devido as fortes chuvas

Dez municípios de MT decretam situação de emergência

Famílias com casas próximas a rios e córregos devem ficar atentas, redobrar os cuidados devido aos riscos de alagamentos

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Política

Foto: Marcos Vergueiro

A Defesa Civil Estadual de Mato Grosso alerta os moradores sobre os riscos de alagamentos e inundações que podem acontecer devido a previsão de intensas chuvas em diversas regiões no estado.

Famílias com casas próximas a rios e córregos devem ficar atentas, redobrar os cuidados devido aos riscos de alagamentos.

Essa ação é causada pelo fenômeno natural Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), que propicia formação de nuvens carregadas, com previsão persistente de dois dias de chuvas, que segue até esta terça-feira (1º).

Segundo o superintendente de Proteção e Defesa Civil estadual, tenente-coronel BM. Luís Cláudio Cruz, as equipes estão em contato com os agentes municipais monitorando possíveis locais de maior risco de desastres. 

Na manhã da última segunda-feira (31), Cuiabá registrou temperatura de 23°, com clima totalmente nublado e chuvas em vários pontos da cidade, que se estenderam ao longo da tarde. 

A cidade de Vila Bela da Santíssima Trindade passa por avaliação e levantamento dos estragos causados pelas fortes chuvas que caíram neste domingo (30). Não houve registro de mortes ou pessoas feridas.

Dez municípios de Mato Grosso já decretaram situação de emergência devido às chuvas intensas ocorridas entre dezembro e janeiro no estado.

A classificação atual, na cor ‘laranja’, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), indica alerta de risco para temporais, com chuvas de 30 até 60 mm, acompanhadas de ventos que podem atingir de 60 a 100 km por hora, podendo ocasionar queda de árvores, interrompimento de energia e descargas elétricas provocadas pelos raios.

Veja os municípios que estão com situação de emergência declarada
  • Água Boa
  • Confresa
  • Gaúcha do Norte
  • Luciara
  • Nova Bandeirantes
  • Paranatinga
  • Porto Alegre do Norte
  • Santa Terezinha
  • São Félix do Araguaia
  • Vila Rica
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Eleitores aprovam mudanças territoriais em quatro municípios de MT

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Eleitores de quatro municípios de Mato Grosso aprovaram, em plebiscitos realizados no domingo (25), propostas de mudanças nos limites territoriais de Poxoréu, Primavera do Leste, Colniza e Cotriguaçu. As consultas populares ocorreram durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

Apesar da aprovação nas urnas, as alterações não serão imediatas e dependerão da tramitação e votação de projetos de lei na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

A expectativa é que o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE) comunique oficialmente nos próximos dias os resultados à Comissão de Revisão Territorial dos Municípios e das Cidades, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Após o recebimento das informações, serão elaborados e apresentados os projetos de lei necessários para dar continuidade ao processo de alteração dos limites municipais.

Nos municípios de Poxoréu e Primavera do Leste, a proposta de desmembramento do distrito de Nova Poxoréu, atualmente pertencente a Poxoréu, para sua incorporação à Primavera do Leste recebeu 41.590 votos favoráveis, o equivalente a 74,66% dos 55.706 votos válidos. Outros 14.116 eleitores, 25,34%, votaram contra a mudança.

Já em Colniza e Cotriguaçu, a proposta de transferir as ilhas de ocupação do Projeto de Assentamento Nova Cotriguaçu, atualmente vinculadas territorialmente a Colniza, para Cotriguaçu também obteve ampla aprovação. Foram registrados 17.723 votos favoráveis, correspondentes a 86,61% dos votos válidos, enquanto 2.739 eleitores, ou 13,39%, se manifestaram contrários à proposta. A abstenção foi de 6.446 eleitores.

O procurador-geral da ALMT, Ricardo Riva, explicou que a Lei Complementar Federal aprovada em 2026 criou as condições legais para que o estado possa promover alterações nos limites territoriais entre municípios. Segundo ele, antes da nova legislação, leis estaduais que tratavam do desmembramento de áreas municipais eram declaradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Tribunal de Justiça, devido à ausência de uma norma federal que regulamentasse o procedimento.

Ricardo Riva destacou que a realização de plebiscito, isoladamente, não era suficiente para viabilizar as mudanças territoriais. “O processo exige o cumprimento de etapas legais, que incluem estudo de viabilidade municipal, consulta à população por meio de plebiscito, observância da legislação complementar federal e aprovação de lei estadual para formalizar a alteração dos limites entre os municípios envolvidos”, afirmou o procurador.

Legislação – Mesmo com a aprovação popular, a redefinição dos limites municipais não ocorre automaticamente. Segundo o subprocurador da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Gabriel Machado dos Santos, caberá ao Parlamento estadual analisar e votar as propostas legislativas que formalizarão as mudanças e estabelecerão as condições administrativas decorrentes da nova configuração territorial.

Entre os aspectos que deverão ser considerados estão a delimitação das áreas transferidas, a responsabilidade pela prestação dos serviços públicos e os impactos financeiros e orçamentários para os municípios envolvidos.

“Depois do plebiscito, sendo aprovada a proposta, a Assembleia terá que regulamentar essas questões por meio de lei. É nessa fase que serão definidos os limites territoriais e analisados os impactos administrativos e orçamentários. Não é uma mudança automática. Existe um procedimento legal que precisa ser concluído para que a nova configuração territorial seja efetivada”, explicou o procurador.

O consultor de Serviços Legislativos, Gabriel Lucas Scardini Barros, afirmou que é preciso apresentar um projeto de lei para cada alteração territorial, com as modificações necessárias nas leis que estabelecem os limites dos municípios envolvidos.

As matérias seguirão a tramitação legislativa ordinária, sem prazo específico para aprovação ou previsão de urgência. Dessa forma, o resultado favorável nas urnas representa uma etapa importante do processo, mas não determina quando as mudanças serão efetivamente implementadas.

“Será apresentado um projeto de lei para cada alteração territorial, com a modificação das leis que estabelecem os limites dos municípios envolvidos. Não há previsão de urgência para a apreciação das matérias. Os projetos seguirão os procedimentos regimentais da Assembleia Legislativa”, explicou Gabriel Barros.

Fonte: ALMT – MT



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