DIREITO À PROPRIEDADE

Botelho intervém e 520 famílias vão receber escrituras no bairro Dante de Oliveira

Com acordo judicial concluído, agora começa o processo de regularização fundiária e de iluminação pública

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Política

As 520 famílias que moram no bairro Dante Martins de Oliveira, na região do grande Pedra 90, em Cuiabá, serão contempladas, neste ano, com escrituras dos lotes e iluminação pública (processo em andamento). Com o intermédio do presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), deputado Eduardo Botelho, os trabalhos seguem em ritmo acelerado para atender os moradores instalados no local há 15 anos.

Botelho foi recebido pela diretoria da Associação dos Moradores do Bairro Dante Martins de Oliveira nesta segunda-feira (27). Ele percorreu algumas ruas e garantiu celeridade na regularização fundiária e iluminação pública. Inclusive, os postes que serão instalados já foram entregues.

“Começamos a segunda-feira aqui com os moradores do bairro Dante de Oliveira, onde trabalhamos a regularização fundiária e vamos entregar as escrituras para todas as famílias. A Energisa atendeu nosso pedido e já entregou os postes para a eletrificação do bairro”, afirmou Botelho.

Benedita Corsina da Costa, que chegou ao bairro em 2018, está otimista com a solução judicial que permite ao Instituto de Terras de Mato Grosso – Intermat providências junto com a ALMT para emissão das escrituras.

“A gente está muito feliz com essa vitória que conquistamos. Sonho com a escritura do meu lote e também com a energia porque viver no escuro é ruim demais. Ainda bem que o trabalho do deputado Botelho é sem comparação, muito gratificante e nos ajuda”, disse dona Benedita.

Falta de infraestrutura

Botelho solicitou, por meio do Ofício 03/2024/DEB/ALMT, à Energisa a implantação da extensão da rede elétrica no bairro. Joacir Gomes da Silva Oliveira Leite, presidente da Associação Dante Martins de Oliveira, agradeceu o apoio aos moradores quanto à energia e à regularização.

Ele também aproveitou para mostrar ao deputado as erosões nas ruas causadas pelas chuvas. “Com os benefícios chegando vai ser melhor para todos nós. Energia elétrica, escritura, e esperamos que logo também venha a Águas Cuiabá. O apoio de Botelho traz alívio às nossas famílias”, relatou o líder da comunidade.

De acordo com o coordenador de Regularização Fundiária na ALMT, Euclides Santos, a área já está no cronograma de regularização fundiária com recursos alocados pela ALMT e pelo governo, por meio do Consórcio do Vale do Rio Cuiabá. “Intermediamos a questão judicial, por meio de acordo, todas as famílias já pagaram e acabou o impasse. Agora já entra na fase de regularização, que vai contemplar também os moradores do Sonho Meu, Voluntários da Pátria e Vistas da Chapada”, concluiu Euclides Santos.

Autor: Itimara Figueiredo (ALMT) Imagens: Vanderson Ferraz (ALMT)

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Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.

O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.

A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.

Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.

Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.

A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.

Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Critérios para concessão também foram questionados

Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.

Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.

Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.

Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.

A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.

Câmara poderá derrubar veto

Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.

O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.



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