Aplicação de Multa

Maxi Russi devido lentidão sugere multa a Consórcio responsável pelas obras do BRT.

Segundo Max, a população o tem cobrado sobre os atrasos das obras, que atrapalha o trânsito de quem passa pela região.

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Política

Foto: Fablício Rodrigues/ALMT

O deputado estadual Max Russi (PSB) criticou o andamento das obras do BRT (ônibus de trânsito rápido) e sugeriu que o Governo do Estado tome providências contra as empresas que compõem o Consórcio, inclusive multá-las, se necessário.

 “Acho que o governador Mauro Mendes (União), o secretário [de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira] têm tomado providências. Esperamos que sejam mais enérgicas, tome ainda mais providências e multe a empresa. Enfim, faça tudo aquilo que a legislação permita para que realmente seja cumprido o cronograma”, disse.

O Consórcio Construtor BRT Cuiabá, que executa as obras, é composto pelas empresas Nova Engevix Engenharia e Projetos S.A., Heleno & Fonseca Construtécnica S.A. e Cittamobi Desenvolvimento em Tecnologia Ltda.

  “Meu papel é fiscalizar, cobrar, e realmente infelizmente está atrasado, não está a contento e atrapalha o nosso trânsito. Não era isso que nós esperávamos, pois a população tem cobrado e criticado bastante”, afirmou.

Há poucos dias o governador Mauro Mendes, que já havia criticado a lentidão das obras outras vezes, voltou a se posicionar e disse que a empresa não está desempenhando bem o cronograma.

Mauro já chegou a ameaçar romper o contrato com as empresas pela insatisfação com a demora e atraso nos prazos do cronograma.

Na última semana, a Sinfra informou que já notificou o Consórcio 50 vezes sobre assuntos relacionados às obras. De acordo com a Secretaria, o trabalho está sendo feito de forma morosa e o Consórcio não vem honrando seus compromissos com fornecedores, mesmo com os pagamentos do Governo rigorosamente em dias.

As obras do BRT começaram em janeiro de 2024 e tinham previsão de conclusão ainda em 2025. Agora, a previsão é de que essa data pode mudar para 2026.

 

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Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.

O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.

A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.

Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.

Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.

A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.

Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Critérios para concessão também foram questionados

Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.

Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.

Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.

Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.

A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.

Câmara poderá derrubar veto

Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.

O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.



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