidade pública”, descreve Russi.
Confesso protetor de animais, Max Russi ainda instrui para que as doações a serem entregues no seu gabinete incluam rações para cães e gatos, galões de água potável, brinquedos, calçados, roupas em bom estado e toalhas de banho.
“Tudo que chegar até nós será muito bem aproveitado, tenham certeza. Dispomos de listagem dos locais mais necessitados de ajuda emergencial. E é para lá que as doações serão encaminhadas rapidamente. Pedi também ração por entender que há inocentes animais que estão sem nada para se alimentarem…”
Nem Cuiabá escapou…
O torrencial chuvoso não poupou Cuiabá e Várzea Grande, alagando avenidas e bairros baixos. A grande proporção de chuvas do último final de semana desabrigou dezenas de famílias e acarretou uma série de doenças respiratórias. Surto de dengue e outras decorrentes do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e da febre amarela urbana.
As corredeiras formadas em trechos de fluxo de veículos arrastaram carros e motocicletas, derrubando casas e muros. Ainda não foi calculado o montante dos prejuízos.
Já no interior mato-grossense, as tempestades conseguiram destruir pontes na zona rural indígena, a exemplo de Nova Nazaré. Até à chegada de grupos da Defesa Civil e Bombeiros, várias comunidades estavam isoladas, sem poder atravessar de um lado para outro.
“Foi uma situação que pode se repetir, visto que o período chuvoso permanece, e, sem mais nem menos, pode cair forte tempestade a qualquer hora. Precisamos nos guarnecer para ampliar apoio emergencial a qualquer coisa dessa ordem”.
Informações através do número (065) 99279-3903, falar com Ivete Alves (Assistente Social – gabinete dep. Max Russi).
Política
Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.
O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).
Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.
A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.
Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.
Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.
A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.
Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).
Critérios para concessão também foram questionados
Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.
Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.
Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.
Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.
A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.
Câmara poderá derrubar veto
Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.
O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.
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