MATO GROSSO
Democracia partidária se constrói é com união consensual, advertem lideranças políticas
Eduardo Botelho e Júlio Campos sinalizam a necessidade de manutenção idealista das hastes democráticas, sob pena de esfacelamento corrosivo de qualquer base partidária. “Não se constrói absolutamente nada sob outro enfoque”, dizem.
Política
A composição diretriz da nova Executiva Estadual do União Brasil ameaçou debandada geral de importantes lideranças da agremiação partidária. Explica-se: a chapa a ser homologada pela convenção do partido, neste dia 30, esbarrou em severas restrições por parte de parlamentares na ALMT. Em síntese, quatro deputados querem que a composição dos nomes da chapa seja alterada, sob pena de desligamento do partido.
Esse alerta aconteceu nesta quinta (27), durante reunião acalorada para apresentação da próxima diretoria estadual. As discussões se intensificaram por horas, mas depois abriram espaço para acordo consensual, estabelecendo-se reconfortante trégua momentânea.
Na oportunidade, os deputados Eduardo Botelho e Júlio Campos – considerados lideranças de renome tradicional na política mato-grossense – sublinharam descontentamento com alguns nomes constantes na chapa.
Ciente dos estragos que a saída de lideranças de tal envergadura poderia ocasionar ao União Brasil, o governador Mauro Mendes entrou em campo com a finalidade de apaziguar ânimos e evitar perdas drásticas.
As palavras conciliadoras do chefe do Executivo Estadual, que vai assumir o comando da Executiva Estadual do União Brasil, em substituição ao deputado federal Fábio Garcia, trouxeram bálsamo à disposição maciça de fuga.
Mendes deixou evidente que quer administrar democraticamente o partido e com apoio de mais lideranças. Ainda citou que os espaços do núcleo partidário são receptivos a todos.
Conforme o governador, essa reunião apenas tratou de assuntos da Executiva, não adentrando no tema das próximas eleições municipais.
O governador defende a candidatura do deputado federal Fábio Garcia à Prefeitura de Cuiabá, embate já acirrado por conta da evolução célere do nome de Eduardo Botelho ao Palácio Alencastro, atualmente à frente na preferência popular.

ALMT
Experientes integrantes da cúpula do União Brasil entendem que as exigências de alterações nessa mesa-redonda [ainda de entendimento desconexo] devem passar urgentemente pelo crivo analítico do grupo. O receio é de o partido ser impactado com a saída do quarteto parlamentar. Afinal, reconhecem os mais antigos, os deputados em questão têm contribuído para abrilhantar a agremiação.
No geral, os veteranos partidários analisam que eventuais estragos na estrutura do União Brasil podem ser realmente irreversíveis, acaso seja consolidada a saída de integrantes de tamanho peso político. O prazo para a tomada de qualquer decisão – salientam – já se encontra em contabilidade exígua, em face da proximidade da convenção.

Foto: ANGELO VARELA / ALMT
O mais importante, na avaliação dos parlamentares da ala descontente (deputados Júlio Campos, Eduardo Botelho, Sebastião Rezende e Dilmar Dal Bosco) é que houve precipitação na formação do elenco de nomes do Diretório Estadual. Predispõem-se a colaborar desde que haja idêntica abertura de concessões, sublinhando-se mudanças na chapa atual.
Botelho foi um dos primeiros a bater martelo de dureza incontestável a respeito da chapa apresentada. Evidenciou-se, a partir daí, clara temeridade de o União Brasil perder estrelas que abriram e podem abrir horizontes de perspectiva ilimitada aos seus projetos. Portanto, houve recuo providencial da cúpula, facultando o acolhimento de mais sugestões.
“Nenhuma formação política pode ser oficializada aleatoriamente – e quase a bel-prazer – sem primeiro ouvir quantos compõem as fileiras partidárias. Mesmo que determinado partido seja forte, soberano, também é passível de sofrer implosões destrutivas se faltar união consensual. É regra coletiva” – advertiu Botelho.
POR SITE.
Política
CMO analisa crédito especial de R$ 4,2 mi para Justiças Eleitoral e do Trabalho
Um projeto de lei encaminhado pelo Poder Executivo ao Congresso prevê crédito especial de R$ 4,2 milhões no Orçamento da União para a aquisição de imóveis destinados à expansão das estruturas da Justiça Eleitoral e da Justiça do Trabalho. Os recursos beneficiarão o Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) e o Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (TRT-9), no Paraná.
O PLN 9/2026 prevê R$ 283,7 mil para a compra de um imóvel contíguo à antiga sede do TRE-AL, em Maceió. Segundo o projeto, a medida permitirá ampliar as instalações administrativas, integrar unidades e reduzir despesas futuras com locação de imóveis.
A maior parte dos recursos, R$ 3,9 milhões, será destinada ao TRT-9 para a aquisição de um terreno de 737 metros quadrados, em Curitiba, pertencente ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O imóvel será utilizado na ampliação do edifício-sede do tribunal, incluindo despesas com demolição e elaboração de projetos arquitetônicos e complementares.
De acordo com o projeto, o crédito será financiado por meio da anulação de dotações orçamentárias. O governo afirma que a medida não altera a meta de resultado primário de 2026, por se tratar de remanejamento de despesas já previstas no Orçamento.
A proposta aguarda designação do relator na Comissão Mista de Orçamento (CMO).
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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