VEREADORA CASSADA
Edna cassada: Vereador Dilemário disse que ‘Edna não se defendeu porque cometeu crime indefensável’
Foi o fim de uma novela que mostrou com provas contundentes, depósitos, áudios, testemunhos, de como uma parlamentar se apropriou indevidamente de recursos
Política
ATUALIZADA às 11h41 – “Foi o fim de uma novela que mostrou com provas contundentes, depósitos, áudios, testemunhos, de como uma parlamentar se apropriou indevidamente de recursos de verba indenizatória que pertenciam a sua ex-chefe de gabinete, e ainda teve a coragem de pedir a demissão da servidora que estava grávida”, assim se expressou o vereador Dilemário Alencar (Podemos) nesta quinta-feira (12), após a cassação da vereadora Edna, e afirmou que os vereadores da Câmara Municipal fizeram o que o povo de Cuiabá esperava.
“Sou vereador pelo terceiro mandato consecutivo. Já participei da votação de cassação de outros vereadores, mas, em nenhuma das outras votações houve unanimidade. É que os 20 vereadores presentes na sessão que avaliou se a vereadora cometeu quebra de decoro parlamentar, todos votaram sim. Essa é uma demonstração muito forte! E só ocorreu essa unanimidade porque saltavam aos olhos dos vereadores as provas contundentes, além do decisivo testemunho da Laura, ex-chefe de gabinete, que confirmou em oitiva da Comissão de Ética, que ela era obrigada todos os meses passar o comprovante de depósitos da sua verba indenizatória para o marido da vereadora Edna”, disse o vereador Dilemário.
O parlamentar do podemos relatou que durante todo o processo que Edna respondeu na Comissão de Ética e Decoro Parlamentar, a vereadora usou de várias estratégias para tumultuar os trabalhos com o intuito de paralisar as investigações sobre o recebimento em conta corrente dela de verbas indenizatórias.
“Eu acompanhei os trabalhos da comissão e posso dizer que foi um trabalho transparente e que deu amplo direito de defesa para Edna. Porém, ao invés da vereadora se defender, partiu para o ataque e montou estratégias para tentar tumultuar o processo com a esperança de conseguir uma decisão judicial que paralisasse os trabalhos da comissão”, observou Dilemário.
O parlamentar afirmou que a primeira estratégia da vereadora Edna foi para tumultuar o processo, alegando de que não teve prazo para se defender perante a Comissão de Ética. Entretanto, a narrativa dela veio abaixo quando foi provado que o prazo regimental é de cinco sessões para defesa de parlamentar que responde processo disciplinar, e que para a Edna foram concedidas dez sessões para fazer a sua defesa.
Na sequência, a vereadora alegou que as suas testemunhas não foram ouvidas pela Comissão de Ética, porém, Edna arrolou no processo testemunhas sem a devida qualificação, ou seja, sem endereço, telefone ou e-mail. Diante do fato, foi solicitado à vereadora que levasse suas testemunhas para ser ouvidas pela Comissão, mas ela se recusou.
E a nova estratégia adotada por Edna foi a de não comparecer na sessão desta quarta-feira, mesmo estando no seu gabinete na Câmara Municipal. Agora a narrativa da vereadora é de que o que o prazo de 90 dias do processo administrativo disciplinar já venceu. Entretanto, a vereadora sabe que não venceu, pois o processo foi suspenso judicialmente por 36 dias, fazendo que os 90 dias vença no próximo dia 17 de outubro.
A atitude da vereadora Edna em não ter comparecido na Câmara, preferindo ficar em seu gabinete para não participar da sessão, onde ela poderia ter todo o tempo para apresentar mais uma vez o seu direito de defesa, foi muito criticada. “Foi muito desrespeitoso, com os vereadores, jornalistas e principalmente com a população cuiabana, mas, ela não foi à sessão porque ela sabe que cometeu algo indefensável”, concluiu o vereador Dilemário.
Política
Eleições 2026: quem fica, quem sai e quem concorre ao Senado
Nas eleições de 4 de outubro, 54 das 81 cadeiras do Senado estarão em disputa. São duas vagas por estado e pelo Distrito Federal. Entre os atuais ocupantes dessas cadeiras, 32 tentam a reeleição, 9 participam das eleições concorrendo a outros cargos ou como suplentes e 13 não são candidatos. As outras 27 cadeiras não estão em disputa neste ano.
A renovação ocorre dessa forma porque o mandato de senador dura oito anos. A cada quatro anos, as eleições alternam a escolha de um terço e de dois terços dos integrantes da Casa. Em 2022, foi escolhido um senador por unidade da Federação.
Neste ano, cada eleitor poderá votar em dois candidatos ao Senado. Os dois mais votados em cada estado e no Distrito Federal serão eleitos, sem segundo turno.
Quem disputa as cadeiras em 2026
Entre os 54 senadores com mandato até janeiro de 2027, 41 participam das eleições deste ano. Desse total, 32 tentam a reeleição para o Senado. Outros nove concorrem a cargos diferentes ou integram, como suplentes, chapas de candidatos ao Senado.
Tentam a reeleição para o Senado, em ordem alfabética: 
- Alessandro Vieira (MDB-SE);
- Angelo Coronel (Republicanos-BA);
- Carlos Fávaro (PSD-MT);
- Carlos Portinho (PL-RJ);
- Carlos Viana (PSD-MG);
- Chico Rodrigues (PSB-RR);
- Cid Gomes (PSB-CE);
- Ciro Nogueira (PP-PI);
- Eduardo Braga (MDB-AM);
- Eduardo Gomes (PL-TO);
- Eliziane Gama (PSD-MA);
- Esperidião Amin (PP-SC);
- Fabiano Contarato (PT-ES);
- Humberto Costa (PT-PE);
- Jaques Wagner (PT-BA);
- Leila Barros (PDT-DF);
- Lucas Barreto (PSD-AP);
- Marcelo Castro (MDB-PI);
- Marcio Bittar (PL-AC);
- Marcos do Val (Avante-ES);
- Plínio Valério (PSDB-AM);
- Randolfe Rodrigues (PT-AP);
- Renan Calheiros (MDB-AL);
- Rogério Carvalho (PT-SE);
- Sérgio Petecão (PSD-AC);
- Soraya Thronicke (PSB-MS);
- Styvenson Valentim (Podemos-RN);
- Vanderlan Cardoso (PSD-GO);
- Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB);
- Weverton (PDT-MA);
- Zenaide Maia (PSD-RN); e
- Zequinha Marinho (Podemos-PA).
Disputam outros cargos ou participam das chapas como suplentes:
- Daniella Ribeiro (PP-PB) — candidata a primeira suplente de Nabor Wanderley na disputa pelo Senado;
- Dra. Eudocia (PSDB-AL) — candidata a primeira suplente de Marina JHC na disputa pelo Senado;
- Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — candidato a presidente da República;
- Izalci Lucas (PL-DF) — candidato a deputado federal;
- Jader Barbalho (MDB-PA) — candidato a primeiro suplente de Helder Barbalho na disputa pelo Senado;
- Mara Gabrilli (PSD-SP) — candidata a deputada estadual;
- Marcos Rogério (PL-RO) — candidato a governador de Rondônia;
- Nelsinho Trad (PSD-MS) — candidato a primeiro suplente de Reinaldo Azambuja na disputa pelo Senado;
- Roberta Acioly (Republicanos-RR) — candidata a deputada federal.
Não disputam as eleições
Outros 13 senadores com mandato até janeiro de 2027 não concorrem a nenhum cargo nas eleições deste ano e, independentemente do resultado das urnas, não permanecem no Senado a partir de 2027.
Entre eles está Rodrigo Pacheco. O senador foi indicado para ocupar uma vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), aberta com a saída de Bruno Dantas. A indicação já foi aprovada pelo Senado e pela Câmara dos Deputados e segue para promulgação pelo Congresso Nacional.
Já Fernando Dueire, Giordano e Ivete da Silveira chegaram ao Senado como suplentes, mas assumiram definitivamente as respectivas vagas durante o mandato. Sargento Reginauro exerce atualmente o mandato como suplente de Eduardo Girão (Novo-CE). Os outros nove são titulares.
Em São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, os dois atuais ocupantes das cadeiras em disputa não concorrem à reeleição e, portanto, serão substituídos em 2027. No Paraná, Flávio Arns e Oriovisto Guimarães não concorrem. No Rio Grande do Sul, Luis Carlos Heinze e Paulo Paim também não disputam as eleições. Em São Paulo, Giordano não é candidato e Mara Gabrilli concorre a deputada estadual.
Cadeiras que não estão em disputa
Um terço das cadeiras do Senado não está em disputa nas eleições deste ano. São as 27 preenchidas na eleição de 2022, cujos mandatos vão até janeiro de 2031. Isso não significa, porém, que todos esses senadores estejam fora da disputa eleitoral.
Entre os 27, nove concorrem a governos estaduais em 2026:
- Alan Rick (Republicanos), no Acre;
- Cleitinho (Republicanos), em Minas Gerais;
- Efraim Filho (PL), na Paraíba;
- Omar Aziz (PSD), no Amazonas;
- Professora Dorinha Seabra (União), no Tocantins;
- Renan Filho (MDB), em Alagoas;
- Sergio Moro (PL), no Paraná;
- Wellington Fagundes (PL), em Mato Grosso; e
- Wilder Morais (PL), em Goiás.
Como os mandatos desses senadores vão até 2031, uma eventual derrota na disputa pelos governos estaduais não encerra sua atuação no Senado. A eleição de 2026 define as outras duas cadeiras de cada unidade da Federação.
Os 27 senadores com mandato até 2031, por unidade da Federação, são:
- Acre — Alan Rick (Republicanos), candidato a governador;
- Alagoas — Renan Filho (MDB), candidato a governador;
- Amapá — Davi Alcolumbre (União);
- Amazonas — Omar Aziz (PSD), candidato a governador;
- Bahia — Otto Alencar (PSD);
- Ceará — Camilo Santana (PT);
- Distrito Federal — Damares Alves (Republicanos);
- Espírito Santo — Magno Malta (PL);
- Goiás — Wilder Morais (PL), candidato a governador;
- Maranhão — Lourdinha Pereira (PSB);
- Mato Grosso — Wellington Fagundes (PL), candidato a governador;
- Mato Grosso do Sul — Tereza Cristina (PP);
- Minas Gerais — Cleitinho (Republicanos), candidato a governador;
- Pará — Beto Faro (PT);
- Paraíba — Efraim Filho (PL), candidato a governador;
- Paraná — Sergio Moro (PL), candidato a governador;
- Pernambuco — Teresa Leitão (PT);
- Piauí — Jussara Lima (PSD);
- Rio de Janeiro — Romário (PL);
- Rio Grande do Norte — Rogerio Marinho (PL);
- Rio Grande do Sul — Hamilton Mourão (Republicanos);
- Rondônia — Jaime Bagattoli (PL);
- Roraima — Dr. Hiran (PP);
- Santa Catarina — Jorge Seif (PL);
- São Paulo — Astronauta Marcos Pontes (PL);
- Sergipe — Laércio Oliveira (PP); e
- Tocantins — Professora Dorinha Seabra (União), candidata a governadora.
Assim, antes mesmo da apuração, já é possível saber que haverá mudanças na composição do Senado em 2027. Pelo menos 22 dos atuais ocupantes das 54 cadeiras em disputa não permanecerão como titulares — os 13 que não são candidatos e os nove que disputam outros cargos ou participam como suplentes.
O número de mudanças poderá ser maior, a depender do desempenho nas urnas dos 32 senadores que buscam a reeleição.
Além disso, a eleição para governador poderá alterar temporariamente a ocupação de algumas das 27 cadeiras que não estão em disputa, caso senadores sejam eleitos para o Executivo estadual.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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