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Deputado atribui Pantanal em chamas às estratégias mal planejadas em gabinetes dos poderosos

O grande mal que está ocorrendo com o Pantanal é que os planejamentos são feitos em Brasília, em gabinetes de ar refrigerado, como aqui em Cuiabá

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Quanto aos recorrentes incêndios que assolam a região do pantanal mato-grossense nas últimas décadas, ampliando assustadoramente as áreas atingidas, causando prejuízos incalculáveis para todo o bioma e, também, para próprios os homens, o deputado estadual Júlio Campos (UNIÃO) afirmou na quarta-feira (26) que os crescentes problemas enfrentados no Pantanal de Mato Grosso, como as queimadas e desmatamentos, estão diretamente ligados a falhas de estratégias de preservação que, segundo ele, são feitas somente sob o ar-condicionado de escritórios localizados em Brasília e Cuiabá.

O experiente parlamentar, em sua fala, também criticou a ausência do homem pantaneiro nessas discussões. Ele defendeu que é primordial que estratégias formuladas para preservação do bioma tenham a efetiva participação de quem vive e respira o Pantanal Mato-grossense.

“O grande mal que está ocorrendo com o Pantanal é que saem aqueles planos formados em Brasília, em gabinetes de ar refrigerado, como aqui em Cuiabá, sem ouvir o verdadeiro homem que conhece a terra que é o pantaneiro”, disse em coletiva de imprensa nesta quarta-feira.
Júlio disse ainda que a criação de parques e pousadas acabou com a população de bovinos existente no bioma. Ele afirma que esses animais eram quem mais pacificava e evitava o incêndio no Pantanal.
“Não tem mais gado no Pantanal. Sem uma população de gado naquela região, a situação é cada vez mais complicada. Quando se abandona aquele patrimônio, o que vai ocorrer é isso. Não há dinheiro que chegue para preservar aquilo”.
O Corpo de Bombeiros informou que as equipes de combate aos incêndios combatem dois incêndios no Pantanal: em áreas dos municípios de Poconé (104 km de Cuiabá) e Cáceres (a 220 km de Cuiabá).
O incêndio localizado na região da Fazenda Cambarazinho, em Poconé, segue confinado na área de aceiros construída pelo Corpo de Bombeiros. No local, os militares seguem no monitoramento e trabalho de rescaldo, para evitar que o fogo ultrapasse a barreira.
Já em Porto Conceição, no município de Cáceres, mais uma equipe foi enviada para reforçar o trabalho de combate ao fogo, que, devido a uma rajada de vento forte nesta segunda-feira, avançou para a outra margem do rio.
Monitoramento feito pelo programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), detectou 103 focos de calor em Mato Grosso entre segunda-feira (24) e terça-feira (23). Os dados indicam a presença de 56 focos na Amazônia, 27 no Cerrado e 21 no Pantanal. Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde).

 

 

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Lei cria título de Cidade Amiga do Idoso para premiar iniciativas exemplares

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Cidades que se destacarem em políticas e iniciativas para assegurar um tratamento digno e um envelhecimento ativo às pessoas idosas passarão a ter o título de Cidade Amiga do Idoso. O reconhecimento está previsto na Lei 15.476, publicada nesta sexta-feira (24) no Diário Oficial da União. As regras já estão em vigor.

A lei tem origem no PL 2.119/2019, do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS). O projeto foi aprovado pelo Senado, com mudanças, em 2023 e voltou à Câmara. Em junho, foi aprovado pelos deputados e seguiu para a sanção.

Para concorrer ao título, a cidade precisa demonstrar que tem programas ou políticas públicas que fomentem a inserção social, cultural e política dos idosos. Na análise, são consideradas as iniciativas do município que favoreçam um envelhecimento ativo da população e o acesso dos idosos a serviços de qualidade nas áreas de:

  • transporte;
  • moradia;
  • participação social;
  • respeito e inclusão social;
  • participação cívica e emprego;
  • prédios públicos e espaços abertos;
  • comunicação e informação;
  • apoio comunitário e serviços de saúde;
  • segurança dos idosos.

Conselho

O responsável por conceder o título será um conselho com representantes dos governos federal, estaduais, distrital e municipais e das entidades representativas da população idosa. O título valerá por três anos, desde que sejam revalidados os compromissos assumidos. Se for comprovado o descumprimento, o título será cancelado.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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