Escola Estadual Militar de Lucas do Rio Verde

“É um divisor de águas na vida educacional das crianças”, afirma mãe de aluna

A Escola Estadual Militar “Sd PM Adriana Morais Ramos” obteve nota 7,1 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb)

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Política

Foto: Jana Pessôa

O governador Mauro Mendes, acompanhado da primeira-dama Virginia Mendes e de uma comitiva de lideranças políticas do Médio-Norte Mato-grossense, inaugurou ontem (06.08) o novo prédio da Escola Estadual Militar “Sd PM Adriana Morais Ramos”, em Lucas do Rio Verde (332 km de Cuiabá).

Mãe de aluna da unidade, Claudia Aparecida comemorou a inauguração da nova escola e afirmou que a obra é um é um divisor de águas na vida dos estudantes, que conquistaram no ano passado a maior nota (7.1) de Mato Grosso no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

“Minha filha estuda nessa escola dede o início do ensino médio. Esse novo prédio é um divisor de águas, na vida dos pais, mas principalmente na vida das crianças, para o desenvolvimento da vida educacional deles. Porque o antigo prédio não deixava a desejar no ensino, mas na questão da infraestrutura sim. Nós não tínhamos quadra, laboratório, era tudo improvisado. É mais uma etapa que conseguimos alcançar”, disse.

Inaugurada em julho de 2018 em Lucas do Rio Verde, a Escola Estadual Militar Tiradentes, Sd PM Adriana Morais Ramos, funcionava em prédio alugado e comportava um número reduzido de alunos.

Agora, a Escola conta com uma estrutura moderna com 16 salas de aula, cozinha com refeitório, salas administrativas, quadra poliesportiva, laboratórios de física, química, biologia e informática, corredores cobertos, biblioteca, em uma área de mais de 7,9 mil metros quadrados, inclusive, com pátio de formatura militar.

“Um dia de emoção e de gratidão. Porque não é só ser professora, é ser amiga, ser companheira, ser parceira, vestir a camisa da escola e vir participar de tudo que acontece na escola, tanto com os alunos e os pais dos alunos, como o corpo da escola. [Com a reforma] vai melhorar muito, porque agora a gente tem o que faltava, o que precisava, pra melhorar o serviço que a gente presta. Nós temos agora laboratório de química, laboratório de física, biblioteca, sala de informática… É pro aluno vir e estudar mesmo!”, afirmou Alane Dalabrida Almeida, professora de ciências da Escola Estadual Militar.

De acordo com o governador Mauro Mendes, a nova Escola faz parte do planejamento do Governo do Estado para ampliação do ensino militar em Mato Grosso.

“Nós temos as diretrizes acertadas com o secretário Alan para ampliar este modelo, dentro da nossa capacidade, mas com muita objetividade, porque ele tem mostrado ótimos resultados, tanto no campo pedagógico como no campo da formação ética, moral e comportamental dos alunos. É uma grande contribuição não só na educação. Essa escola recebeu um investimento de mais de R$ 8 milhões do Governo do Estado, que vai permitir que nós tenhamos aqui mais de mil alunos, numa excelente escola. Daqui, não tenho dúvida nenhuma, sairão grandes cidadãos. Eu espero que vocês não mantenham o 7.1, porque é pra pegar firme e subir essa nota. E eu tenho certeza vocês terão ainda mais orgulho deste trabalho, diante de uma nova estrutura que vai permitir melhorar ainda mais a parte pedagógica, que é muito mais importante do que tudo que estamos fazendo aqui”.

O deputado estadual Gilberto Cattani, que assumiu cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso após o falecimento de Silvio Favero, lembrou que a ampliação do ensino militar no Estado era uma das principais bandeiras defendidas por seu antecessor, cuja base eleitoral era Lucas do Rio Verde.

“Existiu uma pessoa, que tem um dedo muito importante no que está acontecendo aqui hoje e o que vem acontecendo em todas as escolas militares de Mato Grosso: o meu antecessor, o deputado Silvio Favero, que todo mundo sabe que foi quem de fato levantou essa bandeira. Então, eu gostaria de lembrar a memória dele neste momento. E gostaria de agradecer, em especial em nome do nosso comandante Assis, a Polícia Militar de Mato Grosso. Porque nós sabemos que o ensino militar faz a diferença naquilo que temos de mais precioso, que é o futuro dos nossos filhos”, defendeu o parlamentar.

Foto por: Jana Pessôa

Segundo o secretário de Educação, Alan Porto, até o final de 2021 o Governo pretende entregar mais quatro unidades de escolas militares no Estado.

“Hoje, no Estado, trabalhamos com um time preparado e motivado. Retornamos nossas aulas na modalidade hibrida e a gente percebe a sensibilidade e a preocupação dos profissionais em fazer a diferença. Tudo isso porque este Governo é um Governo que prioriza a educação. Através do Programa Mais MT, nós vamos ter investimentos de mais de R$ 900 milhões. E o resultado é este: uma belíssima escola, equipada com laboratórios, parte administrativa reformada, uma quadra que é praticamente um ginásio, enfim. Uma obra de altíssima qualidade, como é o padrão dessa gestão”.

“Isso aqui é a prova cabal de que nós estamos no caminho certo. Tenho certeza que nossos alunos irão alcançar êxitos cada vez mais altos, porque aqui a educação é tratada com muito respeito. Nós acreditamos na educação e é somente pela educação que nós vamos mudar o Estado, mudar o Brasil, mudar todo o mundo”, concluiu o comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Jonildo José Assis.

Acompanham, ainda, a comitiva do governador e da primeira-dama os secretários de Estado, Mauro Carvalho (Casa Civil), Rogério Gallo (Fazenda), Alexandre Bustamante (Segurança), Marcelo de Oliveira (Sinfra); os deputados estaduais, Xuxu Dal’Molin e Dilmar Dal’Bosco; o presidente da MT PAR, Wener Santos; o chefe do Escritório de Representação de Mato Grosso em Brasília, Aécio Rodrigues; além de prefeitos, vereadores e demais autoridades da região.

Foto por: Jana Pessôa

Assinatura de convênios

Durante a inauguração da Escola, o governador Mauro Mendes assinou termos de cooperação e ordem de serviço com as prefeituras de Lucas do Rio Verde, Tapurah e São José do Rio Claro, para garantir obras de infraestrutura nos municípios, além de investimentos em segurança pública.

Pelos termos, o Estado se comprometeu, ainda, a implantar em Lucas do Rio Verde a Casa de Semiliberdade, com finalidade de inserção social dos reeducandos. E instituiu o projeto Jornada Extraordinária da Secretaria de Segurança Pública.

Ainda no local, a primeira-dama Virginia Mendes realizou a entrega simbólica de cestas básicas do Programa Vem Ser Mais Solidário.

Foto por: Jana Pessôa

“Nós somos uma cidade que completou ontem 33 anos de emancipação, uma cidade que foi construída por muitas mãos, que é pequena do ponto de vista dimensional em relação à outras cidades de Mato Grosso, mas que hoje é a 6ª maior economia do Estado. No entanto, nós temos nossas demandas sociais. Hoje, no CadÚnico, nós temos mais de 8 mil pessoas inscritas. Falo isso para que tenham ideia da importância do apoio do Governo do Estado nestas ações” pontuou o prefeito de Lucas do Rio Verde, Miguel Vaz.

Foto por: Jana Pessôa

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Na CDH, especialistas propõem medidas para prevenir automutilação e suicídio

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Os desafios das políticas públicas para a prevenção da automutilação e do suicídio foram o tema da audiência desta quinta-feira (10) na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado. A reunião teve como eixo central o Setembro Amarelo, campanha voltada para essa questão. Especialistas e representantes do governo federal, da sociedade civil e de ONGs discutiram os cuidados necessários com crianças e adolescentes em casa e no ambiente escolar; os impactos do ambiente de trabalho na saúde mental; e os canais disponíveis para pedir ajuda em situações de emergência.

A audiência pública foi requerida pela senadora e presidente da comissão, Damares Alves (Republicanos-DF). Segundo ela, objetivo era ampliar o debate público, reduzir o estigma em torno da questão e estimular a busca por ajuda diante de situações de sofrimento psíquico.

A campanha Setembro Amarelo tornou-se oficial com a sanção da Lei 15.199, em setembro de 2025. A norma também estabeleceu 17 de setembro como o Dia Nacional de Prevenção da Automutilação, e 10 de setembro como o Dia Nacional de Prevenção do Suicídio.

Números

Na abertura da audiência, a senadora apresentou dados sobre a dimensão do problema no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 720 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano. Para cada morte, estima-se que ocorram mais de 20 tentativas. Entre pessoas de 15 a 29 anos, o suicídio já é a terceira principal causa de morte.

Damares ressaltou que, no Brasil, o Ministério da Saúde contabilizou 15.507 mortes por suicídio em 2021, das quais 77,8% entre homens. Naquele ano, o suicídio foi a terceira principal causa de morte entre adolescentes de 15 a 19 anos e a quarta entre jovens de 20 a 29 anos. O mesmo levantamento identificou 114.159 notificações de violência autoprovocada, das quais 70% envolveram pessoas do sexo feminino.

— Esses dados revelam distintos grupos que apresentam diferentes padrões de vulnerabilidade. Por isso, as políticas de prevenção não podem ser uniformes — ponderou a parlamentar.

A senadora afirmou que a saúde mental de crianças e adolescentes merece atenção especial. Segundo a OMS, em publicação atualizada em 2025, um em cada sete adolescentes entre 10 e 19 anos vive com algum transtorno mental. Depressão, ansiedade e transtornos comportamentais estão entre as principais causas de adoecimento e incapacidade nessa etapa da vida.

Bullying

Para Erasto Fortes, coordenador-geral de Políticas Educacionais em Direitos Humanos do Ministério da Educação, a questão deve ser enfrentada numa abordagem intersetorial, e não só no campo da saúde. Como crianças e adolescentes passam parte significativa das suas vidas na escola, explicou, falar em prevenção no campo educacional exige a construção de ambientes educativos “seguros, acolhedores, inclusivos e democráticos”.

— O bullying, a discriminação, o racismo, a violência de gênero, a intolerância, a exclusão social, a humilhação e outras formas de violação não podem ser naturalizadas como episódios menores na vida escolar — argumentou.

Lívia dos Santos Ferreira, auditora fiscal do trabalho e representante do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), descreveu fatores de risco de suicídio direta ou indiretamente relacionados ao ambiente de trabalho, como estressores financeiros, dificuldades econômicas e instabilidade financeira dos trabalhadores. Ela também relacionou situações que impactam especificamente as mulheres.

— Falta de clareza e de equidade das oportunidades de promoção do trabalho, diferenças de salários pagos entre homens e mulheres, sobrecarga de jornada de trabalho que se soma ao trabalho de cuidado da casa e dos filhos, são situações que a gente percebe no dia a dia como inspetora do trabalho — afirmou.

A especialista também abordou o problema do suicídio no serviço público. Segundo ela, mais de meio milhão de trabalhadores foram afastados apenas do serviço público federal em 2025, em decorrência de ansiedade, depressão e burnout.

Cláudia Márcia de Carvalho Soares, presidente da Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT), ressaltou que a manutenção de um ambiente de trabalho íntegro e seguro é obrigação do empregador prevista na CLT e na Constituição Federal, e destacou que a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) tornou essa obrigação mais objetiva ao definir deveres e responsabilidades específicos de empregadores e empregados.

— Um terço da nossa vida é no ambiente de trabalho. Então ele não pode ser causa de adoecimento e não pode ser causa de agravar um adoecimento — observou.

CVV

Alan Teixeira Lima, voluntário do Centro de Valorização da Vida (CVV), falou do trabalho da instituição, pioneira na prevenção do suicídio no Brasil e presente no país há 64 anos. Ele afirmou que, embora o CVV seja mais conhecido pelo atendimento telefônico, também mantém grupos de apoio a sobreviventes do suicídio. Hoje, explicou, o CVV conta com 2.300 voluntários no Brasil, que no último ano prestaram apoio emocional mais de 2 milhões de vezes.

— Uma pessoa pode ligar quantas vezes quiser para o CVV. A gente funciona 24 horas, garante o atendimento sigiloso, e o anonimato da pessoa que nos procura, sem julgamento, sem crítica, favorecendo o diálogo — disse Lima.

O CVV (188) atende gratuitamente pessoas passando por sofrimento psíquico, 24 horas, por telefone (188), chat ou e-mail.

Risco das bets

Gabriella de Andrade Boska, coordenadora de gestão da Rede de Atenção Psicossocial do Ministério da Saúde, relatou a preocupação da pasta com o impacto das apostas esportivas online, as chamadas bets, no número de suicídios registrados no país nos últimos anos. 

— Há estudos, inclusive da OMS, que mostram taxas de 15 vezes mais de chances de pessoas endividadas por questões de apostas cometerem suicídio por esse endividamento — afirmou.

A representante do ministério também alertou para um índice maior de casos de suicídio entre a população negra. 

Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), alertou que a prevenção do suicídio ainda é vista como tabu e que não se pode tentar resolver uma emergência médica como uma tentativa de suicídio pelas redes sociais.

 — O preconceito estrutural é tão grande que até hoje nós não temos sequer um antidepressivo, como o carbonato de lítio, na Farmácia Popular. Isso é grave — concluiu.

Também participaram da audiência Silvia Waiãpi, ex-deputada federal; Benedito da Vozinha, bacharel em Direito; e Lídia Caroline de Carvalho, mãe atípica e assessora no Senado Federal.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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