"Até dia 11 de novembro"
Beneficiários do Cadastro Único sem atualização devem procurar o CRAS de sua região
O CadÚnico é o sistema de dados usado pelo Governo Federal para fazer a inclusão ou exclusão de pessoas em programas sociais de auxílio financeiro.
Política
Visando assegurar o direito das pessoas, em situação de risco social, aos auxílios financeiros repassados pelo Governos Federal (Auxílio Brasil) e Estadual (SER Família) e cumprindo determinação do prefeito Kalil Baracat, a Secretaria de Assistência Social preparou um esquema de atendimento até a data de 11 de novembro, nova data definida pelo Governo Federal para o recadastramento dos atuais beneficiários ou cadastramento de novos beneficiários que devem cumprir os requisitos da lei.
A notícia de que teriam o Cadastro Único ou CadÚnico, excluído, caso não fizessem até esta sexta-feira (14), a atualização no sistema, fez com que muitas famílias procurassem a sede da Secretaria de Assistência.
“O prefeito Kalil Baracat, nos recomendou atenção redobrada no atendimento das pessoas para garantir que o direito, dessas pessoas, esteja assegurado”, frisou a secretária Ana Cristina Vieira.
Um desses exemplos foi da dona de casa Patrícia Cristina de Almeida, moradora do bairro Nova Esperança que, mesmo tendo atualizado o seu cadastro no ano passado, resolveu buscar informações sobre essa questão. “Eu fiquei confusa com a notícia, daí resolvi vir à sede da secretaria para certificar os meus dados cadastrais. Essa ajuda financeira fortalece o nosso poder de compra de alimentos no final de mês, daí a necessidade desse recebimento”, comentou.
Já Gonçalina de Miranda, moradora do bairro Jardim Panorama, deixou de receber por dois anos o benefício, mas realizou o cadastramento e voltou no ano passado a receber o auxílio financeiro. “No ano passado não atualizei o cadastro e agora resolvi revisar meus dados para não perder esse benefício, importante para a manutenção da minha família”.
De acordo com a coordenadora do CadÚnico, Aliny Almeida, em Várzea Grande, 71 mil famílias estão inseridas no Cadastro Único e destas 51 mil estão com atualização dos dados cadastrais em dia.
“Essas 21 mil famílias precisam estar atentas e evitar que tenham seus benefícios suspensos”, disse Ana Cristina, lembrando ainda que a tendência é ampliar para novos inscritos, pois foram criados benefícios como o Auxílio Caminhoneiro.
Ela destacou ainda que a Secretaria de Assistência Social realiza sempre uma busca ativa das famílias que estão há mais de dois anos sem fazer a atualização para que possam atualizar os dados e as informações que se fizerem necessárias. “Muitos deixam de comunicar a mudança de endereço e telefone o que inviabiliza a busca ativa, e só procuram as unidades sociais quando ocorre a suspensão ou bloqueio do benefício, por isso a importância de estarem com os dados cadastrais devidamente atualizados”.
Devido aos impactos da pandemia da Covid-19, o Ministério da Cidadania escalonou o processo de revisão cadastral. Neste ano, apenas as famílias com cadastros que foram atualizados pela última vez em 2016 ou 2017 foram convocados para atualizar os dados no Cadastro Único. As famílias que atualizaram os dados no ano de 2018 ou 2019 serão convocados nos próximos anos.
Como explica a secretária de Assistência Social, Ana Cristina Vieira, o Cadastro Único ou CadÚnico é o sistema de dados usado pelo governo federal para fazer a inclusão ou exclusão de pessoas em programas sociais de auxílio financeiro. “Um dos critérios para o recebimento de benefício, como o auxílio Brasil, é justamente estar devidamente cadastrado. As famílias devem estar atentas a atualização do sistema, que deve ser feita a cada dois anos. Se houver alguma mudança de endereço, telefone ou situação social as famílias devem procurar uma unidade do Centro de Referência em Assistência Social de seu bairro para fazer a atualização cadastral”.
Quanto ao risco de perder o benefício, reforça a secretária, é apenas para as pessoas que estão desde 2016 sem fazer a atualização das informações cadastrais. “O Ministério da Cidadania havia definido esta sexta-feira como o prazo final para a atualização cadastral dessas pessoas que estão desde este período em falta com as informações cadastrais, porém na noite de ontem prorrogou novamente o prazo para a revisão de dados das famílias inscritas no CadÚnico e que se encontram nesta situação”.
A gestora lembrou ainda que as famílias que realizam anualmente a revisão dos dados cadastrais, não necessitam se deslocar aos CRAS para fazer a atualização. “Somente quem estiver há mais de cinco anos sem atualizar o cadastro deve procurar uma unidade do CRAS ou a sede da secretaria para resolver essa pendência”.
Política
Retrospectiva: Câmara aprovou no primeiro semestre regras para definir valor da pensão alimentícia
A Câmara dos Deputados aprovou no primeiro semestre novas regras para pensão alimentícia. De autoria da deputada Maria Arraes (PSB-PE), o Projeto de Lei 2121/25 foi aprovado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e seguiu para o Senado.
O projeto estabelece critérios para definir o valor da pensão alimentícia do filho com até 18 anos, tendo como alimentante o pai ou a mãe.
A proposta altera o Código Civil e diz que a fixação do valor deverá levar em conta a sobrecarga de quem tem a guarda de criança ou adolescente e o comprovado abandono afetivo pelo pai ou pela mãe pagador da pensão.
Criança com TDAH
Neste semestre, a Câmara dos Deputados aprovou ainda projeto de lei que institui a Política Nacional de Atenção às Pessoas Diagnosticadas com Transtornos do Neurodesenvolvimento, com foco em pessoas com dificuldades de aprendizagem.
O texto, dos deputados Alex Manente (Cidadania-SP), Amom Mandel (Republicanos-AM) e Any Ortiz (PP-RS), foi enviado ao Senado com a relatoria da deputada Andreia Siqueira (PSB-PA).
Segundo o Projeto de Lei 4225/23, pessoas com dislexia, Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou outros transtornos de aprendizagem contarão com adaptações na realização de provas no ambiente escolar, em concursos públicos, processos seletivos e avaliações.
Esse público deverá ter acesso, por exemplo, a:
- tempo adicional para as avaliações;
- ambiente com menos estímulos para distraí-los;
- oferta de pessoa para ler (ledor) o material;
- recursos tecnológicos de apoio; e
- flexibilização de formatos de prova, observadas as normas específicas de cada sistema de ensino ou de seleção.
As regras serão aplicáveis à educação básica, à educação profissional e tecnológica e à educação superior, bem como às políticas de qualificação profissional e de inserção no trabalho, sem prejuízo de outros direitos previstos em legislação específica.
Passaporte estudantil
Estudantes de baixa renda que realizem estudos ou pesquisas no exterior poderão contar com isenção de taxas para emissão de passaportes e outros documentos de viagem.
A Câmara aprovou a regra por meio do Projeto de Lei 861/19. O texto teve origem no Senado e retornou àquela Casa para nova votação, por ter sido modificado pelos deputados.
O texto foi relatado pela deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) e beneficia estudantes que pertençam a famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e que tenham renda familiar mensal de até três salários mínimos.
Pais de PCD
A Câmara dos Deputados aprovou a redução da jornada de trabalho, sem prejuízo salarial, para pais de pessoas com deficiência. O Projeto de Lei 2458/25, da deputada Laura Carneiro, foi aprovado em caráter conclusivo na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e será enviado ao Senado.
Segundo o texto, a norma valerá para trabalhadores contratados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A necessidade e o percentual da redução da jornada serão definidos por avaliação biopsicossocial, realizada pelo menos a cada dois anos. Conforme o resultado, o benefício poderá ser ampliado, mantido, reduzido ou suspenso.
Foto: Valquir Kiu Aureliano/Prefeitura de Curitiba
Comunidade terapêutica em Curitiba, Paraná
Acolhimento por drogas
Foi aprovado pela Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 1822/24, que permite o acolhimento voluntário de crianças e adolescentes usuários ou dependentes de drogas em comunidades terapêuticas. A proposta agora está em análise no Senado.
De autoria do deputado Pastor Sargento Isidório (Avante-BA), o texto teve a relatoria do deputado Dr. Fernando Máximo (PL-RO).
Segundo o texto, as comunidades terapêuticas acolhedoras poderão realizar esse acolhimento para tratamento por dependência química em conjunto com os pais ou responsáveis legais.
O acolhimento conjunto deverá ser feito em instituições credenciadas e não substitui nem dispensa a frequência da criança ou adolescente à escola básica obrigatória. A exceção é se houver ameaça comprovada à sua vida ou à sua integridade física por parte de organizações criminosas ou grupos de tráfico de drogas em decorrência de envolvimento anterior.
Nesse caso, sua salvaguarda será garantida com decisão judicial ou laudo médico que permita a restrição de circulação em vias públicas durante o programa de tratamento. O estudo continuaria no próprio estabelecimento terapêutico ou em modalidade de ensino compatível com a condição de segurança pretendida.
Essas instituições de acolhimento deverão assegurar a separação entre as crianças e adolescentes dos adultos, em especial no alojamento, dormitório, instalações sanitárias e espaços de tratamento.
Outra modalidade de tratamento é a internação assistida, que deverá ocorrer com o consentimento dos pais ou responsáveis legais e a concordância do adolescente entre 12 e 18 anos, conforme definição do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A diferença em relação à modalidade hoje existente, denominada voluntária, é que o novo tipo não dependerá de declaração escrita e seu término não está vinculado explicitamente a laudo médico ou pedido escrito da pessoa sob tratamento.
Sofrimento animal
A Câmara dos Deputados também aprovou o projeto de lei que proíbe a produção e a comercialização de produtos obtidos por meio de alimentação forçada de animais – como o foie gras. O texto aguarda sanção presidencial.
Foie gras é o nome dado ao fígado gordo de pato ou ganso, iguaria da culinária francesa obtida com a alimentação forçada desses animais.
Aprovado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara, o Projeto de Lei 90/20 é oriundo do Senado e prevê penas de detenção de três meses a um ano e multa pelo descumprimento da norma, além de outras sanções estabelecidas na Lei dos Crimes Ambientais.
A proibição abrangerá tanto os produtos in natura quanto os enlatados obtidos por meio do gavage, método de alimentação forçada com a introdução de um tubo na garganta da ave, o que leva à hipertrofia do fígado.
A comercialização dos produtos obtidos já é proibida em alguns países, como Argentina, Austrália e Índia. O texto foi relatado pelo deputado Fred Costa (PRD-MG).
Tarifa mínima de água
A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que proíbe a cobrança de tarifa mínima de consumo pelos serviços públicos de água e esgoto.
O Projeto de Lei 1845/25, do deputado Carlos Jordy (PL-RJ), altera a Lei do Saneamento Básico e agora está em análise no Senado. O texto foi relatado pelo deputado Kim Kataguiri (Missão-SP).
Segundo o projeto, somente uma das opções da Norma de Referência 13/25, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), vai bancar os custos recorrentes do serviço que não dependem do volume consumido: a tarifa fixa e básica sem franquia de consumo.
Atualmente, a norma de referência traça regras gerais que devem ser seguidas pelas agências reguladoras da prestação do serviço nos estados e permite o uso de uma parcela fixa calculada com base em uma franquia de consumo mínimo. Nessa situação, quer o usuário tenha ou não tenha consumido o volume definido, ele é cobrado em toda conta.
No entanto, o texto aprovado pelos deputados continua a remeter à norma de referência da ANA a definição dos parâmetros para calcular esse valor fixo.
A parcela variável conforme o volume consumido continua a fazer parte da composição total da tarifa final. Desde que haja disponibilidade regular do serviço ao usuário, a parcela fixa não dependerá da existência de consumo efetivo.
Seguro-defeso
Com a aprovação da Medida Provisória 1323/25, a Câmara dos Deputados fixou novas condições de cadastro e identificação para evitar fraudes no pagamento do seguro-defeso.
Convertida na Lei 15.399/26, a MP também autoriza a quitação das parcelas pendentes em 2026 se o beneficiário atender aos requisitos exigidos em lei.
Segundo o texto, para ter direito ao benefício de anos anteriores, o interessado deve tê-lo solicitado dentro dos prazos legais. O pagamento ocorrerá em até 60 dias depois da regularidade plena do pescador no programa.
Para 2026, o total do seguro-defeso previsto, exceto esses atrasados, é de R$ 7,9 bilhões.
Além disso, o texto prorroga, até 31 de dezembro de 2026, o prazo para os pescadores artesanais apresentarem o já exigido Relatório Anual de Exercício da Atividade Pesqueira (Reap) referente aos anos de 2021, 2022, 2023, 2024 e 2025.
Pescadores artesanais habilitados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e suas associações e cooperativas contarão com os mesmos encargos financeiros de custeio e investimento usados nos programas de reforma agrária, inclusive bônus ou redutores.
Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Roberto Seabra
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