"Meio Ambiente"
Botelho repudia exclusão de Mato Grosso da Amazônia Legal
Iniciativa está prevista no PL 337/2022, apresentado pelo deputado federal Juarez Costa (MDB/MT), em tramitação na Câmara Federal
Política
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Eduardo Botelho (União) declarou que é contra a proposta de exclusão de Mato Grosso da Amazônia Legal, na terça-feira (24), durante conversa com a imprensa, na Assembleia Legislativa.
Para Botelho, é inaceitável o Projeto de Lei 337/2022, apresentado pelo deputado federal Juarez Costa (MDB/MT), que “altera a redação do inciso I do art. 3º da Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012, para excluir o Mato Grosso da Amazônia Legal”. Ao considerar como negativo o projeto, Botelho destacou a importância de Mato Grosso no cenário mundial.
“Eu vejo como algo muito ruim a retirada de Mato Groso da Amazônia Legal. Eu sou terminantemente contra essa decisão, é um patrimônio nosso, acho que é muito prejudicial para o povo, para o meio ambiente em todos os sentidos, essa retirada de Mato Grosso da Amazônia Legal”, afirmou Botelho, ao acrescentar que a discussão em ano eleitoral é boa para alertar a população sobre o posicionamento de cada parlamentar em relação à preservação do meio ambiente.
“Vejo que é um ganho para Mato Grosso a Amazônia Legal, pois somos um estado que tem o privilégio de participar de dois biomas mais importantes do mundo: o Pantanal e a Amazônia. Querer tirar Mato Grosso disso é como querer tirar o Pantanal de Mato Grosso. Isso é um absurdo. O total repúdio da minha parte sobre essa posição!”, declarou.
Na Câmara dos Deputados, esse projeto de lei será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia; e de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados.
Ontem (23), a Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Recursos Minerais da ALMT realizou a primeira reunião para discutir o texto desse projeto.
ESTADOS – Compõem a Amazônia Legal os estados do Acre, Pará, Amapá, Roraima, Rondônia, Mato Grosso, Maranhão, Goiás e Tocantins. Todos compartilham desafios econômicos, políticos e sociais.
Política
Senado terá centro cultural em Brasília
O Senado terá um espaço cultural em Brasília. Com 80 mil m², às margens do Lago Paranoá, o Senado Cultural será inaugurado no dia 9 de dezembro, com a exposição Senado em Movimento: 200 Anos de História. O endereço, que abrigou o antigo Clube dos Servidores Públicos, passa por obras de revitalização.
— Será um espaço aberto a toda comunidade. Além de exposições e galerias, pretendemos incluir playground, coworking, paisagismo e local para palestras. Este é um projeto grandioso e diferenciado de tudo que já existe em Brasília — disse a diretora-geral do Senado, Ilana Trombka.
Senado Cultural
O Senado Cultural vai oferecer exposições, restaurantes, auditório e espaços de convivência. Após a exposição inaugural, a galeria principal receberá exposição de longa duração com itens do acervo museológico do Senado. O centro cultural deve contar ainda com outros quatro espaços de exposição.
Uma das galerias deve ser dedicada a obras representativas de todos os estados. Uma segunda terá como enfoque a produção artística local, com exposições, oficinas e outras atividades educativas.
O projeto prevê ainda um espaço externo para abrigar a exposição de longa duração sobre o 8 de janeiro de 2023, quando o Palácio do Congresso Nacional foi invadido e teve suas instalações vandalizadas. Também haverá uma galeria dedicada à experiência imersiva do visitante.
O paisagismo será assinado pelo Escritório Burle Marx.
— É um projeto ambicioso, mas é um projeto que mostra a vocação de servir a comunidade de uma outra maneira. O Senado Federal sempre serve a comunidade e a sociedade por meio da sua atividade-fim. Agora, vai servir a comunidade e a sociedade também por meio de um centro cultural — afirmou Ilana.
História e identidade
O antigo Clube da Associação dos Servidores do Ministério da Educação e da Cultura foi inaugurado em 1976 e já foi referência em lazer e cultura de Brasília.
— Estamos preservando as fachadas, as varandas, o sistema construtivo, as esquadrias originais e os revestimentos em mármore. Também estamos mantendo o sistema viário interno e o castelo d’água, que tem uma forma bem marcante — explicou a arquiteta Vanessa Bhering, uma das responsáveis pelo acompanhamento das obras da Coordenação de Projetos e Obras de Infraestrutura.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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