Cofre em segredo

Barão de Melgaço na “escuridão da corrupção” por falta de transparência da Prefeitura

Durante a semana passada, uma manifestação na Câmara Municipal de Vereadores chamou atenção de toda população, porque um projeto de lei, solicitando a transparência da utilização dos recursos destinados para prevenção, combate e vacinação contra a Covid-19.

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Política

Da Redação.

Assim, as denúncias apontam como vive a cidade de Barão de Melgaço, município localizado a cerca de 100km da capital, que vem passando por diversos problemas, que se agravaram com a gestão atual, um deles é falta de transparência com a utilização de recursos público.

Durante a semana passada, uma manifestação na Câmara Municipal de Vereadores chamou atenção de toda população, porque um projeto de lei, solicitando a transparência da utilização dos recursos destinados para prevenção, combate e vacinação contra a Covid-19.

Foto: Rafaella Zanol/Secid-MT

De acordo com informações de bastidores, na primeira votação que ocorreu dias atrás, o projeto de transparência sobre os recursos do Governo Federal, destinado para combater a pandemia, foi aprovado por unanimidade, e encaminhado para o poder executivo municipal, quando a prefeita, Margareth Gonçalves (PSDB) vetou o projeto de lei, tirando da população, o direito de saber, como o recurso dos seus impostos estão sendo aplicados.

Foto: Arquivo pessoal

O direito do veto de projeto de lei, é uma prerrogativa do chefe do poder executivo municipal, Prefeito (a), sendo assim, é considerado legal, porém pode ser visto, reconhecido e interpretado como imoral, já que um dos deveres do agente público é dar satisfação do dinheiro oriundos dos impostos, pagos pelo povo.

O grande mistério se criou nesta semana, quando cinco dos nove vereadores de Barão de Melgaço, aprovaram o veto realizado pela prefeita, inviabilizando assim, a transparência dos recursos públicos federal no combate a Covid-19.

Segundo informações de bastidores, “forças ocultas” envolvendo secretarias, cargos, benefícios secretos, influenciaram na mudança de opinião desses vereadores, que deixaram de defender os interesses do povo, para atender o comando da Prefeitura.

Foto: Divulgação/Facebook

“Quem não deve não teme, pode até ser legal, porém é imoral”.

Além da questão do dinheiro público, que não se sabe onde, quando e como está sendo gastado, a gestão da prefeita Margareth está sendo denunciada, por suposto favorecimento de vacinação, para pessoas ligadas ao circulo de amizade, ou ligação parental.

Foto: Arquivo Pessoal

Vereadores que votaram a favor do veto da prefeita:

Pedro Barqueiro

Wanderson Pelado

Adalto Pescador

Adelson Professor

Ednaldo

Vereadores que votaram a favor da transparência:

Denas

Marcio Kito

Geto

Dudu Amorim

Um grupo de moradores, juntamente com os vereadores que votaram a favor da transparência, informaram que estão buscando via justiça, através de denúncia no Ministério Público Estadual e Federal, que venham tomar as devidas providências, já que a maioria dos vereadores se mostrou conivente, omissa e submissa ao poder do executivo municipal.

 

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Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.

O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.

A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.

Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.

Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.

A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.

Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Critérios para concessão também foram questionados

Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.

Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.

Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.

Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.

A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.

Câmara poderá derrubar veto

Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.

O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.



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