Política

Emanuel Pinheiro cria Comitê de Gestão Estratégica para impulsionar o progresso em favor da comunidade

O prefeito de Cuiabá criou o Comitê de Gestão Estratégica para implementar o plano de longo prazo da cidade, e esse comitê será responsável por homologar as diretrizes estabelecidas no programa de apoio ao planejamento estratégico

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Prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, instituiu por meio do Decreto Municipal nº 9.972, de 19 de dezembro de 2023, o Comitê de Gestão Estratégica do Município de Cuiabá, para tomada de decisão na implementação e gerenciamento dos resultados definidos no Plano Estratégico de longo prazo. Caberá ao Comitê de Gestão Estratégica do Município de Cuiabá a competência de homologar as diretrizes estabelecidas no Programa de Apoio ao Gerenciamento do Planejamento Estratégico (GPE), conforme o Termo de Adesão nº 005/2023, de 05 de junho de 2023, celebrado entre o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) e a Prefeitura Municipal de Cuiabá.

“O Planejamento Estratégico é um instrumento de gestão que contribui para o fortalecimento dos princípios basilares da Administração Pública, devendo orientar a gestão com diretrizes baseadas nas prioridades e demandas da sociedade. O compartilhamento do conhecimento, a descentralização das atividades, o acesso à informação e a transparência tem como foco a obtenção de resultados efetivos para o cidadão. Por isso a importância da criação desse comitê que fará esse acompanhamento de forma efetiva”, declarou o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro.

Entre as prerrogativas estabelecidas para esse Comitê, estão os objetivos estratégicos, indicadores, metas, iniciativas e planos de ação do Plano Estratégico de Cuiabá; a apreciação dos resultados do relatório mensal de não conformidade das metas planejadas; a avaliação das medidas corretivas apresentadas pelos responsáveis pelas metas; a aprovação dos resultados das análises críticas dos desempenhos das metas; a criação das condições necessárias ao bom desempenho dos resultados planejados; a recomendação, se necessário, do cumprimento das ações corretivas para garantir os resultados das metas de longo prazo; e a decisão sobre outras questões relacionadas ao Plano Estratégico.

A presidência do Comitê de Gestão Estratégica do Município de Cuiabá será exercida pelo Prefeito Municipal de Cuiabá. Na ausência do Prefeito, a presidência deverá ser exercida pelo Secretário Municipal de Governo. O Comitê será composto por todos os Secretários Municipais, sendo a Secretaria de Planejamento, por meio da Assessoria Especial de Planejamento, responsável por oferecer todo suporte técnico.

Os demais membros do Comitê serão indicados por meio de portaria da Secretaria Municipal de Governo. Como membros titulares estão representantes das secretarias de Governo; Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência; Cultura, Esporte e Lazer; Educação; Fazenda; Gestão; Habitação e Regularização Fundiária; Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano e Sustentável; Mobilidade Urbana; Mulher; Comunicação; Obras Públicas; Ordem Pública e Defesa Civil; Planejamento; Saúde; Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico; Turismo; Procuradoria Geral do Município; Controladoria Geral do Município; Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos; Agência Municipal de Regulação de Serviços Públicos Delegados de Cuiabá; Empresa Cuiabana de Saúde Pública; e o Coordenador do Projeto de Gestão Estratégica do Município de Cuiabá. Aos titulares de cada Secretaria e Órgão Municipal compete o cumprimento das metas estabelecidas no Plano Estratégico do Município de Cuiabá.

O presidente e os membros do Comitê de Gestão Estratégica do Município de Cuiabá reunir-se-ão trimestralmente para avaliação dos resultados e desempenho dos indicadores, verificando suas conformidades e, se necessário, propondo medidas corretivas para o atingimento das metas de curto prazo.

A Reunião de Avaliação Estratégica, destinada à análise crítica dos resultados do período, será anual e servirá de base para propor as metas de curto prazo do ano subsequente, bem como o realinhamento das metas de longo prazo do Plano Estratégico.

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Eleitores aprovam mudanças territoriais em quatro municípios de MT

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Eleitores de quatro municípios de Mato Grosso aprovaram, em plebiscitos realizados no domingo (25), propostas de mudanças nos limites territoriais de Poxoréu, Primavera do Leste, Colniza e Cotriguaçu. As consultas populares ocorreram durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

Apesar da aprovação nas urnas, as alterações não serão imediatas e dependerão da tramitação e votação de projetos de lei na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

A expectativa é que o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE) comunique oficialmente nos próximos dias os resultados à Comissão de Revisão Territorial dos Municípios e das Cidades, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Após o recebimento das informações, serão elaborados e apresentados os projetos de lei necessários para dar continuidade ao processo de alteração dos limites municipais.

Nos municípios de Poxoréu e Primavera do Leste, a proposta de desmembramento do distrito de Nova Poxoréu, atualmente pertencente a Poxoréu, para sua incorporação à Primavera do Leste recebeu 41.590 votos favoráveis, o equivalente a 74,66% dos 55.706 votos válidos. Outros 14.116 eleitores, 25,34%, votaram contra a mudança.

Já em Colniza e Cotriguaçu, a proposta de transferir as ilhas de ocupação do Projeto de Assentamento Nova Cotriguaçu, atualmente vinculadas territorialmente a Colniza, para Cotriguaçu também obteve ampla aprovação. Foram registrados 17.723 votos favoráveis, correspondentes a 86,61% dos votos válidos, enquanto 2.739 eleitores, ou 13,39%, se manifestaram contrários à proposta. A abstenção foi de 6.446 eleitores.

O procurador-geral da ALMT, Ricardo Riva, explicou que a Lei Complementar Federal aprovada em 2026 criou as condições legais para que o estado possa promover alterações nos limites territoriais entre municípios. Segundo ele, antes da nova legislação, leis estaduais que tratavam do desmembramento de áreas municipais eram declaradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Tribunal de Justiça, devido à ausência de uma norma federal que regulamentasse o procedimento.

Ricardo Riva destacou que a realização de plebiscito, isoladamente, não era suficiente para viabilizar as mudanças territoriais. “O processo exige o cumprimento de etapas legais, que incluem estudo de viabilidade municipal, consulta à população por meio de plebiscito, observância da legislação complementar federal e aprovação de lei estadual para formalizar a alteração dos limites entre os municípios envolvidos”, afirmou o procurador.

Legislação – Mesmo com a aprovação popular, a redefinição dos limites municipais não ocorre automaticamente. Segundo o subprocurador da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Gabriel Machado dos Santos, caberá ao Parlamento estadual analisar e votar as propostas legislativas que formalizarão as mudanças e estabelecerão as condições administrativas decorrentes da nova configuração territorial.

Entre os aspectos que deverão ser considerados estão a delimitação das áreas transferidas, a responsabilidade pela prestação dos serviços públicos e os impactos financeiros e orçamentários para os municípios envolvidos.

“Depois do plebiscito, sendo aprovada a proposta, a Assembleia terá que regulamentar essas questões por meio de lei. É nessa fase que serão definidos os limites territoriais e analisados os impactos administrativos e orçamentários. Não é uma mudança automática. Existe um procedimento legal que precisa ser concluído para que a nova configuração territorial seja efetivada”, explicou o procurador.

O consultor de Serviços Legislativos, Gabriel Lucas Scardini Barros, afirmou que é preciso apresentar um projeto de lei para cada alteração territorial, com as modificações necessárias nas leis que estabelecem os limites dos municípios envolvidos.

As matérias seguirão a tramitação legislativa ordinária, sem prazo específico para aprovação ou previsão de urgência. Dessa forma, o resultado favorável nas urnas representa uma etapa importante do processo, mas não determina quando as mudanças serão efetivamente implementadas.

“Será apresentado um projeto de lei para cada alteração territorial, com a modificação das leis que estabelecem os limites dos municípios envolvidos. Não há previsão de urgência para a apreciação das matérias. Os projetos seguirão os procedimentos regimentais da Assembleia Legislativa”, explicou Gabriel Barros.

Fonte: ALMT – MT



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