Política
Deputado Wilson Santos pede agilidade no PL que proíbe novas PCHs no Rio Cuiabá
O projeto conta com apoio integral do presidente da Casa de Leis, deputado Eduardo Botelho
Política
Tramita em regime de Urgência Urgentíssima, desde o dia 11 de janeiro deste ano, na Assembleia Legislativa, o projeto de lei (PL 957/2019). Ele proíbe a instalação de usinas hidrelétricas (UHE) e Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) em toda extensão do Rio Cuiabá. Ao longo dos seus 828 km de extensão, o Rio possui uma área de 16 mil hectares (ha) de Preservação Permanente (APP), dos quais 2 mil encontram-se degradados pela intervenção humana.
“A Bacia do Rio Cuiabá é importante na formação do Pantanal Mato-grossense e para outras partes do Brasil e do mundo. Mas, sobretudo, é muito importante para a sobrevivência de cerca de 75% da população do estado de Mato Grosso e para os trabalhadores da pesca. Temos que preservá-lo”, disse o deputado.
“As hidrelétricas causam grande impacto ambiental e social. Para a instalação desse tipo de usina e construção de barragens, que refreiam o curso dos rios, é necessário o alagamento de grandes áreas. Essa prática acaba acarretando problemas à fauna e a flora local, como a destruição da vegetação natural, assoreamento do leito dos rios, desmoronamento de barreiras, extinção de certas espécies de peixes e torna o ambiente propício à transmissão de doenças como malária e esquistossomose”, diz trecho da justificativa do PL.
Para o parlamentar, novas e renováveis fontes de energia são a solução. Além disso, o estado não precisa de novas hidrelétricas visto que a população utiliza apenas 20% do que o estado produz e o excedente é exportado. Há notícias de que existem na Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA) cerca de 30 projetos de PCHs esperando aprovação. Corre na mídia que uma empresa tem pressionado deputados para aprovação de seis projetos neste sentido.
“Estamos na era da energia fotovoltaica, a energia solar. Sabemos que se trata de recurso limpo, de fácil captação e fonte inesgotável. Mato Grosso é um estado com oferta de ‘sol intenso’ todo o ano. Portanto, acredito que o poder público deveria investir neste caminho, talvez até ofertando com linhas de crédito ou incentivos à população e empresas interessadas. Espero que o PL 957/2019 seja colocado em votação o quanto antes pelo presidente desta Casa de Leis e que meus nobres pares votem por sua aprovação”, concluiu o deputado.
Eduardo Botelho
O presidente da Assembleia Legislativa já se mostrou favorável ao PL. Em entrevista à TV Cidade Verde, em abril, Eduardo Botelho (UB) fez um apelo aos demais deputados.
“O projeto será colocado em votação e espero que seja aprovado. […] Peço aos deputados, especialmente para aqueles da Baixada Cuiabana, como Elizeu Nascimento (PL), João Batista (PP), Paulo Araújo (PP), Janaina Riva (MDB), Carlos Avallone (PSDB), Allan Kardec (PTB), que conhecem a capital e que sabem da importância das bacias do Rio Cuiabá e do Pantanal, que ajudem porque desta maneira estaremos preservando o meio ambiente,” argumentou.
“Não temos necessidade de colocar o meio ambiente em risco, já temos problemas demais com o Rio Cuiabá com a poluição e com as matas ciliares que foram totalmente destruídas. Não podemos adicionar ainda mais riscos a estes espaços ambientais”, completou.
Botelho ainda solicitou à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) que “pare de conceder pareceres favoráveis à projetos que podem comprometer o futuro dos rios e de seus habitantes”.
Política
Lei cria título de Cidade Amiga do Idoso para premiar iniciativas exemplares
Cidades que se destacarem em políticas e iniciativas para assegurar um tratamento digno e um envelhecimento ativo às pessoas idosas passarão a ter o título de Cidade Amiga do Idoso. O reconhecimento está previsto na Lei 15.476, publicada nesta sexta-feira (24) no Diário Oficial da União. As regras já estão em vigor.
A lei tem origem no PL 2.119/2019, do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS). O projeto foi aprovado pelo Senado, com mudanças, em 2023 e voltou à Câmara. Em junho, foi aprovado pelos deputados e seguiu para a sanção.
Para concorrer ao título, a cidade precisa demonstrar que tem programas ou políticas públicas que fomentem a inserção social, cultural e política dos idosos. Na análise, são consideradas as iniciativas do município que favoreçam um envelhecimento ativo da população e o acesso dos idosos a serviços de qualidade nas áreas de:
- transporte;
- moradia;
- participação social;
- respeito e inclusão social;
- participação cívica e emprego;
- prédios públicos e espaços abertos;
- comunicação e informação;
- apoio comunitário e serviços de saúde;
- segurança dos idosos.
Conselho
O responsável por conceder o título será um conselho com representantes dos governos federal, estaduais, distrital e municipais e das entidades representativas da população idosa. O título valerá por três anos, desde que sejam revalidados os compromissos assumidos. Se for comprovado o descumprimento, o título será cancelado.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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