CRÍTICA FUNDAMENTADA
Botelho critica postura do Congresso contra leis fracas: Não querem descentralizar
Tem que acabar com isso, o poder não tem que ficar em Brasília
Política
O presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), deputado Eduardo Botelho (União), continua criticando a ‘complacência’ do Congresso Nacional no tocante a legislação penal do país.
O parlamentar defende a ideia de delegar aos Estados a competência de legislar em matérias criminais. No entanto, considera difícil a proposta ser colocada em prática, pois o Congresso Nacional não quer perder a sua “autonomia”.
“O Congresso fica segurando, eles não querem descentralizar, não querem nada, querem centralizar o poder em Brasília. Tem que acabar com isso, o poder não tem que ficar em Brasília, tem que ser só as principais, mas a do dia a dia tem que ir para os Estados”, explicou.
A ideia também tem sido defendida também pelo governador Mauro Mendes (União), que chegou a ir até Brasília para tentar convencer o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), a dar agilidade na proposta apresentada pela senadora Margareth Buzetti (PSD).
Enquanto isso não acontece, Botelho argumenta que haja um mapeamento da situação no Estado, principalmente no que tange a violência contra mulher. Ele disse que o legislativo mato-grossense já aprovou diversas leis para tentar combater a violência, no entanto, nenhuma delas tem sido eficiente para controlar os índices.
“Todos os dias têm um crime desse [feminicídio] e nós estamos aqui lutando, corremos atrás e os crime estão continuando, então nós temos que ver onde que nós estamos errando, se temos que agir mais na juventude, prepará-los para que eles sejam mais associados com as mulheres, e acabe de vez com isso e, talvez, aumentar mais as punições para esses crimes contra as mulheres. Infelizmente, não estamos conseguindo acabar de vez com isso”, lamentou.
Política
Lei cria título de Cidade Amiga do Idoso para premiar iniciativas exemplares
Cidades que se destacarem em políticas e iniciativas para assegurar um tratamento digno e um envelhecimento ativo às pessoas idosas passarão a ter o título de Cidade Amiga do Idoso. O reconhecimento está previsto na Lei 15.476, publicada nesta sexta-feira (24) no Diário Oficial da União. As regras já estão em vigor.
A lei tem origem no PL 2.119/2019, do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS). O projeto foi aprovado pelo Senado, com mudanças, em 2023 e voltou à Câmara. Em junho, foi aprovado pelos deputados e seguiu para a sanção.
Para concorrer ao título, a cidade precisa demonstrar que tem programas ou políticas públicas que fomentem a inserção social, cultural e política dos idosos. Na análise, são consideradas as iniciativas do município que favoreçam um envelhecimento ativo da população e o acesso dos idosos a serviços de qualidade nas áreas de:
- transporte;
- moradia;
- participação social;
- respeito e inclusão social;
- participação cívica e emprego;
- prédios públicos e espaços abertos;
- comunicação e informação;
- apoio comunitário e serviços de saúde;
- segurança dos idosos.
Conselho
O responsável por conceder o título será um conselho com representantes dos governos federal, estaduais, distrital e municipais e das entidades representativas da população idosa. O título valerá por três anos, desde que sejam revalidados os compromissos assumidos. Se for comprovado o descumprimento, o título será cancelado.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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