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Deputados realizam sessão nesta terça (6) para votação de projetos

Reunião será às 16 horas, de forma remota e presencial. “Todos os deputados estão cientes, não vamos ter problema de quórum porque podem participar de onde estiverem”, disse Botelho.  

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Da Redação

Para dar continuidade à limpeza de pauta de projetos em tramitação, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realiza sessão deliberativa ordinária, nesta terça-feira (6), às 16 horas, podendo ser convocadas, em Plenário, sessões subsequentes para discussão e votação das matérias.

O primeiro-secretário da ALMT, deputado Eduardo Botelho (DEM), explicou que a reunião é necessária e mesmo estando em recesso, os deputados já se manifestaram favoráveis à participação da reunião. Botelho destacou que o fato de acontecer de forma remota e presencial facilita, garantindo quórum para votação. “Todos os deputados estão cientes, não vamos ter problema de quórum porque podem participar de onde estiverem”, disse Botelho.  

De acordo com o deputado, dentre os projetos em pauta, a segunda votação da PEC 010, chamada de PEC da Empaer que acrescenta dispositivo ao Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição do Estado de Mato Grosso; Projeto de lei n° 557/2021 que institui o Programa Alfabetiza MT, o Prêmio Educa MT e a Inclusão Digital, em regime de colaboração com os municípios mato-grossenses, e dá outras providências. Entra também a votação para renovação do Fundo da Saúde, que garante recursos aos hospitais filantrópicos, como o Geral, de Câncer, Santa Helena, Santa Casa de Rondonópolis, Lions da visão, dentre outros. “É um recurso muito importante para manter esses hospitais funcionando”, disse o deputado.  

Outra expectativa do parlamentar é que o governo envie à ALMT o projeto da Previdência. “Já estamos em conversa com a Casa Civil para ver se encaminha logo para votarmos. Se não encaminhar, ficaremos de sobreaviso e quando mandarem a gente realiza nova sessão”, declarou o parlamentar, na manhã desta segunda-feira (05), ao ressaltar que o governo deve encaminhar, nos próximos dias, o projeto sobre a contribuição previdenciária dos portadores de doenças raras. Já para aposentados e pensionistas, defende celeridade, para aliviar os servidores que estão sendo taxados em 14% de contribuição desde que foi aprovada a Reforma da Previdência.  

“A gente espera que se resolva logo essa questão. Senão fica enrolando, vamos para agosto, setembro e acaba que vai passar o ano e não vamos conseguir fazer chegar esse benefício aos contribuintes, àqueles que realmente precisam desse auxilio. Espero que o conselho tenha sensibilidade e aprove o mais rápido possível isso. Faço esse apelo ao Conselho da Previdência”, concluiu.

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Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.

O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.

A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.

Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.

Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.

A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.

Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Critérios para concessão também foram questionados

Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.

Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.

Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.

Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.

A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.

Câmara poderá derrubar veto

Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.

O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.



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