“Eleições 2022/2024”

Cogitações destacam nomes para pleito eleitoral de Cuiabá e VG em 2024

Resultado eleitoral de 2022 puxam as tendências das eleições municipais, porém a Justiça será decisiva

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Política

Foto: Assessoria/Divulgação

Dr. Lúdio Cabral, Abílio Júnio, Fábio Garcia, José Roberto Stopa, por Cuiabá, Jayme Campos, Kalil Baracat e Fabinho por Várzea Grande, assim segue o cenário da política, nem bem acabou uma eleição, porque ainda tem o segundo turno para decidir a presidência da República, entre Jair Bolsonaro e Lula da Silva, as cogitações para disputar os próximos pleitos municipais, já começam tomar conta das principais rodas de conversas.

Foto: Divulgação

Pela segunda eleição consecutiva, Dr. Lúdio Cabral é o deputado estadual mais bem votado em Cuiabá, fato que para muitas pessoas é o credenciamento na disputa municipal, ainda mais, se o candidato Luiz Inácio Lula da Silva retornar ao cargo de Presidente da República.

Foto: Divulgação

Abílio Júnior, uma das surpresas em votação para deputado federal, que devido questões jurídicas corre risco de vencer e não assumir o cargo, depois desta eleição, mostrou corpo eleitoral, sendo apontando também, como um dos nomes para o pleito.

Foto: Luiz Alves

José Roberto Stopa, o homem de confiança do atual prefeito, Emanuel Pinheiro, além de vice é secretário de obras, conhecido como um verdadeiro trator para trabalhar, porém, a densidade de votos obtido pela primeira-dama do município, Marcia Pinheiro na disputa pelo governo do estado, coloca o nome de Stopa em risco na eleição municipal, vai que de última hora, Emanuel muda os planos e opta pela mulher e não o “fiel escudeiro”.

Foto: Vicente Aquino/Secom-CBA

Segundo informações de fontes ligadas aos bastidores da política e de acordo com o “Aracuã do Pantanal”, devido os problemas de investigação pela Justiça, que podem surgir ainda mais, envolvendo o nome de Marcia Pinheiro, o grupo do prefeito já possui a tendência de apoiar José Roberto Stopa.

Foto: Roque de Sá/Agência Senado

No caso de Fábio Garcia, a Prefeitura de Cuiabá, assim como já foi declarado e publicado na imprensa, é um sonho pessoal do deputado federal eleito, mesmo afirmando que não tem pressa, a oportunidade poderá surgir nos próximos dois anos, ainda mais com apoio do governador reeleito, Mauro Mendes, potencializado caso confirme a reeleição do presidente, Jair Bolsonaro.

Foto: Assessoria

Em Várzea Grande, a disputa também ficaria acirrada, já que as cogitações apontam para o “grito de independência” do atual prefeito, Kalil Baracat, que segundo fontes ligadas aos corredores do “Paço Couto Magalhães”, é marcado para acontecer ainda neste ano de 2022. Uma “liberdade” necessária ao político, que deseja seguir seus próprios planos, em busca da reeleição.

Foto: Assessoria/Divulgação

Por outro lado, segundo informações do “Aracuã do Pantanal”, o senador Jayme Campos estaria com planos de retomar o comando da “Cidade Industrial”, e mais uma vez administrar aos seus moldes, mesmo com a idade avança, o senador afirma que ainda tem muita “lenha para queimar”, e muitos ainda apostam que Jayme é imbatível na terra de Couto Magalhães, porém, o risco de uma derreto dentro de “casa”, poderá deixar uma “nódoa de caju” no âmago da sua longa carreira política.  

Foto: SECOM CÂMARA

Já para o deputado estadual eleito, Fabinho, a ascensão do seu nome, com uma votação expressiva no município, além de mostrar força, alimentou as esperanças dos apoiadores, desde os mais afoitos aos técnicos, já que de fato, os números comprovaram que a população deseja mudança, assim, é considerado natural, as cogitações do seu nome para disputar a Prefeitura de Várzea Grande.

Seguindo na contramão dos discursos políticos, hoje está provado, com os resultados desta eleição de 2022, que um candidato de fato não se faz em ano de eleição, como se dizia antigamente, se não for preparado um nome com antecedência, mesmo que seja no modo discreto, o fracasso é certo, desta forma, para quem tem no mínimo intenção, a hora de colocar o sonho no papel já passando a porta, se deixar para depois, poderá ser tarde demais.

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Política

Retrospectiva: Câmara aprovou no primeiro semestre regras para definir valor da pensão alimentícia

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A Câmara dos Deputados aprovou no primeiro semestre novas regras para pensão alimentícia. De autoria da deputada Maria Arraes (PSB-PE), o Projeto de Lei 2121/25 foi aprovado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e seguiu para o Senado.

O projeto estabelece critérios para definir o valor da pensão alimentícia do filho com até 18 anos, tendo como alimentante o pai ou a mãe.

A proposta altera o Código Civil e diz que a fixação do valor deverá levar em conta a sobrecarga de quem tem a guarda de criança ou adolescente e o comprovado abandono afetivo pelo pai ou pela mãe pagador da pensão.

Criança com TDAH
Neste semestre, a Câmara dos Deputados aprovou ainda projeto de lei que institui a Política Nacional de Atenção às Pessoas Diagnosticadas com Transtornos do Neurodesenvolvimento, com foco em pessoas com dificuldades de aprendizagem.

O texto, dos deputados Alex Manente (Cidadania-SP), Amom Mandel (Republicanos-AM) e Any Ortiz (PP-RS), foi enviado ao Senado com a relatoria da deputada Andreia Siqueira (PSB-PA).

Segundo o Projeto de Lei 4225/23, pessoas com dislexia, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou outros transtornos de aprendizagem contarão com adaptações na realização de provas no ambiente escolar, em concursos públicos, processos seletivos e avaliações.

Esse público deverá ter acesso, por exemplo, a:

  • tempo adicional para as avaliações;
  • ambiente com menos estímulos para distraí-los;
  • oferta de pessoa para ler (ledor) o material;
  • recursos tecnológicos de apoio; e
  • flexibilização de formatos de prova, observadas as normas específicas de cada sistema de ensino ou de seleção.

As regras serão aplicáveis à educação básica, à educação profissional e tecnológica e à educação superior, bem como às políticas de qualificação profissional e de inserção no trabalho, sem prejuízo de outros direitos previstos em legislação específica.

Passaporte estudantil
Estudantes de baixa renda que realizem estudos ou pesquisas no exterior poderão contar com isenção de taxas para emissão de passaportes e outros documentos de viagem.

A Câmara aprovou a regra por meio do Projeto de Lei 861/19. O texto teve origem no Senado e retornou àquela Casa para nova votação, por ter sido modificado pelos deputados.

O texto foi relatado pela deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) e beneficia estudantes que pertençam a famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e que tenham renda familiar mensal de até três salários mínimos.

Pais de PCD
A Câmara dos Deputados aprovou a redução da jornada de trabalho, sem prejuízo salarial, para pais de pessoas com deficiência. O Projeto de Lei 2458/25, da deputada Laura Carneiro, foi aprovado em caráter conclusivo na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e será enviado ao Senado.

Segundo o texto, a norma valerá para trabalhadores contratados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A necessidade e o percentual da redução da jornada serão definidos por avaliação biopsicossocial, realizada pelo menos a cada dois anos. Conforme o resultado, o benefício poderá ser ampliado, mantido, reduzido ou suspenso.

Foto: Valquir Kiu Aureliano/Prefeitura de Curitiba

Comunidade terapêutica em Curitiba, Paraná

Acolhimento por drogas
Foi aprovado pela Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 1822/24, que permite o acolhimento voluntário de crianças e adolescentes usuários ou dependentes de drogas em comunidades terapêuticas. A proposta agora está em análise no Senado.

De autoria do deputado Pastor Sargento Isidório (Avante-BA), o texto teve a relatoria do deputado Dr. Fernando Máximo (PL-RO).

Segundo o texto, as comunidades terapêuticas acolhedoras poderão realizar esse acolhimento para tratamento por dependência química em conjunto com os pais ou responsáveis legais.

O acolhimento conjunto deverá ser feito em instituições credenciadas e não substitui nem dispensa a frequência da criança ou adolescente à escola básica obrigatória. A exceção é se houver ameaça comprovada à sua vida ou à sua integridade física por parte de organizações criminosas ou grupos de tráfico de drogas em decorrência de envolvimento anterior.

Nesse caso, sua salvaguarda será garantida com decisão judicial ou laudo médico que permita a restrição de circulação em vias públicas durante o programa de tratamento. O estudo continuaria no próprio estabelecimento terapêutico ou em modalidade de ensino compatível com a condição de segurança pretendida.

Essas instituições de acolhimento deverão assegurar a separação entre as crianças e adolescentes dos adultos, em especial no alojamento, dormitório, instalações sanitárias e espaços de tratamento.

Outra modalidade de tratamento é a internação assistida, que deverá ocorrer com o consentimento dos pais ou responsáveis legais e a concordância do adolescente entre 12 e 18 anos, conforme definição do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A diferença em relação à modalidade hoje existente, denominada voluntária, é que o novo tipo não dependerá de declaração escrita e seu término não está vinculado explicitamente a laudo médico ou pedido escrito da pessoa sob tratamento.

Sofrimento animal
A Câmara dos Deputados também aprovou o projeto de lei que proíbe a produção e a comercialização de produtos obtidos por meio de alimentação forçada de animais – como o foie gras. O texto aguarda sanção presidencial.

Foie gras é o nome dado ao fígado gordo de pato ou ganso, iguaria da culinária francesa obtida com a alimentação forçada desses animais.

Aprovado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara, o Projeto de Lei 90/20 é oriundo do Senado e prevê penas de detenção de três meses a um ano e multa pelo descumprimento da norma, além de outras sanções estabelecidas na Lei dos Crimes Ambientais.

A proibição abrangerá tanto os produtos in natura quanto os enlatados obtidos por meio do gavage, método de alimentação forçada com a introdução de um tubo na garganta da ave, o que leva à hipertrofia do fígado.

A comercialização dos produtos obtidos já é proibida em alguns países, como Argentina, Austrália e Índia. O texto foi relatado pelo deputado Fred Costa (PRD-MG).

Tarifa mínima de água
A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que proíbe a cobrança de tarifa mínima de consumo pelos serviços públicos de água e esgoto.

O Projeto de Lei 1845/25, do deputado Carlos Jordy (PL-RJ), altera a Lei do Saneamento Básico e agora está em análise no Senado. O texto foi relatado pelo deputado Kim Kataguiri (Missão-SP).

Segundo o projeto, somente uma das opções da Norma de Referência 13/25, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), vai bancar os custos recorrentes do serviço que não dependem do volume consumido: a tarifa fixa e básica sem franquia de consumo.

Atualmente, a norma de referência traça regras gerais que devem ser seguidas pelas agências reguladoras da prestação do serviço nos estados e permite o uso de uma parcela fixa calculada com base em uma franquia de consumo mínimo. Nessa situação, quer o usuário tenha ou não tenha consumido o volume definido, ele é cobrado em toda conta.

No entanto, o texto aprovado pelos deputados continua a remeter à norma de referência da ANA a definição dos parâmetros para calcular esse valor fixo.

A parcela variável conforme o volume consumido continua a fazer parte da composição total da tarifa final. Desde que haja disponibilidade regular do serviço ao usuário, a parcela fixa não dependerá da existência de consumo efetivo.

Seguro-defeso
Com a aprovação da Medida Provisória 1323/25, a Câmara dos Deputados fixou novas condições de cadastro e identificação para evitar fraudes no pagamento do seguro-defeso.

Convertida na Lei 15.399/26, a MP também autoriza a quitação das parcelas pendentes em 2026 se o beneficiário atender aos requisitos exigidos em lei.

Segundo o texto, para ter direito ao benefício de anos anteriores, o interessado deve tê-lo solicitado dentro dos prazos legais. O pagamento ocorrerá em até 60 dias depois da regularidade plena do pescador no programa.

Para 2026, o total do seguro-defeso previsto, exceto esses atrasados, é de R$ 7,9 bilhões.

Além disso, o texto prorroga, até 31 de dezembro de 2026, o prazo para os pescadores artesanais apresentarem o já exigido Relatório Anual de Exercício da Atividade Pesqueira (Reap) referente aos anos de 2021, 2022, 2023, 2024 e 2025.

Pescadores artesanais habilitados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e suas associações e cooperativas contarão com os mesmos encargos financeiros de custeio e investimento usados nos programas de reforma agrária, inclusive bônus ou redutores.

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Roberto Seabra



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