CORREDOR LOGÍSTICO

Construção de maior ponte de MT vai integrar as regiões Norte e Noroeste, afirma governo

Com 1.360 metros de extensão, a ponte sobre o Rio Juruena será fundamental para criar um novo corredor logístico

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Política

Reprodução por SECOM/MT

As obras para a construção de uma ponte de concreto sobre o Rio Juruena já estão em andamento. Além de ser a maior ponte de Mato Grosso, com 1.360 metros de extensão, essa estrutura será fundamental para criar um novo corredor logístico, integrando toda a região Norte e Noroeste do Estado.

A construção está em fase inicial, com previsão de ser finalizada em 2026. Junto com a ponte, será asfaltado um trecho de 59 quilômetros para ligar o município de Cotriguaçu, ao distrito de Japuranã, em Nova Bandeirantes. Outras três pontes, com 50, 30 e 15 metros de comprimento, fazem parte do projeto. O investimento do Estado é de R$ 252,8 milhões.

Quando a obra for finalizada, será possível sair da região de Aripuanã e Colniza e chegar em Alta Floresta, e depois até a BR-163, dirigindo apenas por estradas asfaltadas. Para isso, o Governo de Mato Grosso também realiza outros investimentos.

“Nós vamos ter um corredor logístico que vai ligar de Matupá, passando por Carlinda, Alta Floresta, atravessando o Rio Juruena até toda a região de Aripuanã. Isso cria uma alternativa de locomoção, uma alternativa econômica para essa região”, afirmou o governador Mauro Mendes, durante vistoria em obras que o Estado realizada em Matupá, no mês de agosto.

Entre essas obras está o asfaltamento da antiga BR-174, agora MT-170/208/418, entre Castanheira e Colniza. A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT) finalizou o asfalto na MT-208, até Nova Bandeirantes, para tornar realidade este novo corredor.

“Quando você olha o mapa de Mato Grosso, há esse traçado impressionante, que pode levar de Aripuanã até a região do Xingu”, explica o secretário de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira. “Com a ponte sobre o Rio Juruena, assim como o asfalto na MT-170, nós vamos ter duas ligações para uma região que antes estava isolada e carente de investimentos do Estado”, completou.

Outras obras realizadas pelo Governo incluem o asfaltamento da MT-322 entre o distrito de União do Norte, em Peixoto de Azevedo, até o povoado Bigode, da MT-322 em Matupá além de projetos para asfaltar a MT-419 entre Novo Mundo e Carlinda.

A Sinfra-MT também construiu pontes, como uma de 90 metros sobre o Rio Paranaíta, outra de 130 metros sobre o Rio Apiacás, para garantir essa logística entre Norte e Noroeste pela MT-208.

Outra ponte importante está em construção na MT-419, entre Novo Mundo e Carlinda. Com 691, a estrutura sobre o Rio Teles Pires será a segunda maior do Estado e se aproxima de 50% de execução.

Além disso, a Sinfra-MT já deu a ordem de serviço para iniciar o Estudo de Componente Indígena para asfaltar a MT-322 dentro do Parque Indígena do Xingu. Isso atende a um pedido de asfalto feito pelo cacique Raoni ao governador Mauro Mendes, em abril deste ano. O Estudo de Componente Indígena é necessário para conseguir o licenciamento para obras que passam por terras indígenas.

SECOM/MT

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Pivetta prepara enxugamento da máquina e avalia cortes no Governo de MT

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O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) prepara uma revisão ampla da estrutura do Governo de Mato Grosso antes do início do novo mandato, em janeiro de 2027. A medida pretende identificar despesas que podem ser reduzidas e tornar a máquina pública mais enxuta.

A previsão é que um decreto seja publicado entre esta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), estabelecendo os critérios para a análise. O trabalho deverá avaliar a estrutura dos órgãos estaduais, gastos com pessoal e custeio, contratos e possíveis sobreposições de funções.

A condução dos estudos deverá ficar a cargo de uma comissão presidida pelo ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, que coordenou a campanha de Pivetta nas eleições deste ano. O grupo terá a missão de reunir informações de diferentes setores do Estado para elaborar um diagnóstico da atual estrutura administrativa.

Entre os dados que serão analisados estão o número de servidores e cargos existentes, a organização das secretarias, contratos firmados pelo Governo e despesas administrativas. A partir desse levantamento, a comissão deverá apontar setores com possibilidade de redução de custos e áreas que precisam ser preservadas ou consideradas prioritárias.

A revisão também poderá atingir o quadro de pessoal, principalmente os cargos comissionados. No entanto, a quantidade e o formato de eventuais cortes ainda não estão definidos e dependerão das conclusões do levantamento.

A proposta faz parte da preparação para o novo ciclo administrativo de Pivetta, que foi reeleito no primeiro turno no último domingo (4). A intenção é iniciar 2027 com uma estrutura considerada mais eficiente e com maior capacidade de direcionar recursos para investimentos e serviços públicos.

O movimento ocorre paralelamente às mudanças que o governador já sinalizou para a equipe de secretariado. Pivetta afirmou que pretende promover alterações pontuais na estrutura do Governo, sem uma reforma ampla, com o objetivo de corrigir áreas que ainda não apresentam os resultados esperados.

Com a revisão, a gestão pretende identificar onde há espaço para economia sem comprometer serviços considerados essenciais. O diagnóstico deverá servir de base para as decisões administrativas que serão tomadas na preparação do próximo mandato.



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