OPERAÇÃO RAGNATELA

Comissão de ética pede 45 dias para investigar vereador Paulo Henrique alvo da PF

Vereador foi investigado pela PF por suposto esquema de lavagem de dinheiro de fação criminosa

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Política

Foto: Reprodução Instagram

 Vereador Rodrigo Arruda e Sá (PSDB), o presidente da Comissão de Ética da Câmara de Cuiabá, disse que já recebeu o inquérito policial da operação Ragnatela de 5 mil páginas, que investiga o vereador Paulo Henrique (MDB), por suposto esquema de lavagem de dinheiro de fação criminosa por meio de shows e casas de festa de Cuiabá.

Na reunião realizada na última quinta-feira (01), o presidente da Comissão vereador Rodrigo Arruda informou que o documento foi recebida no último dia 19 de julho e os integrantes da comissão pediram um prazo de 45 dias para analisar as ponderações feitas pelas autoridades policiais.

Nós recebemos o inquérito no último dia 19 e no retorno das atividades parlamentares, tivemos uma reunião com todos os integrantes da comissão e pedimos um prazo de 45 dias para analisar o documento, que tem mais de 5 mil páginas, para então definir o que poderá ser feito”, declarou.

O vereador Paulo Henrique, foi alvo de busca apreensão com celular e carros apreendidos por suspeita de utilizar sua influência na Secretaria de Ordem Pública, onde é servidor de carreira, para certificar as licenças e alvarás para eventos promovidos pela fação.

A denúncia contra Paulo, foi apresentada pelos vereadores Maysa Leão (Republicanos), Sargento Joelson (PSB), Michelly Alencar (União), Demilson Nogueira(PP), Dr. Luiz Fernando (União), e Rogério Varanda (PSDB). O vereador foi indiciado pela Polícia Federal.

No entanto, o Ministério Público do Estado não ofereceu denúncia contra ele e outros alvos da operação.

Rodrigo ressalta que, mesmo ele não sendo denunciado pelo MP, caso a comissão encontre indícios que comprovem que ele quebrou o decoro parlamentar, ele será investigado e poderá ter o mandato cassado no legislativo municipal.

“Vamos analisar o documento, se encontrarmos provas de que ele quebrou o decoro parlamentar, a investigação poderá ser instaurada pela comissão”.

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CMO analisa crédito de R$ 24,9 milhões para AGU e segurança da Amazônia

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A Comissão Mista de Orçamento (CMO) analisa o Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) 10/2026, que abre crédito especial de R$ 24,9 milhões no Orçamento em favor da Advocacia-Geral da União (AGU), do Ministério da Justiça e Segurança Pública e do Ministério da Educação.

A maior parte dos recursos será destinada à AGU, que receberá cerca de R$ 14,9 milhões (60% do total) para viabilizar contribuição eventual à Corte Interamericana de Direitos Humanos. Os recursos serão usados em atividades de cooperação técnica, capacitação e difusão de jurisprudência em direitos humanos, além da manutenção da adimplência do Brasil junto à instituição.

O Ministério da Justiça receberá aproximadamente R$ 9,9 milhões (39,7%) para ações do Fundo Nacional de Segurança Pública. Entre as medidas previstas, está a execução do Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Plano Amas ), que busca combater crimes na Amazônia Legal e é financiado com recursos não reembolsáveis do Fundo Amazônia. Os recursos também devem ser destinados à construção de bases operacionais em Altamira (PA) e Araguatins (TO), além de ajustes em obras em andamento em Presidente Dutra (MA), Rorainópolis (RR) e Uiramutã (RR).

Já o Ministério da Educação contará com cerca de R$ 74 mil (0,3%) para a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, destinados ao pagamento de contribuição à Associação Grupo de Tordesilhas de Universidades, no âmbito das contribuições regulares a organismos internacionais de direito privado.

De acordo com a proposta, os recursos para abertura do crédito virão de excesso de arrecadação de doações nacionais, no valor de R$ 9,9 milhões, e de anulação de dotações orçamentárias, no montante de R$ 15 milhões. O PLN ainda precisa ser analisado pela CMO e, posteriormente, pelo Plenário do Congresso Nacional.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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