DERRUBOU A TAXA
Câmara de Cuiabá, por unanimidade, derruba aumento de 212% na taxa de lixo
Mesmo antes da votação, alguns parlamentares já haviam manifestado contrariedades ao aumento.
Política
A Câmara de Cuiabá aprovou, por unanimidade, o projeto de decreto legislativo que susta os efeitos da decisão do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), que aumentou em mais de 200% os valores da taxa de lixo. Votação aconteceu, em regime de urgência, nesta segunda-feira (22), durante sessão extraordinária.
A prefeitura anunciou já havia anunciado que, a partir de fevereiro, nos bairros onde a coleta de lixo acontece até três vezes na semana, os valores saltariam de R$ 10,60 para R$ 33,10.
Nas regiões onde os coletores de resíduos sólidos passam de segunda a sábado, a taxa de R$ 21,20 passaria para R$ 66,20.
Perante a situação, o presidente do Parlamento, Chico 2000 (PL), apresentou o projeto para derrubar o aumento do imposto. Ele comentou que o prefeito não deveria ter adotado a medida sem ter anunciado aos vereadores que, segundo o presidente, foram pegos de surpresa.
Mesmo antes da votação, alguns parlamentares já haviam manifestado contrariedades ao aumento. Maysa Leão (Republicanos) destacou que Cuiabá não cumpre as prerrogativas do marco legal do saneamento e, mesmo cobrando o imposto, não há uma coleta adequada de resíduo.
“Não contente em colocar essa despesa no bolso do cidadão, o prefeito Emanuel Pinheiro, em desrespeito a toda população, coloca para todos verem que ele pensa que o Poder Legislativo é irrelevante e não tem o seu papel. No apagar das luzes de 2023 apresenta aumento da taxa já inadequada, já abusiva, não justifica esse aumento na calada da noite, é como se ele dissesse que a Câmara de Vereadores não existe e a população está distraída e acostumada a ser mal tratada”, comentou.
Dídimo Vovô (PSB), que é da base, disse que a proposta foi apresentada com valores inadequados e ressaltou que o aumento do prefeito demostra falta de respeito.
“Nós votamos R$ 10,60 e R$ 21,20, agora o prefeito quer brincar com essa Casa, brincar com a nossa cara e aumentar mais de 200%. É chamar a Câmara Municipal de bobo, de trouxa e nós não devemos submeter aquilo que o prefeito faz, não demonstra comprometimento com a população cuiabana”.
O líder do prefeito, Luís Cláudio (PP) se posicionou contra o aumento, mas tentou apaziguar alegando que a medida estava prevista em lei e que o Executivo municipal fechou o antigo lixão e procedeu à abertura de um novo local, mais adequado para armazenamento e reciclagem.
O vereador Dr Luiz Fernando (Republicanos) disse que a culpa desse aumento não é só do prefeito, mas sim dos 14 vereadores que votaram a favor do projeto que criou a taxa.
“Tem que ter moral, tem que ter caráter para falar verdade. Não tenho rabo preso com nada. Isso não deveria ter acontecido. Em 2021, foi tentando ser aprovado nessa Casa, tentou em 2022. Agora todo mundo quer jogar a culpa nele. Não é só culpa dele não, é culpa de quem votou a favor”.
A fala provocou reação do presidente, que alegou que a criação do imposto foi legal, baseada em uma legislação federal.
Política
Senado terá centro cultural em Brasília
O Senado terá um espaço cultural em Brasília. Com 80 mil m², às margens do Lago Paranoá, o Senado Cultural será inaugurado no dia 9 de dezembro, com a exposição Senado em Movimento: 200 Anos de História. O endereço, que abrigou o antigo Clube dos Servidores Públicos, passa por obras de revitalização.
— Será um espaço aberto a toda comunidade. Além de exposições e galerias, pretendemos incluir playground, coworking, paisagismo e local para palestras. Este é um projeto grandioso e diferenciado de tudo que já existe em Brasília — disse a diretora-geral do Senado, Ilana Trombka.
Senado Cultural
O Senado Cultural vai oferecer exposições, restaurantes, auditório e espaços de convivência. Após a exposição inaugural, a galeria principal receberá exposição de longa duração com itens do acervo museológico do Senado. O centro cultural deve contar ainda com outros quatro espaços de exposição.
Uma das galerias deve ser dedicada a obras representativas de todos os estados. Uma segunda terá como enfoque a produção artística local, com exposições, oficinas e outras atividades educativas.
O projeto prevê ainda um espaço externo para abrigar a exposição de longa duração sobre o 8 de janeiro de 2023, quando o Palácio do Congresso Nacional foi invadido e teve suas instalações vandalizadas. Também haverá uma galeria dedicada à experiência imersiva do visitante.
O paisagismo será assinado pelo Escritório Burle Marx.
— É um projeto ambicioso, mas é um projeto que mostra a vocação de servir a comunidade de uma outra maneira. O Senado Federal sempre serve a comunidade e a sociedade por meio da sua atividade-fim. Agora, vai servir a comunidade e a sociedade também por meio de um centro cultural — afirmou Ilana.
História e identidade
O antigo Clube da Associação dos Servidores do Ministério da Educação e da Cultura foi inaugurado em 1976 e já foi referência em lazer e cultura de Brasília.
— Estamos preservando as fachadas, as varandas, o sistema construtivo, as esquadrias originais e os revestimentos em mármore. Também estamos mantendo o sistema viário interno e o castelo d’água, que tem uma forma bem marcante — explicou a arquiteta Vanessa Bhering, uma das responsáveis pelo acompanhamento das obras da Coordenação de Projetos e Obras de Infraestrutura.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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