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Emanuel diz que queria enfrentar Mauro em 2016 e critica divisão do grupo governista

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O ex-prefeito de Cuiabá e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Emanuel Pinheiro (PSD), afirmou que sua intenção nas eleições municipais de 2016 era disputar diretamente contra Mauro Mendes (União Brasil). Em entrevista à Jovem Pan, ele revelou que, antes da definição do pleito, recebeu uma proposta para desistir da candidatura, mas optou por manter seu projeto político.

Segundo Emanuel, Mauro Mendes, que na época também era pré-candidato, esteve em sua residência e ofereceu a vaga de vice-prefeito, além do comando de duas secretarias municipais, em troca da retirada de sua candidatura.

“Eu queria mesmo era enfrentar o Mauro Mendes. Quando eu saí candidato, ele ainda era candidato. Ele foi lá em casa e propôs uma vice e duas secretarias para eu não sair”, afirmou.

O ex-prefeito destacou que o governador acabou deixando a disputa antes da eleição e aproveitou para provocar o adversário político. “É mais fácil você dizer que ele correu do debate do que falar que isso foi empurrão. Eu coloquei minha cara a tapa”, declarou.

Durante a entrevista, Emanuel também comentou o cenário político para as eleições de 2026 e criticou o atual grupo que comanda o Estado. Na avaliação dele, lideranças que estiveram unidas nas últimas disputas eleitorais agora protagonizam uma divisão motivada pela disputa de espaço político.

“É tudo farinha do mesmo saco. Estavam juntos em 2022, juntos em 2024 e agora, por interesse, estão brigando e se dividindo em dois”, disse.

Emanuel ainda direcionou críticas ao secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho. Segundo ele, embora o secretário esteja alinhado ao projeto político do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), ocupa a condição de primeiro suplente do senador Wellington Fagundes (PL), o que, em sua avaliação, demonstra uma estratégia para manter o mesmo grupo político no comando do Estado.



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Blairo e Eraí Maggi articulam nome de Avalone para vaga no TCE-MT

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A disputa por uma possível vaga no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) ganhou novos atores nos bastidores políticos. Os empresários do agronegócio Blairo Maggi e Eraí Maggi teriam entrado nas articulações para apoiar o deputado estadual Carlos Avalone (PSDB) na disputa por uma cadeira na Corte.

A movimentação ocorre em meio às conversas sobre uma possível aposentadoria de um dos conselheiros do Tribunal. Além de Avalone, os deputados Dilmar Dal Bosco e Eduardo Botelho também são citados entre os nomes interessados na vaga, cuja indicação cabe à Assembleia Legislativa.

De acordo com as informações divulgadas, a intenção dos empresários seria fortalecer o nome de Avalone para ocupar a cadeira caso ela seja aberta. O deputado foi reeleito neste ano e, se escolhido pelo Legislativo, ainda precisaria passar pelos procedimentos de aprovação e nomeação para assumir o cargo.

Uma eventual saída de Avalone da Assembleia provocaria mudanças na composição da bancada do PSDB. Nesse cenário, quem poderia retornar ao Parlamento seria Juca do Guaraná, primeiro suplente da legenda nas eleições deste ano.

A articulação atribuída aos Maggi acrescenta mais um grupo de influência à disputa, que também envolve interesses relacionados à permanência de outros parlamentares na Assembleia. Aliados de Júlio Campos, por exemplo, defendem a indicação de Dilmar Dal Bosco ao TCE-MT, o que abriria caminho para o retorno de Júlio ao Legislativo como suplente.

Apesar das movimentações, ainda não há confirmação de que a vaga será aberta nem de que algum dos nomes citados será escolhido. As conversas permanecem no campo das articulações políticas, enquanto a definição depende dos próximos desdobramentos no Tribunal de Contas e na Assembleia Legislativa.



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