CÂMARA MUNICIPAL DE CUIABÁ

Edna denuncia miséria de indígenas e cobra políticas para imigrantes

A parlamentar cobrou do executivo a implementação da política municipal para imigrantes, aprovada em 2021 na capital, a qual prevê políticas públicas de proteção a esta população.

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Política

Assessoria Parlamentar
A situação de miséria que atinge os cerca de 150 indígenas da etnia indígena Warao, originários da Venezuela e que residem na capital, foi tema da tribuna livre na Câmara Municipal, na qual o padre e  antropólogo Aloir Pacini denunciou as condições de vida desta população totalmente desamparada pelo poder público.
O religioso  denunciou a morte de três crianças da etnia, ocorridas em 2022, vítimas de desnutrição e das más condições nas quais vivem atualmente.
“Os Warao têm dito que precisam de espaço para as crianças e que elas ficam doentes devido ao confinamento em que vivem. Venho aqui propor que não falemos em problemas dos Warao, dos haitianos, venezuelanos, mas sim da oportunidade que temos de construir uma aldeia em nossa cidade, criar um espaço bonito para que, quando alguém chegar de fora, possa conhecer uma etnia indígena, sua história, seus artefatos”, disse ele.
O religioso compareceu a convite da vereadora Edna Sampaio (PT) e foi acompanhado do padre  jesuíta José Miguel Clemente Clavijo, que também presta serviço aos Warao.
Pacini explicou que os indígenas estão desde 2020 em Cuiabá, e primeiramente, ficaram alojados, em condições precárias, no entorno da rodoviária da capital, de onde foram retirados pela Prefeitura e levados para uma casa no bairro Parque Cuiabá, porém não foi oferecido a eles nenhum tipo de atendimento ou serviço.
Os indígenas reivindicam moradia. No final do mês passado, eles participaram de uma reunião juntamente com a vereadora  Edna na Superintendência do Patrimônio da União (SPU) para pedir que sejam cedidos imóveis da União para abrigar as famílias.
Pacini destacou também a importância de investir em educação, construindo uma escola onde os indígenas possam ser educados de acordo com a sua cultura, e de valorizar Cuiabá como uma cidade com ancestralidade indígena,  a da etnia Boe Bororo, que foi dizimada pelos bandeirantes.
“Agora temos a oportunidade de refazer nossa história, construir uma aldeia no meio da nossa cidade, onde eles possam mostrar sua qualidade, o que é específico desta etnia. Temos como fazer isso por meio da Prefeitura, Câmara de vereadores e dos órgãos públicos. Pois é feio, humilhante para nós saber que tratamos assim os povos indígenas”, salientou.
A parlamentar cobrou do executivo a implementação da política municipal para imigrantes, aprovada em 2021 na capital, a qual prevê políticas públicas de proteção a esta população.
“Aqui as leis são aprovadas e solenemente ignoradas. Se tivéssemos a preocupação  com a legislação aprovada nesta Casa, teríamos um centro de atendimento a migrantes,  um conselho municipal do imigrante e políticas públicas voltadas a esta população, que sofre e produz aqui um verdadeira calamidade humanitária”, disse a vereadora.
“Diante disso, me sinto ainda mais incomodada com a frase que diz que o executivo municipal faz um governo humanitário, que cuida das pessoas, pois são tantas as pessoas abandonadas, sem qualquer apoio, auxílio. Estamos falando de migrantes, mas poderíamos falar também da população em situação de rua, das  pessoas que dependem do poder público municipal e estadual. É lamentável que nos encontremos nessa situação”.
Assessoria Parlamentar
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Lei cria título de Cidade Amiga do Idoso para premiar iniciativas exemplares

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Cidades que se destacarem em políticas e iniciativas para assegurar um tratamento digno e um envelhecimento ativo às pessoas idosas passarão a ter o título de Cidade Amiga do Idoso. O reconhecimento está previsto na Lei 15.476, publicada nesta sexta-feira (24) no Diário Oficial da União. As regras já estão em vigor.

A lei tem origem no PL 2.119/2019, do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS). O projeto foi aprovado pelo Senado, com mudanças, em 2023 e voltou à Câmara. Em junho, foi aprovado pelos deputados e seguiu para a sanção.

Para concorrer ao título, a cidade precisa demonstrar que tem programas ou políticas públicas que fomentem a inserção social, cultural e política dos idosos. Na análise, são consideradas as iniciativas do município que favoreçam um envelhecimento ativo da população e o acesso dos idosos a serviços de qualidade nas áreas de:

  • transporte;
  • moradia;
  • participação social;
  • respeito e inclusão social;
  • participação cívica e emprego;
  • prédios públicos e espaços abertos;
  • comunicação e informação;
  • apoio comunitário e serviços de saúde;
  • segurança dos idosos.

Conselho

O responsável por conceder o título será um conselho com representantes dos governos federal, estaduais, distrital e municipais e das entidades representativas da população idosa. O título valerá por três anos, desde que sejam revalidados os compromissos assumidos. Se for comprovado o descumprimento, o título será cancelado.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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