CUIABÁ

Em meio a muita emoção, o prefeito Emanuel Pinheiro entrega mais de 500 títulos nos bairros Dr. Fábio I e II

A Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária também está realizando um mutirão de regularização fundiária no Dr. Fábio 1 e 2

Publicado em

Política

Emanoele Daiane

O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, entregou emocionado 539 títulos definitivos de imóveis nos bairros Dr. Fábio Leite I e II. A cerimônia ocorreu na Igreja Batista Shekinah. O gestor da Capital também apresentou aos moradores a maior obra de mobilidade urbana da cidade, o Contorno Leste, que trará progresso para a região.

“Saber que estamos realizando o sonho e proporcionando a realização de centenas de famílias mostra que estamos no caminho certo, trabalhando para contemplar e melhorar a vida das pessoas. São famílias que residem há 20 a 40 anos em seu único patrimônio, sem condições de afirmar que o imóvel é seu ou desfrutar dele para aprimorar a habitação ou obter financiamento. Ao ver essas pessoas, a maioria idosos com menos capacidade física para trabalhar, percebo que estamos premiando uma vida dedicada à família e a Cuiabá. Essa realização é nossa, fruto de um trabalho extraordinário em equipe. Temos fé em Deus, o que nos permite honrar nossos compromissos com a população cuiabana, especialmente os mais humildes e necessitados. Sempre digo que sou prefeito dos 750 mil cuiabanos, mas a prioridade da nossa gestão é atender os mais humildes e distantes do centro, bem como as famílias que mais necessitam de mim como prefeito e dos serviços da Prefeitura de Cuiabá”, declarou.

Sobre o Contorno Leste, Emanuel ressaltou que a região do Dr. Fábio I e II será contemplada com a maior obra de mobilidade dos últimos 50 anos. “Talvez os moradores ainda não tenham noção do que essa obra se tornará. O que antes não passava de nada se tornará a maior avenida de Cuiabá, com um total de 17,3 km de pista dupla, ciclovia, iluminação LED e um boom no mercado imobiliário. Aqueles que possuem casa ou propriedade rural nessa região verão o valor de seu imóvel quadruplicar. Mas mais importante do que a valorização do imóvel, terão uma vida melhor, com uma região integrada que melhorará a mobilidade urbana e reduzirá o tempo de deslocamento para vários locais em nossa cidade”, descreveu.

O secretário de Habitação e Regularização Fundiária, Marcrean Santos, destacou as metas e os trabalhos realizados na pasta. “Desde que assumimos a Habitação, já realizamos o cadastramento para regularização de imóveis nos bairros Três Barras, Novo Terceiro, Jardim Leblon, Umuarama I e II, e estamos iniciando no Distrito da Guia, Novo Colorado, Ribeirão do Lipa e Dr. Fábio I e II. Nesta última localidade, estamos realizando o recadastramento para entregar mais 539 títulos. Também iniciaremos o cadastramento do bairro Novo Horizonte. Quero destacar que a regularização do Dr. Fábio é um sonho desde o primeiro ano de nosso mandato como vereador, em 2013. Agora, na Secretaria de Habitação, estou contribuindo, por determinação do prefeito Emanuel Pinheiro, para realizar o sonho da população dessa região. Quero enfatizar que o título não é um documento aleatório, mas sim, aumenta o valor do imóvel em 30%. Esse título é a garantia de cidadania e humanização. Além disso, no Centro Comunitário do Altos da Serra, mais 3.200 famílias receberão títulos até dezembro deste ano. A determinação do prefeito Emanuel é entregar 10 mil títulos até o final deste ano”, relatou.

O vice-prefeito e secretário de Obras Públicas, José Roberto Stopa, lembrou que o título definitivo confere dignidade às pessoas. Ele também mencionou que o Contorno Leste melhorará a vida de quase 300 mil famílias.

“A gestão já asfaltou o Dr. Fábio I e II, Altos da Serra I e está finalizando o II. Quase 100% de asfalto em um período de gestão e meia. Vejam a transformação, basta lembrar da poeira que havia quando caminhávamos por aqui. Agora, estamos fornecendo títulos para valorizar os imóveis. E não posso deixar de mencionar os 6 km do Contorno Leste que passam por aqui no Dr. Fábio, algo que ninguém acreditava, e inauguraremos em 30 dias. Essa obra permitirá chegar ao São João Del Rei em 5 minutos. Vejam o que essa obra trará para a região, mais progresso e valorização desta área de nossa cidade. O Contorno Leste atravessa 55 bairros e valorizará e melhorará a vida de cerca de 300 mil pessoas. Uma área antes repleta de poeira, onde uma casa valia R$ 50 mil, agora pode custar até R$ 300 mil. Convido todos a comparecerem à entrega da primeira etapa do Contorno Leste”, afirmou.

Vítor Antônio, morador do bairro desde a sua fundação, relatou que receber o documento de sua casa é uma de suas maiores conquistas. “É a maior alegria do mundo receber esse documento, e só pudemos conquistar isso nesta gestão. Emanuel é um prefeito muito bom”, afirmou.

A moradora dona Pedrina Natalina da Silva também expressou sua felicidade, destacando que o prefeito Emanuel Pinheiro realizou o sonho dela e de sua família. Ela lembrou que a gestão levou asfalto para o seu bairro.

Dona Maria das Graças, emocionada, contou que seu marido a abandonou, deixando-a sem nada. “É uma alegria receber esse documento. Foi Deus quem preparou isso para mim. Eu era casada, ele não me deu nada e foi embora. Pedi a Deus que minha casa estivesse em meu nome. Agradeço ao prefeito por isso”, compartilhou.

A Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária também está realizando um mutirão de regularização fundiária no Dr. Fábio 1 e 2, que começou nesta semana e continua até o final deste mês. Neste mutirão, a meta é regularizar mais 3.537 lotes nesses dois bairros.

Presentes no evento estavam os vereadores Cezinha Nascimento, Rogério Varanda, Sargento Vidal, Marcos Britto Jr. e Kassio Coelho. Além disso, o presidente do bairro Dr. Fábio I, José Milton Mendes, conhecido como “Neno”, o presidente do bairro Dr. Fábio II, Jocimar Ernesto Silva, o ex-vereador por Cuiabá Misael Galvão, o secretário de Governo de Cuiabá Wiltinho Coelho, e outras autoridades e líderes comunitários e religiosos.

SECOM/CUIABÁ

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Política

Câmara Temática da ALMT amplia debate sobre direitos e desafios dos povos indígenas de MT

Publicados

em


A construção de políticas públicas que respeitem a diversidade dos 46 povos indígenas de Mato Grosso e respondam às necessidades de cada território é o eixo de trabalho da Câmara Setorial Temática (CSTT) Indígena da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que realizou nesta quinta-feira (29) sua primeira reunião ordinária. A iniciativa busca integrar diferentes áreas, identificar demandas e formular propostas capazes de contribuir para a melhoria da qualidade de vida das comunidades originárias.

Requerida pelo presidente da ALMT, deputado Max Russi (Podemos), a Câmara tem como objetivos promover o diálogo institucional, acompanhar políticas públicas e encaminhar propostas relacionadas aos direitos dos povos indígenas. Durante a reunião, foram apresentados os integrantes e as finalidades da estrutura, além de discutidos desafios que exigem atuação conjunta do poder público e das próprias comunidades.

Presidente da Câmara, Paloma Velozo explicou que a iniciativa amplia o trabalho anteriormente desenvolvido pela Câmara de Saúde Indígena, diante da necessidade de contemplar outras demandas apresentadas pelos povos originários, incluindo a elaboração de projetos de lei e encaminhamentos institucionais.

“Os povos originários hoje, por estarem nos territórios, têm uma carência muito grande de informação. Essa nova Câmara vem fazendo uma união com todos os eixos para desenvolvermos uma metodologia de trabalho que possa trazer um resultado mais preciso para os territórios”, afirmou.

Foto: Hideraldo Costa/ALMT

Entre as prioridades apontadas por Paloma estão os desafios relacionados à saúde mental de adolescentes e jovens indígenas, especialmente os casos de suicídio. Segundo ela, a Câmara pretende dialogar com a área da educação para buscar mecanismos de apoio aos estudantes, sobretudo em momentos de transição na trajetória escolar. Ela destacou inclusive, a importância de dar continuidade ao projeto MT Mais Indígena, desenvolvido anteriormente, e de incorporar novas ações que contribuam para o fortalecimento das políticas públicas destinadas aos povos originários.

Proteção às mulheres e garantia de direitos – A atuação articulada entre as instituições também é fundamental para dar visibilidade a problemas que atingem as comunidades indígenas e, muitas vezes, permanecem pouco conhecidos fora dos territórios. A procuradora de Justiça do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Elisamara Portela, chamou a atenção para as diferenças entre as etnias, as dificuldades de acesso à saúde, as barreiras linguísticas e a violência doméstica contra mulheres indígenas.

“Uma invisibilidade histórica, uma invisibilidade estrutural” foi a expressão utilizada pela procuradora para descrever parte dos desafios identificados no trabalho de aproximação com essa realidade. Ela também mencionou questões relacionadas à saúde mental, ao uso de álcool e outras substâncias e à autolesão entre jovens, que precisam ser consideradas na formulação de políticas públicas.

Elisamara ressaltou que a divulgação de informações sobre direitos é essencial para que as mulheres saibam onde buscar ajuda e reconheçam as situações de violência. Segundo ela, o Ministério Público Estadual atua na defesa de direitos individuais, inclusive nos casos de violência física, psicológica e patrimonial, com aplicação da legislação pertinente.

A procuradora alertou ainda para a importância de identificar e combater práticas criminosas, sem naturalizar a violência sob o argumento de costumes ou tradições. A garantia de direitos, nesse sentido, deve caminhar junto com ações de prevenção, orientação e responsabilização.

Autonomia financeira e desenvolvimento nos territórios – A participação das lideranças indígenas é outro componente central para que as propostas discutidas na Assembleia correspondam às realidades de cada povo. Líder da Aldeia Utiariti, integrante do povo Haliti-Paresi e morador de Campo Novo do Parecis, Adylson Waymare avaliou a criação da Câmara como uma oportunidade para ampliar a presença das demandas indígenas no debate institucional.

Para ele, a iniciativa permite discutir temas que vão além da saúde e da educação, incluindo economia, sustentabilidade e condições de vida nos territórios. Adylson defendeu a criação de mecanismos que favoreçam a geração de trabalho e renda, de modo a ampliar a autonomia financeira das comunidades.

” Nós temos que ter mecanismos de trabalho, de projetos a serem desenvolvidos que possam gerar renda e trabalho para nós, indígenas, para que assim possamos viver com qualidade de vida e dignidade dentro dos nossos territórios”, afirmou.

Como exemplo, o líder citou o etnoturismo (que é uma modalidade de turismo de base comunitária e imersão cultural realizada em Terras Indígenas com forte atuação na região de Tangará da Serra e no Chapadão do Parecis. Segundo Adylson Waymare, a atividade reúne valorização cultural, preservação das belezas naturais e geração de renda, com projetos que avançaram em sua estruturação e regulamentação.

etnoturismo desenvolvido pelo povo Haliti-Paresi é uma modalidade de turismo de base comunitária e imersão cultural realizada em Terras Indígenas

Adylson ponderou, porém, que Mato Grosso reúne 46 povos indígenas, cada qual com sua cultura, seu modo de vida e suas necessidades específicas. Por isso, a formulação de políticas públicas deve considerar as particularidades de cada comunidade, garantindo espaço para que as próprias lideranças apresentem prioridades e contribuam para a definição das ações.

A primeira reunião ordinária marca o início de uma agenda de trabalho voltada à articulação entre instituições e comunidades indígenas. A expectativa é que o diálogo contribua para transformar demandas históricas em propostas e encaminhamentos que fortaleçam os direitos, a autonomia e a qualidade de vida dos povos originários de Mato Grosso.

Fonte: ALMT – MT



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA