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Desembargador diz que ‘generalato’ comanda o crime organizado das cadeias: ‘não é um problema fácil de ser resolvido’

Esse “generalato”, conforme o magistrado, consegue driblar o sistema penitenciário

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Política

Foto PGE

Quanto a dura realidade do avanço do poderio do Crime Organizado em Mato Grosso, principalmente, de dentro das penitenciárias, o desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), destaca que os principais nomes das facções criminosas em Mato Grosso, atualmente, comandam o crime de dentro das cadeias. Esse “generalato”, conforme o magistrado, consegue driblar o sistema penitenciário, tendo acesso a celulares, drogas e armas.

“Não é um problema fácil de ser resolvido. Não é um problema fácil. Veja vocês, é muito difícil nós controlarmos a entrada de drogas, de celulares, até de armas dentro do sistema prisional. Nós temos hoje o crime organizado tentando introduzir através de drones, através de mulas, através de corrupção de agentes penais”, avaliou o magistrado.
Conforme Perri, um celular dentro de uma unidade prisional vale aproximadamente R$ 20 mil. O valor elevado faz com que diversas pessoas se arrisquem a entrar no sistema penitenciário com aparelhos de comunicação. Ainda segundo o magistrado, os principais beneficiados são chefes de facções.
“Os líderes das nossas organizações criminosas estão dentro do presídio. Eu costumo dizer que o generalato do crime organizado não está aqui fora, não. Aqui nós temos soldados, cabos, sargentos, talvez até um capitão e um major do crime. Mas os generais estão dentro das nossas unidades prisionais. As unidades prisionais precisam ser controladas”.
O desembargador explicou que medidas estão sendo planejadas para conter o comando do crime de dentro da cadeia. “Nós vamos instalar aqui um sistema de monitoramento dentro das nossas unidades prisionais. Eu até tenho brincado dizendo o seguinte, vamos colocar câmeras até no banheiro, porque nós precisamos monitorar especialmente a entrada de drogas, armas e celulares. Se nós controlarmos a entrada de celulares, nós vamos silenciar o Generalato, o comando do crime organizado com os soldados aqui fora”, finalizou Perri.

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Ex-prefeito diz ter pago propina por emenda de Wellington Fagundes há mais de 20 anos

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O ex-prefeito de Juara, Priminho Riva, afirmou ter pago propina relacionada a uma emenda parlamentar destinada ao município durante o período em que Wellington Fagundes (PL) era deputado federal. Segundo o relato, a suposta cobrança teria ocorrido há mais de 20 anos.

A denúncia foi tornada pública por Priminho em meio ao atual cenário eleitoral, no qual Wellington disputa o Governo de Mato Grosso. O ex-prefeito afirmou que decidiu falar sobre o episódio porque não quer que o candidato seja eleito governador. Ele, no entanto, nega que a declaração tenha motivação eleitoral.

Apesar da gravidade da acusação, Priminho não apresentou, segundo a publicação, detalhes sobre a emenda que teria motivado a suposta cobrança. Também não informou o valor envolvido nem identificou quem teria recebido diretamente o dinheiro.

O relato ocorre após o ex-prefeito se envolver em outra polêmica recente. Priminho ingressou com uma ação contra o ex-deputado José Geraldo Riva e a deputada estadual Janaina Riva, alegando supostos crimes contra a honra. O Ministério Público, porém, pediu o arquivamento do caso por falta de provas.

A nova acusação coloca Wellington novamente no centro de questionamentos durante a campanha eleitoral, mas, até o momento, o relato apresentado pelo ex-prefeito permanece sem elementos públicos que comprovem a suposta prática de corrupção. A acusação também se refere a fatos que teriam ocorrido há mais de duas décadas.



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