licitação
Cuiabá terá centro multiuso de R$ 3 milhões
Política
Nesta quinta-feira (20) a prefeitura de Cuiabá publicou o aviso da abertura de licitação, visando à contratação de empresa de engenharia para construção de um centro de multiuso, no bairro Barra do Pari.
Os moradores da região Oeste da Capital devem ganhar um novo equipamento para desenvolver atividades culturais, comunitárias e associativas.
A concorrência nº 001/2022 é coordenada pela Secretaria de Obras Públicas, em parceria com a Secretaria Adjunta Especial de Licitações e Contratos, e tem a primeira sessão pública marcada para o dia 21 de fevereiro.
Segundo o edital, o valor estimado para aplicação na construção é de R$ 3.049.351,69, fruto de um convênio celebrado entre o Município e o Ministério da Defesa.
“A gestão Emanuel Pinheiro tem buscado ampliar a construção desses espaços onde a população pode utilizar de forma diversificada. São estruturas que fortalecem as comunidades e isso reflete em um Cuiabá melhor para todos, mais justa socialmente. Essa licitação é o primeiro passo para garantir um importante benefício para o Barra do Pari e dezenas de bairros vizinhos”, comenta o vice-prefeito e secretário de Obras Públicas, José Roberto Stopa.
De acordo com o projeto elaborado pelo Instituto de Planejamento e Desenvolvimento Urbano (IPDU), a estrutura terá dois pavimentos e será levantada em uma área de mais de 6 mil metros quadrados, situada entre as ruas C e D do bairro Barra do Pari. A previsão é de que, a partir da conclusão do processo licitatório e da assinatura da ordem de serviço, a obra seja executada em oito meses.
O centro multiuso será composto por dois salões para eventos, sendo um deles com palco; banheiros masculino e feminino; cozinha; espaço reservado para bar/lanchonete; salas de reuniões; circuito administrativo, com salas para diretoria, secretaria e assessoria; e depósito. Além disso, o equipamento comunitário contará com vagas de estacionamento cobertas, no subsolo, e outras na área externa.
Os centros multiuso são importantes áreas de convívio, onde os moradores têm a oportunidade de realizar atividades sociais, de capacitação, de lazer, integração e ainda debater sobre demandas das comunidades.
Política
Eleitores aprovam mudanças territoriais em quatro municípios de MT
Eleitores de quatro municípios de Mato Grosso aprovaram, em plebiscitos realizados no domingo (25), propostas de mudanças nos limites territoriais de Poxoréu, Primavera do Leste, Colniza e Cotriguaçu. As consultas populares ocorreram durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
Apesar da aprovação nas urnas, as alterações não serão imediatas e dependerão da tramitação e votação de projetos de lei na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
A expectativa é que o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE) comunique oficialmente nos próximos dias os resultados à Comissão de Revisão Territorial dos Municípios e das Cidades, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Após o recebimento das informações, serão elaborados e apresentados os projetos de lei necessários para dar continuidade ao processo de alteração dos limites municipais.
Nos municípios de Poxoréu e Primavera do Leste, a proposta de desmembramento do distrito de Nova Poxoréu, atualmente pertencente a Poxoréu, para sua incorporação à Primavera do Leste recebeu 41.590 votos favoráveis, o equivalente a 74,66% dos 55.706 votos válidos. Outros 14.116 eleitores, 25,34%, votaram contra a mudança.
Já em Colniza e Cotriguaçu, a proposta de transferir as ilhas de ocupação do Projeto de Assentamento Nova Cotriguaçu, atualmente vinculadas territorialmente a Colniza, para Cotriguaçu também obteve ampla aprovação. Foram registrados 17.723 votos favoráveis, correspondentes a 86,61% dos votos válidos, enquanto 2.739 eleitores, ou 13,39%, se manifestaram contrários à proposta. A abstenção foi de 6.446 eleitores.
O procurador-geral da ALMT, Ricardo Riva, explicou que a Lei Complementar Federal aprovada em 2026 criou as condições legais para que o estado possa promover alterações nos limites territoriais entre municípios. Segundo ele, antes da nova legislação, leis estaduais que tratavam do desmembramento de áreas municipais eram declaradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Tribunal de Justiça, devido à ausência de uma norma federal que regulamentasse o procedimento.
Ricardo Riva destacou que a realização de plebiscito, isoladamente, não era suficiente para viabilizar as mudanças territoriais. “O processo exige o cumprimento de etapas legais, que incluem estudo de viabilidade municipal, consulta à população por meio de plebiscito, observância da legislação complementar federal e aprovação de lei estadual para formalizar a alteração dos limites entre os municípios envolvidos”, afirmou o procurador.
Legislação – Mesmo com a aprovação popular, a redefinição dos limites municipais não ocorre automaticamente. Segundo o subprocurador da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Gabriel Machado dos Santos, caberá ao Parlamento estadual analisar e votar as propostas legislativas que formalizarão as mudanças e estabelecerão as condições administrativas decorrentes da nova configuração territorial.
Entre os aspectos que deverão ser considerados estão a delimitação das áreas transferidas, a responsabilidade pela prestação dos serviços públicos e os impactos financeiros e orçamentários para os municípios envolvidos.
“Depois do plebiscito, sendo aprovada a proposta, a Assembleia terá que regulamentar essas questões por meio de lei. É nessa fase que serão definidos os limites territoriais e analisados os impactos administrativos e orçamentários. Não é uma mudança automática. Existe um procedimento legal que precisa ser concluído para que a nova configuração territorial seja efetivada”, explicou o procurador.
O consultor de Serviços Legislativos, Gabriel Lucas Scardini Barros, afirmou que é preciso apresentar um projeto de lei para cada alteração territorial, com as modificações necessárias nas leis que estabelecem os limites dos municípios envolvidos.
As matérias seguirão a tramitação legislativa ordinária, sem prazo específico para aprovação ou previsão de urgência. Dessa forma, o resultado favorável nas urnas representa uma etapa importante do processo, mas não determina quando as mudanças serão efetivamente implementadas.
“Será apresentado um projeto de lei para cada alteração territorial, com a modificação das leis que estabelecem os limites dos municípios envolvidos. Não há previsão de urgência para a apreciação das matérias. Os projetos seguirão os procedimentos regimentais da Assembleia Legislativa”, explicou Gabriel Barros.
Fonte: ALMT – MT
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