ALMT

Botelho se licencia da Al; suplente deputado Romoaldo assume vaga

“A licença médica é de 120 dias, mas devemos antecipar a nossa volta às atividades na ALMT. Disposição de luta existe para isto acontecer”, afirma Botelho

Publicado em

Política

omatogrosso

O 1° secretário da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (DEM), se licenciará oficialmente do Parlamento por 120 dias, atendendo recomendação médica, pois passará por uma cirurgia para correção de septo nasal. Mesmo passando por cirurgia, Botelho fez questão de justificar a licença para cuidar de interesse particular, a partir do próximo dia 16, ou seja, sem remuneração nesse período.

O deputado disse que não deverá cumprir os 120 dias, acreditando poder retornar em cerca de 30 dias, aproximadamente. Em seu lugar, assume o suplente Romoaldo Júnior, do MDB. Já a deputada Janaína Riva (MDB), que Botelho considera altamente qualificada, comandará a 1ª Secretaria “A deputada Janaína tem muita tranquilidade e experiência”.

Janaína Riva substituirá Botelho na 1ª Secretaria da ALMT Foto: Secom/ALMT

A única preocupação externada pelo deputado é em relação à pandemia, agora já com novas variantes anunciadas no país. “Temos preocupações, sim, não somente com as escolas, no tocante ao retorno das aulas presenciais. Preocupamo-nos mais é com as novas variantes da Covid-19, levando-se em conta que cerca de 50% da população mato-grossense ainda não foi vacinada. A transmissão dessas novas variantes é muito mais rápida, segundo preconiza a Saúde”.

No tocante às aulas presenciais, Botelho disse acreditar que este processo precisa ser feito de forma controlada. “O secretário de Educação (Alan Porto) nos garantiu que estará realizando acompanhamento preciso nesse sentido. Aquela escola que apresentar algum indício de contaminação do vírus será foco de providências pontuais. Em síntese, durante o tempo em que permanecerei fora da AL, acredito que não teremos nada relevante”.

Botelho ainda analisou a atual folga de caixa do governo, o que só foi possível graças ao apoio conjunto dos parlamentares, por entender a delicada situação financeira que MT atravessava quando Mauro Mendes assumiu o governo. “Foi uma união de forças em prol do bem-comum do Estado e dos seus habitantes. Os bons resultados dessa operação parceira entre governo/ALMT já são visíveis, positivamente falando”.

Deputado Eduardo Botelho – Foto: Maurício Barbant / ALMT

Em relação ao RGA dos servidores, Botelho explicou na entrevista à SECOM da AL que o Supremo já definiu: somente o Executivo pode mandar propostas de reajuste, inclusive de outros Poderes. “Isso ficou definido naquela questão do Tribunal de Justiça, quando foi derrubado o RGA aprovado pelo Tribunal. Aprovamos aqui, o governo sancionou e, depois, derrubaram na Justiça. Por conta disso, essa votação ficou específica: quem manda o RGA é o Executivo.  Nós, evidentemente, vamos aguardar o que o governo vai mandar para o próximo ano, e aí vamos fazer negociação a contento do funcionalismo”.

No geral, a Assembleia Legislativa está tranquila, ciente de que o Estado está arrecadando muito, frisou o 1° secretário. “Hoje, temos um rendimento fixo, não existe aquele excesso de arrecadação. O Estado, por exemplo, vai arrecadar este ano cerca de R$ 4 bilhões a mais. Como funcionava antigamente, esse valor já teria que ser anexado aos percentuais dos Poderes. Hoje isso não existe mais, é fixo, apenas corrigido pela inflação anual. É o que está colocado pelas leis vigentes e vem sendo acatado”.

Ao final, Eduardo Botelho comemorou o fato de a Casa de Leis estar voltando à normalidade, sem surto de funcionários contaminados pela Covid-19, conforme acontecia há poucos meses. “Esperamos que isso permaneça dessa forma, caracterizando a retomada do ritmo normal de vida, mas empre salientando que existe ainda a preocupação das novas variantes”.

 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Política

Na CDH, especialistas propõem medidas para prevenir automutilação e suicídio

Publicados

em


Os desafios das políticas públicas para a prevenção da automutilação e do suicídio foram o tema da audiência desta quinta-feira (10) na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado. A reunião teve como eixo central o Setembro Amarelo, campanha voltada para essa questão. Especialistas e representantes do governo federal, da sociedade civil e de ONGs discutiram os cuidados necessários com crianças e adolescentes em casa e no ambiente escolar; os impactos do ambiente de trabalho na saúde mental; e os canais disponíveis para pedir ajuda em situações de emergência.

A audiência pública foi requerida pela senadora e presidente da comissão, Damares Alves (Republicanos-DF). Segundo ela, objetivo era ampliar o debate público, reduzir o estigma em torno da questão e estimular a busca por ajuda diante de situações de sofrimento psíquico.

A campanha Setembro Amarelo tornou-se oficial com a sanção da Lei 15.199, em setembro de 2025. A norma também estabeleceu 17 de setembro como o Dia Nacional de Prevenção da Automutilação, e 10 de setembro como o Dia Nacional de Prevenção do Suicídio.

Números

Na abertura da audiência, a senadora apresentou dados sobre a dimensão do problema no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 720 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano. Para cada morte, estima-se que ocorram mais de 20 tentativas. Entre pessoas de 15 a 29 anos, o suicídio já é a terceira principal causa de morte.

Damares ressaltou que, no Brasil, o Ministério da Saúde contabilizou 15.507 mortes por suicídio em 2021, das quais 77,8% entre homens. Naquele ano, o suicídio foi a terceira principal causa de morte entre adolescentes de 15 a 19 anos e a quarta entre jovens de 20 a 29 anos. O mesmo levantamento identificou 114.159 notificações de violência autoprovocada, das quais 70% envolveram pessoas do sexo feminino.

— Esses dados revelam distintos grupos que apresentam diferentes padrões de vulnerabilidade. Por isso, as políticas de prevenção não podem ser uniformes — ponderou a parlamentar.

A senadora afirmou que a saúde mental de crianças e adolescentes merece atenção especial. Segundo a OMS, em publicação atualizada em 2025, um em cada sete adolescentes entre 10 e 19 anos vive com algum transtorno mental. Depressão, ansiedade e transtornos comportamentais estão entre as principais causas de adoecimento e incapacidade nessa etapa da vida.

Bullying

Para Erasto Fortes, coordenador-geral de Políticas Educacionais em Direitos Humanos do Ministério da Educação, a questão deve ser enfrentada numa abordagem intersetorial, e não só no campo da saúde. Como crianças e adolescentes passam parte significativa das suas vidas na escola, explicou, falar em prevenção no campo educacional exige a construção de ambientes educativos “seguros, acolhedores, inclusivos e democráticos”.

— O bullying, a discriminação, o racismo, a violência de gênero, a intolerância, a exclusão social, a humilhação e outras formas de violação não podem ser naturalizadas como episódios menores na vida escolar — argumentou.

Lívia dos Santos Ferreira, auditora fiscal do trabalho e representante do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), descreveu fatores de risco de suicídio direta ou indiretamente relacionados ao ambiente de trabalho, como estressores financeiros, dificuldades econômicas e instabilidade financeira dos trabalhadores. Ela também relacionou situações que impactam especificamente as mulheres.

— Falta de clareza e de equidade das oportunidades de promoção do trabalho, diferenças de salários pagos entre homens e mulheres, sobrecarga de jornada de trabalho que se soma ao trabalho de cuidado da casa e dos filhos, são situações que a gente percebe no dia a dia como inspetora do trabalho — afirmou.

A especialista também abordou o problema do suicídio no serviço público. Segundo ela, mais de meio milhão de trabalhadores foram afastados apenas do serviço público federal em 2025, em decorrência de ansiedade, depressão e burnout.

Cláudia Márcia de Carvalho Soares, presidente da Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT), ressaltou que a manutenção de um ambiente de trabalho íntegro e seguro é obrigação do empregador prevista na CLT e na Constituição Federal, e destacou que a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) tornou essa obrigação mais objetiva ao definir deveres e responsabilidades específicos de empregadores e empregados.

— Um terço da nossa vida é no ambiente de trabalho. Então ele não pode ser causa de adoecimento e não pode ser causa de agravar um adoecimento — observou.

CVV

Alan Teixeira Lima, voluntário do Centro de Valorização da Vida (CVV), falou do trabalho da instituição, pioneira na prevenção do suicídio no Brasil e presente no país há 64 anos. Ele afirmou que, embora o CVV seja mais conhecido pelo atendimento telefônico, também mantém grupos de apoio a sobreviventes do suicídio. Hoje, explicou, o CVV conta com 2.300 voluntários no Brasil, que no último ano prestaram apoio emocional mais de 2 milhões de vezes.

— Uma pessoa pode ligar quantas vezes quiser para o CVV. A gente funciona 24 horas, garante o atendimento sigiloso, e o anonimato da pessoa que nos procura, sem julgamento, sem crítica, favorecendo o diálogo — disse Lima.

O CVV (188) atende gratuitamente pessoas passando por sofrimento psíquico, 24 horas, por telefone (188), chat ou e-mail.

Risco das bets

Gabriella de Andrade Boska, coordenadora de gestão da Rede de Atenção Psicossocial do Ministério da Saúde, relatou a preocupação da pasta com o impacto das apostas esportivas online, as chamadas bets, no número de suicídios registrados no país nos últimos anos. 

— Há estudos, inclusive da OMS, que mostram taxas de 15 vezes mais de chances de pessoas endividadas por questões de apostas cometerem suicídio por esse endividamento — afirmou.

A representante do ministério também alertou para um índice maior de casos de suicídio entre a população negra. 

Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), alertou que a prevenção do suicídio ainda é vista como tabu e que não se pode tentar resolver uma emergência médica como uma tentativa de suicídio pelas redes sociais.

 — O preconceito estrutural é tão grande que até hoje nós não temos sequer um antidepressivo, como o carbonato de lítio, na Farmácia Popular. Isso é grave — concluiu.

Também participaram da audiência Silvia Waiãpi, ex-deputada federal; Benedito da Vozinha, bacharel em Direito; e Lídia Caroline de Carvalho, mãe atípica e assessora no Senado Federal.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA