Política
Emanuel Pinheiro planeja criar o primeiro Distrito Industrial Municipal de Cuiabá
Segundo o prefeito, uma das regiões mapeadas é a do Distrito Nova Esperança – Pequizeiro
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O prefeito Emanuel Pinheiro relatou o desejo de criar o primeiro Distrito Industrial Municipal de Cuiabá. A declaração foi dada nesta terça-feira (06), durante a entrega da nova rede de abastecimento de água no Distrito Nova Esperança – Pequizeiro que, segundo o chefe do Executivo, é um dos locais estudados para execução do projeto. A ideia é aproveitar o potencial da Capital para expandir o desenvolvimento econômico.
Emanuel destacou que já foi determinada a realização de um levantamento técnico para averiguar a viabilidade de colocar o plano em prática. Esse processo está sendo efetuado pelo vice-prefeito e secretário de Obras Públicas, José Roberto Stopa, pelo secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbanos Sustentável, Renivaldo Nascimento, e pelo diretor-presidente da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos, Vanderlúcio Rodrigues.
De acordo com o prefeito, junto com o mapeamento de áreas, também está previsto a criação de um projeto tributário, visando a aplicação de uma política de incentivos fiscais, para atrair as empresas para a região escolhida. “Existe uma necessidade de diversificar e redistribuir o setor industrial e comercial da nossa cidade, por meio da criação de novos polos geradores de emprego e renda”, disse Pinheiro.
Conforme o gestor, o fato de já existir algumas empresas instaladas nas proximidades do Distrito Nova Esperança – Pequizeiro facilita o desenvolvimento desse planejamento na região. Emanuel citou ainda que, atualmente, Cuiabá conta com apenas um Distrito Industrial, localizado na região Sul e de jurisdição estadual. Para ele, por todo seu potencial apresentado, a Capital merece uma estrutura municipal.
“O Pequizeiro é uma das regiões para a qual eu determinei que seja feito esse estudo. Essa é uma demanda que depende da viabilidade técnica e esse levantamento irá nos dar os dados necessários. Caso tudo esteja certo, meu sonho é fazer o primeiro Distrito Industrial Municipal de Cuiabá. Com isso, vamos redimensionar o desenvolvimento econômico, potencializando a geração de emprego e renda”, pontuou.
NOVA REDE DE ABASTECIMENTO
Com 24 mil metros de novas tubulações de abastecimento instaladas, O Distrito Nova Esperança – Pequizeiro muda de patamar na cobertura de serviços públicos essenciais. O novo sistema de abastecimento de água tratada, que beneficia cerca de 1.300 pessoas, foi entregue nesta terça-feira (6) pelo Prefeito Emanuel Pinheiro e a concessionária de saneamento básico Águas Cuiabá.
A Águas Cuiabá realizou as ações do sistema de abastecimento em duas frentes. Uma parte da equipe trabalhou na implantação e conexão das tubulações, enquanto a outra atuou na otimização da estrutura de fornecimento de água da região. Cada reservatório tem capacidade para armazenar 20 mil litros, colaborando com o equilíbrio do sistema de abastecimento local e ampliando a capacidade de fornecimento de água tratada.
A construção das unidades ocorrerá no mês de julho e deverá ser concluída em 30 dias. Atualmente, a Águas Cuiabá produz e distribui 365 mil litros de água por dia ao Nova Esperança – Pequizeiro.
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Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.
O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).
Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.
A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.
Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.
Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.
A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.
Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).
Critérios para concessão também foram questionados
Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.
Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.
Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.
Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.
A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.
Câmara poderá derrubar veto
Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.
O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.
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