Mistério ou incompetência
“Dança das cadeiras”: Exonerações de secretários levantam suspeitas da gestão de Barão de Melgaço
O mistério tomou conta das principais rodas e grupos de redes sociais da cidade, com muitas informações, entre fato e boatos, os desligamentos levantaram muitos questionamentos, denúncias e até suspeitas de traições.
Política
Da Redação
Com mais de 10 baixas em menos de seis meses, a gestão do município de Barão de Melgaço, volta chamar atenção da população, referente as causas, circunstâncias ou razões, pela qual os servidores foram deligados, logo no princípio da gestão Margareth Gonçalves (PSDB).
O mistério tomou conta das principais rodas e grupos de redes sociais da cidade, com muitas informações, entre fato e boatos, os desligamentos levantaram muitos questionamentos, denúncias e até suspeitas de traições.
O número de servidores do primeiro escalão, que comandam as pastas, em tão pouco tempo, mais de 10 secretários exonerados, levanta a análise de quem está agindo de forma correta ou arbitrária?
Segundo informações de bastidores, a gestora do município em cada troca do staff, usava de sua palavra da seguinte forma: “Me enganei com pessoas incompetentes, errei nas escolhas, mas agora vai ser diferente”, vale ressaltar, que teve secretaria que já trocou várias vezes de secretário, aí entra o questionamento, de quem verdadeiramente é incompetente?
Por outro lado, servidores que pediram para não serem identificados, temendo represália, afirmam que a falta de condições de trabalho, como também o modo intransigente, autoritarista e com condutas que não compactuam com ética e moral de um agente público, são os principais motivos, que causam tantos desligamentos da Prefeitura de Barão de Melgaço.
“A incompatibilidade política e administrativa com a gestora do município é grande, eu não vou ser conivente, omisso e submisso, em atividades que venham ferir a minha ética como profissional e moral como cidadão, temos que tomar atitudes urgentes, denunciar e buscar os órgão competentes, como Ministério Público Estadual e Federal, para que tomem as devidas providências”, disse um morador de Barão, que ainda era servidor público municipal, e pediu para não ser identificado.
Além das questões das “danças das cadeiras” dos secretários, a gestão de Barão de Melgaço, em apenas seis meses vem passando por vários escândalos, que vai desde a denúncia de mal-uso do recurso público federal, destinado para a prevenção, combate e vacinação conta a Covid-19, até funcionários fantasmas.

Foto: Rafaella Zanol/Secid-MT
Para população, cabe a Câmara Municipal de Vereadores juntamente com o Ministério Público investigar as denúncias, já que se trata de gestão de recursos público.
Desde a última vez em que a equipe de reportagem esteve em Barão de Melgaço, para falar sobre o assunto, que a prefeita não é localizada.

Foto: Divulgação/Redes Sociais
Política
Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.
O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).
Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.
A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.
Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.
Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.
A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.
Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).
Critérios para concessão também foram questionados
Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.
Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.
Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.
Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.
A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.
Câmara poderá derrubar veto
Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.
O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.
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