Política
Caminhada pacífica marca movimento pela eliminação da violência contra a mulher
Política
Foto: Luiz Marchetti / Assembleia Social
Uma caminhada pacífica para representar o trajeto necessário pelo fim da violência contra as mulheres. Assim foi a 6ª Caminhada pelo Fim da Violência Contra Mulheres e Meninas, na manhã do último domingo (10), realizada no Parque Mãe Bonifácia, em Cuiabá: um movimento laranja, no Dia Internacional dos Direitos Humanos, que fecha, no Brasil, a campanha “21 Dias de Ativismo”.
As camisetas alaranjadas deram o tom da mobilização, cor escolhida pela ONU para tal campanha. “A cor laranja simboliza algo positivo, uma vida de brilho, porque é o que a gente espera, um mundo ideal para a mulher viver”, contextualizou a líder do grupo Mulheres do Brasil – Núcleo Cuiabá, Keite Agnes. A instituição foi a organizadora do evento e a Assembleia Social, uma das instituições apoiadoras.
A caminhada teve o objetivo de convidar a todos para se envolverem na defesa das mulheres. “O objetivo da caminhada é uma união da sociedade, das instituições, dos homens, das mulheres, chamar todo mundo para debater esse tema e propor medidas que realmente sejam efetivas no combate à violência. […] Em nível nacional, a cada dois minutos, uma mulher sofre agressão; segundo o Anuário de Segurança Pública; a cada hora, nove mulheres são estupradas; e a cada seis horas, uma morre de feminicídio. Não dá para aceitar mais essa situação, mas a gente precisa dar um basta!”, explicou Keite.
A líder do Comitê de Combate à Violência contra a Mulher do Núcleo Cuiabá do grupo Mulheres do Brasil, Jozirlethe Criveletto, se baseia em toda sua experiência, enquanto foi delegada de Defesa das Mulheres de Cuiabá. “Infelizmente, a partir da pandemia para cá, nós tivemos altos índices. Nós tivemos 34 feminicídios só de janeiro até novembro, no estado de Mato Grosso. Dezembro agora, nós já tivemos mais dois feminicídios. […] Somos o 1º no ranking, em relação à nossa população. Nós não queremos esse tipo de estatística para a nossa realidade. Estamos aqui num ato simbólico, no sentido de caminharmos em direção ao fim da violência contra a mulher e mostrar aos nossos gestores, tanto de Cuiabá, quanto de Mato Grosso, que nós precisamos de políticas públicas que possam evidenciar mais e mais o respeito pela mulher, respeito pelo corpo da mulher”, declarou.
A presidente de honra da Assembleia Social, Sônia Meira Botelho, esteve atuante na organização do evento e se dispôs, em família, a caminhar pela causa. “Vamos mostrar a nossa força, vamos nos unir, porque, sozinhas, não chegamos a lugar nenhum, mas com a companheira do lado, te levantando a moral, te dando um incentivo, mostrando para você que existe outro caminho, vamos em frente. Então, mulherada, vamos nos unir, não deixe a companheira sozinha, não! […] Porque a união faz a força!”, incentivou a primeira-dama da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
O evento contou com lideranças políticas, como o presidente da ALMT, deputado Eduardo Botelho, e a vereadora por Cuiabá, Maísa Leão, além de manifestantes de todas as idades.
Assembleia Social
Telefone: (65) 3313-6994
Fonte: ALMT – MT
Política
ALMT retoma sessões com votação de reajuste de 6,8% para servidores do Judiciário
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) retoma nesta quarta-feira (7) as sessões plenárias após o período eleitoral e volta a analisar uma das matérias que ficaram pendentes antes das eleições: o veto integral ao projeto que prevê reajuste linear de 6,8% para os servidores efetivos do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
Desta vez, os deputados deverão se manifestar de forma aberta e nominal sobre o veto. A nova análise foi determinada pela Justiça depois que uma votação anterior, realizada de maneira sigilosa, foi anulada. O entendimento foi de que a regra que permitia o voto secreto para apreciação de vetos não poderia ser aplicada ao caso.
A proposta está relacionada ao Projeto de Lei nº 1.398/2025, encaminhado pelo Tribunal de Justiça à Assembleia em setembro do ano passado. O texto estabelece reajuste de 6,8% nas tabelas salariais dos servidores efetivos do Judiciário e também prevê mudanças no Sistema de Desenvolvimento de Carreiras e Remuneração. O projeto foi aprovado pelos deputados em novembro de 2025, mas acabou integralmente vetado pelo então governador Mauro Mendes.
Entre as justificativas apresentadas pelo Executivo para o veto estavam a ausência de estudos consolidados sobre o impacto financeiro da medida e a falta de indicação de uma fonte permanente de custeio. Na época, o Governo estimou que o reajuste poderia representar um impacto de aproximadamente R$ 1,6 bilhão por ano na folha estadual caso provocasse efeito semelhante em outras categorias.
A matéria já havia sido levada ao plenário em dezembro de 2025, quando o veto foi mantido por 12 votos a 10 em votação secreta. Posteriormente, a decisão foi questionada na Justiça e a análise acabou anulada, obrigando a Assembleia a realizar uma nova votação, desta vez de forma pública.
Uma nova tentativa de apreciação chegou a ser prevista para setembro, mas a sessão foi suspensa por falta de quórum. Na ocasião, apenas cinco deputados estavam presencialmente no plenário, enquanto outros parlamentares acompanhavam os trabalhos de forma remota, impedindo a votação da matéria.
Com o fim do calendário eleitoral e a retomada das atividades legislativas, o veto volta à pauta nesta quarta-feira. Caberá aos 24 deputados estaduais decidir se mantêm a decisão do Executivo ou se derrubam o veto e permitem o avanço do reajuste para os servidores do Judiciário.
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