empreendedorismo
Comitiva de Fiscalização e lideranças de Cuiabá e VG fazem visita técnica no Marfrig e atestam qualidade dos serviços
Encaminhamento das Comissões de Várzea Grande e Cuiabá reuniu mais de 30 lideranças que visitaram a empresa para fiscalizar a atividade
Política
Encaminhamento das Comissões de Várzea Grande e Cuiabá reuniu mais de 30 lideranças que visitaram a empresa para fiscalizar a atividade
Na conclusão da audiência pública que ocorreu no início do mês de outubro na Câmara de Vereadores de Várzea Grande, foi deliberada a realização de uma visita técnica à empresa Marfrig, a título de fiscalizar o funcionamento da graxaria. A companhia atendeu a solicitação e, não somente autoridades de Várzea Grande, mas, também de Cuiabá Ministério Público e Assembleia Legislativa participaram da agenda nesta segunda-feira (23.10).
O bairro Alameda Julio Muller foi o endereço onde se encontraram vereadores, representantes de deputados estaduais, secretários municipais (das duas cidades), além de representantes do próprio Ministério Público, afim de verificar a atividade e o funcionamento do sistema que garante essa operação na indústria.
Em conversa com o diretor de Comunicação e Sustentabilidade da Marfrig, Paulo Pianez, a Comissão expôs a preocupação da comunidade com o possível mau cheiro, que seria resultante das instalações da graxaria.
O diretor esclareceu que, a referência que os moradores tinham era da graxaria de décadas atrás e de uma outra empresa, que já não existe mais. “A Marfrig investiu cerca de R$ 50 milhões de reais na modernização do setor, que foi totalmente remodelado em consonância com as políticas e diretrizes de sustentabilidade da empresa. Com essa estrutura, mais de 1.200 viagens de caminhões deixaram de ser feitas, o que reduz as emissões de CO2, o tráfego viário na região, o risco de acidentes e a deterioração das vias públicas”, explicou Pianez.
Paulo destacou ainda que a graxaria produz farinha destinada a ração animal (suínos e aves) e sebo para indústrias como a de higiene e de cosméticos. A licença de funcionamento foi concedida pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA) depois que a Marfrig apresentou evidências técnicas e ambientais adequadas, e realizou testes nos equipamentos da instalação da graxaria, com a presença de técnicos da SEMA, do Ministério Público e de assistente técnico da parte autora da ação judicial, fazendo com que a autorização judicial fosse concedida.
Durante a visita, a comissão conseguiu constatar que o sistema de exaustão de gases da graxaria tem capacidade e eficácia para eliminar até 100% da presença de gases odoríferos resultantes do processo produtivo. O sistema é moderno e funciona com absorção (lavadores de gases), condensação e biofiltragem, eliminando até 100% dos gases odoríferos provenientes do processo produtivo.
“É extremamente importante e necessário essa visita que viemos fazer hoje na Marfrig. Foi uma surpresa pra nós, já que não sabíamos que esse trabalho da graxaria está sendo realizado com tanto respeito a questão ambiental. Não senti cheiro nenhum durante a atividade e fiquei surpreso pela eficiência com que esse trabalho está sendo realizado. Aquilo que é verdade precisa ser dito. Os testemunhos precisam ser dados. O que nós não podemos tolerar é conviver com jogos de interesses de alguns colocando sob suspeita um trabalho sério de uma empresa séria como a Marfrig”, destacou o presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Chico 2000.
Já o presidente da Câmara de Vereadores de Várzea Grande, Pedro Paulo Torales (União Brasil) assegurou que será encaminhado a Comissão de Meio Ambiente e Fiscalização pedido de vistoria em outras empresas com a mesma atividade que operam nesse segmento afim de saber onde está o erro e, segundo ele, ‘acionar os órgãos de fiscalização para que possam cobrar das outras empresas que também seja feito o trabalho com a precisão que é realizado na Marfrig’, argumentou o Pedro Paulo Tolares.
Pedrinho explicou que a visita foi fruto de audiência pública solicitada pelo movimento contrário à graxaria e que os vereadores do município foram cobrados pela queixa referente ao odor que a empresa estaria causando. “Fizemos a vistoria, acompanhamos os trabalhos e, mesmo não sendo técnico, dá pra perceber que o mau cheiro não é da Marfrig”, atestou.
COMITIVA
Estiverem presentes na visita os vereadores de Várzea Grande: o presidente da Câmara, Pedro Paulo Tolares, Ider Jacinto, Rosy Prado, Sgt. Galibert, Hilton Gusmão, Carlinhos Figueiredo, Alessandro Moreira; e da Câmara de Cuiabá: Johnny Everson, Demilson Nogueira, Sgt. Joelson e o presidente da Casa, Chico 2000.
Além deles, secretários municipais, representantes da Assembleia Legislativa; do Ministério Público, promotor de Justiça Wesley Lacerda e o ex-senador Cidinho Santos.
GALERIA




Política
Retrospectiva: deputados aprovaram política nacional para investimentos em minerais críticos e estratégicos
A Câmara dos Deputados aprovou, no primeiro semestre deste ano, a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta prevê incentivos para o processamento e a transformação desses minerais no Brasil e agora será analisada pelo Senado.
A medida está prevista no Projeto de Lei 2780/24, de autoria do deputado Zé Silva (União-MG) e outros parlamentares.
Os minerais críticos e estratégicos são usados na fabricação de tecnologias como smartphones, carros elétricos e equipamentos militares.
O texto, que teve a relatoria do deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), cria o Fundo Garantidor da Atividade Mineral (Fgam), com aporte de R$ 2 bilhões da União para apoiar projetos do setor.
O projeto também prevê R$ 5 bilhões em créditos fiscais, distribuídos ao longo de cinco anos, para o beneficiamento e a transformação desses minerais no Brasil.
O fundo será financiado com recursos do Orçamento federal e também com os bônus de assinatura, valor pago à União pela empresa vencedora do leilão de uma área destinada à exploração desses minerais.
As empresas deverão contribuir com 0,5% da receita operacional bruta para o Fgam. Como alternativa, poderão destinar esse valor a um fundo privado voltado ao incentivo da pesquisa na área, conforme regulamentação futura.
O projeto ainda permite acesso a recursos do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (FNMC), por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para financiar operações de beneficiamento, transformação mineral e mineração urbana.
Depositphotos
Deputados aprovaram proposta para coibir comércio ilegal de ouro
Comércio de ouro
Para tentar diminuir o comércio ilegal de ouro, a Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que muda a forma de venda do metal, criando um sistema de rastreabilidade a cargo da Casa da Moeda do Brasil (CMB).
De autoria do Poder Executivo, o Projeto de Lei 3025/23 foi aprovado com texto do deputado Marx Beltrão (União-AL) e está em debate no Senado.
Se virar lei, não poderá mais haver transporte e comércio de ouro garimpado por cooperativa ou pessoa física, que hoje podem realizar uma primeira compra do ouro extraído.
A proposta acaba também com a possibilidade de uso exclusivo de nota fiscal em papel para comprovar possível legalidade do ouro transportado em todo o território nacional.
A venda deverá ocorrer apenas por meio de Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM), instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central. Algumas se especializaram no comércio de ouro.
Já o pagamento deverá ser feito em real, com crédito em conta de depósito ou em conta de pagamento.
Quanto ao sistema de rastreabilidade do ouro, deverá ocorrer uma marcação física no metal e registro de todas as transações ao longo das transações.
Multa no setor petrolífero
O Plenário da Câmara também aprovou o Projeto de Lei 399/25, do deputado Flávio Nogueira (PT-PI), que reajusta as multas aplicáveis pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e cria uma taxa de fiscalização a ser paga à agência pelo setor regulado em razão dos serviços prestados.
O texto foi relatado pelo deputado Alceu Moreira (MDB-RS) e aumentou as multas atuais da ANP, na faixa entre R$ 5 mil e R$ 5 milhões, em 4,7 vezes, passando-as para de R$ 23,5 mil a R$ 23,5 milhões, conforme a infração e sua gravidade.
Quem importar ou comercializar petróleo e derivados fraudados, por exemplo, poderá ser punido com multa de R$ 94 mil a R$ 23,5 milhões. Outro tipo de multa também é incluído, como a por descumprimento de metas de descarbonização.
Com a criação da Taxa de Fiscalização e Serviços (TFS-ANP), a agência terá uma contraprestação pelos serviços de regulação e fiscalização do setor de petróleo, gás e biocombustíveis, além da produção de hidrogênio e captura e estocagem geológica de gás carbônico.
Os valores dessas taxas variam bastante segundo o tipo de atividade e podem ser em periodicidade anual, única ou por solicitação. A vigência será a partir de 1º de janeiro de 2027.
O texto está em análise no Senado.
Dados fiscais
Outra proposta aprovada relacionada à ANP foi o Projeto de Lei Complementar (PLP) 109/25, que permite à agência acessar dados fiscais dos agentes regulados por ela, a fim de melhorar a fiscalização.
A proposta, de autoria do deputado Alceu Moreira (MDB-RS) e outros, foi relatada pelo deputado Neto Carletto (Avante-BA) e condiciona a concessão para exercício das atividades reguladas pela ANP à autorização de acesso a esse tipo de dados.
As empresas com outorgas de funcionamento já existentes deverão providenciar a autorização para manter a validade da outorga e continuar a atuar no setor. O prazo e a forma para isso serão definidos em regulamento.
De acordo com o texto, a ANP passará a ter acesso, de forma permanente, a dados e informações:
- das Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e) de operações comerciais;
- das Notas Fiscais ao Consumidor Eletrônicas (NFC-e); e
- dos Conhecimentos de Transporte Eletrônicos (CT-e).
A principal motivação do projeto é melhorar a fiscalização da obrigatoriedade de adicionar biocombustíveis (etanol e biodiesel) ao combustível de origem fóssil (gasolina e diesel) e combater casos de adulteração.
A proposta está em análise no Senado.
Números do semestre
No total, foram aprovados, pelo Plenário da Câmara no primeiro semestre deste ano, 118 projetos de lei, 9 projetos de lei complementar, 20 medidas provisórias, 12 projetos de decreto legislativo, 5 projetos de resolução e 4 proposta de emenda à Constituição.
Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Marcelo Oliveira
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