MACHISMO

Deputado Cattani e o vereador Ademir, de Rosário Oeste: parlamentares têm algo em comum

Vídeo do deputado Gilberto Catani (PL) pedindo desculpas às vacas de sua propriedade causou polêmica

Publicado em

Política

Facebook/Secom ALMT/Câmara Rosário Oeste

Um vídeo do deputado estadual (MT) Gilberto Cattani (PL) viralizou na imprensa e redes sociais. No vídeo, o parlamentar pede desculpas às vacas de sua propriedade. O registro foi feito no último dia 28, domingo. Textualmente, Cattani diz: “Meninas {vacas}, quero que vocês fiquem sabendo que eu nunca comparei a gestação de vocês com outro animal, ou qualquer coisa nesse sentido”.

Essa atitude machista do parlamentar chocou a sociedade mato-grossense e outros estados que hasteiam bandeira de luta contra qualquer tipo de discriminação e atitude de violência explícita (seja física ou verbal) contra as mulheres.  Cattani pode ser alvo de denúncias por parte da OAB/MT, Ministério Público e outras entidades defensoras dos direitos femininos.

Em Mato Grosso, Cattani é comparado ao vereador Ademir Antônio de Figueiredo [Ademir do Marzagão], de Rosário Oeste, que agrediu  verbalmente a jornalista Ana Costa, servidora da Prefeitura desse município.  Já foi protocolada na Câmara representação por quebra de decoro contra o parlamentar, pedindo a cassação do seu mandato.

Conforme o agronews.tv.br, “o deputado Gilberto Cattani é conhecido por não evitar polêmicas”. Após a mídia inteira estampar o posicionamento truculento do parlamentar do PL [vídeo de desculpas às vacas], Cattani acirrou discussão com o deputado Wilson Santos (PSD) durante sessão plenária, tecendo críticas ao movimento feminista.

Segundo Gilberto Cattani, integrante de Frente Parlamentar em Combate ao Aborto e Defesa da Vida, o movimento pró-aborto legalizado significa licenciar assassinatos de bebês. Nesse ponto, o parlamentar tem razão, posicionamento respaldado pela maioria dos brasileiros. Em síntese, aborto é crime.

ALMT

“Sou pequeno produtor rural. Assim, toda vez que um touro enxerta as vacas, eu posso até fazer de conta que daqui a nove meses vou ter um a mais. Assim é também com uma mulher: é inadmissível, portanto, as pessoas tratarem esse tema como se fosse um amontoado de células. As pessoas chamam de feto, na verdade, para não falar que é uma criança”.

Da redação omatogrosso.com

 

 

 

 

 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Política

Fundo Eleitoral reduz desigualdade entre partidos, mas diferenças internas persistem

Publicados

em


selo_eleicoes_claro.jpg

Com a expansão do financiamento público nas campanhas eleitorais entre 2018 e 2022, a desigualdade entre os partidos na distribuição desses recursos diminuiu. A conclusão está no Texto para Discussão 367, do Núcleo de Estudos e Pesquisas da Consultoria Legislativa do Senado. Apesar disso, o estudo mostra que o movimento não ocorreu da mesma maneira dentro das legendas, onde a distribuição ainda depende dos critérios de cada partido.

O texto é assinado pelo consultor legislativo Clay Souza e Teles. O estudo usou dados de candidaturas, prestações de contas e resultados eleitorais divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral para analisar como foram alterados o alcance e a desigualdade dos recursos destinados às candidaturas a deputado federal, estadual e distrital.

De acordo com o consultor, entre 2018 e 2022 a dotação do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como Fundo Eleitoral, cresceu aproximadamente 133%, descontada a inflação. Com isso, houve aumento tanto na cobertura (número de candidaturas que receberam recursos) quanto no valor médio destinado a cada candidato.

Entre os dois pleitos, a cobertura aumentou 49% nas eleições para deputado federal (de 5.517 para 8.255 candidatos) e apenas 4% nas assembleias estaduais e na Câmara Legislativa do Distrito Federal (de 12.110 para 12.592 candidatos). Já o valor médio recebido por candidato financiado cresceu 48% para candidatos a deputado federal e 84% para candidatos aos legislativos estaduais.

Embora os resultados mostrem que a expansão dos fundos públicos foi acompanhada da ampliação do acesso e da redução da desigualdade, o texto aponta que o potencial equalizador foi parcial. A mudança fez com que houvesse a desconcentração entre partidos, especialmente nas eleições para deputado federal, mas não uma distribuição mais homogênea dentro das legendas.

Índice

O estudo utilizou o índice de Theil, que mede a desigualdade na distribuição de recursos.

Para medir separadamente a desigualdade entre os partidos e a desigualdade dentro de cada partido, o índice foi decomposto em um componente interpartidário (entre partidos) e em um componente intrapartidário (dentro dos partidos).

Quanto mais próximo de zero estiver o índice, menor será a desigualdade observada.

Nas eleições para deputado federal, a desigualdade entre partidos caiu de 1,024 em 2018 para 0,507 em 2022 (uma redução de 50,5%). Já o componente intrapartidário diminuiu de 0,589 para 0,508 (uma variação bem menor, de 13,75%).

Além disso, em 2018 o componente interno às legendas representava aproximadamente 36% da desigualdade média entre candidatos à Câmara dos Deputados. No pleito de 2022, os dois componentes se tornaram praticamente equivalentes: o componente intrapartidário chegou a 49,8%.

Critérios internos

O resultado, explica o estudo, não vem do aumento nas diferenças internas, mas sim da diminuição das diferenças entre partidos. “Com efeito, à medida que as diferenças na disponibilidade de recursos públicos entre partidos diminuem, os critérios internos de priorização tornam-se mais relevantes para compreender a desigualdade remanescente”, conclui o texto.

Para o consultor, a persistência de desigualdades intrapartidárias não conduz, por si só, à necessidade de novas restrições à liberdade de decisão dos partidos sobre como distribuir esses recursos, mas indica a necessidade de discutir como é possível compatibilizar essa autonomia com critérios como transparência, objetividade e igualdade de oportunidades para o rateio interno.

Financiamento público

A proibição de doações eleitorais por pessoas jurídicas é resultado de decisão do Supremo Tribunal Federal tomada em 2015 — e foi isso que mudou as bases do financiamento eleitoral no Brasil. Após as eleições de 2016, foi criado o Fundo Eleitoral, que se somou ao já existente Fundo Partidário.

Os recursos desses fundos são distribuídos aos partidos com base na representatividade no Congresso Nacional. Já a distribuição aos candidatos é feita de acordo com os critérios de cada partido, respeitando os percentuais mínimos por gênero e cor/raça.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA