impeachment
Câmara vota abertura para criação de comissão para cassar Emanuel
O requerimento partiu do vereador Felipe Correia,
Política
ATUALIZADA ÀS 12h07 – Câmara Municipal de Cuiabá vota, em sessão extraordinária, na manhã desta terça-feira (12), o pedido de abertura de uma Comissão Processante que pode resultar na cassação do mandato do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). Trata-se do 17º requerimento que os vereadores analisam contra o emedebista.
O requerimento partiu do vereador Felipe Correia, que não pode votar. O seu suplente Eleus Amorim assumiu para votar o pedido. A representação foi aprovada no Colégio de Líderes nesta segunda-feira (12), após Emanuel ser afastado do cargo pela 2ª vez, na semana passada. O gestor foi acusado de chefiar uma organização criminosa articulada para “sangrar” os cofres da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá.
O chefe do executivo cuiabano, chegou até a encaminhar um documento aos parlamentares pedindo que o requerimento não fosse apreciado nesta terça, no entanto, os parlamentares decidiram seguir com o procedimento.
Discussão
O presidente da Câmara, vereador Chico 2000 (PL) iniciou a votação abrindo para que 4 parlamentares usasse a tribuna para defender a aprovação da comissão e 3 contrários. O primeiro foi o vereador Dilemário Alencar (Podemos), que defendeu a abertura dizendo que o Ministério Público Estadual (MPE) apresentou provas irrefutáveis contra o gestor.
“Vamos ficar do lado do povo. Ninguém aguenta mais essa gestão do prefeito Emanuel. A Prefeitura de Cuiabá virou uma usina de escândalos, que está matando gente nas unidades de saúde. Não quero ficar com minhas mãos sujas”, disse.
Na sequência dos pronunciamentos, o vereador Eduardo Magalhães (Republicanos) lembrou que os investigados em escândalos da prefeitura utilizaram verba da Saúde para fazer aquisições luxuosas, como aviões, lanchas e mansões no Lago do Manso. “Quem errou, quem fez a má versão do dinheiro público, quem foi comprar avião, lancha e casa do Manso com dinheiro da Saúde, que se vire para resolver seus problemas. Cada um tem que responder pelo seu CPF”, apontou.
A qualquer momento, divulgaremos maiores informações.
Política
Senado terá centro cultural em Brasília
O Senado terá um espaço cultural em Brasília. Com 80 mil m², às margens do Lago Paranoá, o Senado Cultural será inaugurado no dia 9 de dezembro, com a exposição Senado em Movimento: 200 Anos de História. O endereço, que abrigou o antigo Clube dos Servidores Públicos, passa por obras de revitalização.
— Será um espaço aberto a toda comunidade. Além de exposições e galerias, pretendemos incluir playground, coworking, paisagismo e local para palestras. Este é um projeto grandioso e diferenciado de tudo que já existe em Brasília — disse a diretora-geral do Senado, Ilana Trombka.
Senado Cultural
O Senado Cultural vai oferecer exposições, restaurantes, auditório e espaços de convivência. Após a exposição inaugural, a galeria principal receberá exposição de longa duração com itens do acervo museológico do Senado. O centro cultural deve contar ainda com outros quatro espaços de exposição.
Uma das galerias deve ser dedicada a obras representativas de todos os estados. Uma segunda terá como enfoque a produção artística local, com exposições, oficinas e outras atividades educativas.
O projeto prevê ainda um espaço externo para abrigar a exposição de longa duração sobre o 8 de janeiro de 2023, quando o Palácio do Congresso Nacional foi invadido e teve suas instalações vandalizadas. Também haverá uma galeria dedicada à experiência imersiva do visitante.
O paisagismo será assinado pelo Escritório Burle Marx.
— É um projeto ambicioso, mas é um projeto que mostra a vocação de servir a comunidade de uma outra maneira. O Senado Federal sempre serve a comunidade e a sociedade por meio da sua atividade-fim. Agora, vai servir a comunidade e a sociedade também por meio de um centro cultural — afirmou Ilana.
História e identidade
O antigo Clube da Associação dos Servidores do Ministério da Educação e da Cultura foi inaugurado em 1976 e já foi referência em lazer e cultura de Brasília.
— Estamos preservando as fachadas, as varandas, o sistema construtivo, as esquadrias originais e os revestimentos em mármore. Também estamos mantendo o sistema viário interno e o castelo d’água, que tem uma forma bem marcante — explicou a arquiteta Vanessa Bhering, uma das responsáveis pelo acompanhamento das obras da Coordenação de Projetos e Obras de Infraestrutura.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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