CRÍTICA FUNDAMENTADA
Botelho critica postura do Congresso contra leis fracas: Não querem descentralizar
Tem que acabar com isso, o poder não tem que ficar em Brasília
Política
O presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), deputado Eduardo Botelho (União), continua criticando a ‘complacência’ do Congresso Nacional no tocante a legislação penal do país.
O parlamentar defende a ideia de delegar aos Estados a competência de legislar em matérias criminais. No entanto, considera difícil a proposta ser colocada em prática, pois o Congresso Nacional não quer perder a sua “autonomia”.
“O Congresso fica segurando, eles não querem descentralizar, não querem nada, querem centralizar o poder em Brasília. Tem que acabar com isso, o poder não tem que ficar em Brasília, tem que ser só as principais, mas a do dia a dia tem que ir para os Estados”, explicou.
A ideia também tem sido defendida também pelo governador Mauro Mendes (União), que chegou a ir até Brasília para tentar convencer o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), a dar agilidade na proposta apresentada pela senadora Margareth Buzetti (PSD).
Enquanto isso não acontece, Botelho argumenta que haja um mapeamento da situação no Estado, principalmente no que tange a violência contra mulher. Ele disse que o legislativo mato-grossense já aprovou diversas leis para tentar combater a violência, no entanto, nenhuma delas tem sido eficiente para controlar os índices.
“Todos os dias têm um crime desse [feminicídio] e nós estamos aqui lutando, corremos atrás e os crime estão continuando, então nós temos que ver onde que nós estamos errando, se temos que agir mais na juventude, prepará-los para que eles sejam mais associados com as mulheres, e acabe de vez com isso e, talvez, aumentar mais as punições para esses crimes contra as mulheres. Infelizmente, não estamos conseguindo acabar de vez com isso”, lamentou.
Política
Senado terá centro cultural em Brasília
O Senado terá um espaço cultural em Brasília. Com 80 mil m², às margens do Lago Paranoá, o Senado Cultural será inaugurado no dia 9 de dezembro, com a exposição Senado em Movimento: 200 Anos de História. O endereço, que abrigou o antigo Clube dos Servidores Públicos, passa por obras de revitalização.
— Será um espaço aberto a toda comunidade. Além de exposições e galerias, pretendemos incluir playground, coworking, paisagismo e local para palestras. Este é um projeto grandioso e diferenciado de tudo que já existe em Brasília — disse a diretora-geral do Senado, Ilana Trombka.
Senado Cultural
O Senado Cultural vai oferecer exposições, restaurantes, auditório e espaços de convivência. Após a exposição inaugural, a galeria principal receberá exposição de longa duração com itens do acervo museológico do Senado. O centro cultural deve contar ainda com outros quatro espaços de exposição.
Uma das galerias deve ser dedicada a obras representativas de todos os estados. Uma segunda terá como enfoque a produção artística local, com exposições, oficinas e outras atividades educativas.
O projeto prevê ainda um espaço externo para abrigar a exposição de longa duração sobre o 8 de janeiro de 2023, quando o Palácio do Congresso Nacional foi invadido e teve suas instalações vandalizadas. Também haverá uma galeria dedicada à experiência imersiva do visitante.
O paisagismo será assinado pelo Escritório Burle Marx.
— É um projeto ambicioso, mas é um projeto que mostra a vocação de servir a comunidade de uma outra maneira. O Senado Federal sempre serve a comunidade e a sociedade por meio da sua atividade-fim. Agora, vai servir a comunidade e a sociedade também por meio de um centro cultural — afirmou Ilana.
História e identidade
O antigo Clube da Associação dos Servidores do Ministério da Educação e da Cultura foi inaugurado em 1976 e já foi referência em lazer e cultura de Brasília.
— Estamos preservando as fachadas, as varandas, o sistema construtivo, as esquadrias originais e os revestimentos em mármore. Também estamos mantendo o sistema viário interno e o castelo d’água, que tem uma forma bem marcante — explicou a arquiteta Vanessa Bhering, uma das responsáveis pelo acompanhamento das obras da Coordenação de Projetos e Obras de Infraestrutura.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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