POSSE PARLAMENTAR NA ALMT

Autoridades destacam confiança no Legislativo e importância da harmonia entre os Poderes

Os 24 deputados estaduais eleitos para a 20ª Legislatura foram empossados na manhã desta quarta-feira (01)

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Política

Fotos: Secretaria de Imprensa da ALMT

Autoridades e representantes de instituições legalmente constituídas destacaram a importância dos trabalhos desenvolvidos pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso e da manutenção da harmonia entre os poderes, durante cerimônia de posse dos 24 deputados estaduais eleitos para a 20ª Legislatura (2023-2027), realizada na manhã desta quarta-feira (01), no Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros.

O governador Mauro Mendes parabenizou os deputados eleitos e ressaltou a necessidade de cumprimento dos compromissos firmados com os cidadãos, bem como a relevância da parceria entre os Poderes para a entrega de resultados que beneficiarão a população.

“Quero parabenizar a todos os 24 deputados que tomam posse hoje e desejar que façam um exitoso e profícuo mandato ao longo dos próximos quatro anos, um trabalho que tem que ser feito em parceria com o Executivo e com os demais poderes, para que nós possamos somar as nossas competências e responsabilidades e entregar ao longo desses próximos quatro anos um estado melhor e uma vida melhor para os mato-grossenses”, declarou, ao chegar na solenidade.

Vice-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), a desembargadora Maria Erotides Kneip frisou a responsabilidade dos representantes eleitos, bem como das instituições perante a sociedade.

“O povo mato-grossense espera de nós, que representamos as instituições, muita responsabilidade e altíssimo nível de consciência social. Precisamos dar respostas e colocar o interesse público acima de quaisquer diferenças ideológicas e partidárias. Eu penso que o povo espera de nós que sejamos parceiros, que tenhamos independência, mas que tenhamos extremo cuidado e responsabilidade um com o outro”, acrescentou.

O presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), conselheiro José Carlos Novelli, salientou a função constitucional do órgão de auxiliar a Assembleia Legislativa e afirmou que pretende fortalecer a parceria para expandir a atuação nos municípios mato-grossenses.

“Nós fazemos esse trabalho de forma muito integrada e produtiva e temos a expectativa de avançar além da questão de auxílio técnico. O Tribunal de Contas quer fazer um grande termo de parceria com a Assembleia, no sentido de trabalharmos o desenvolvimento dos municípios. Aos novos deputados e aos que foram reeleitos, desejo sucesso absoluto e que eles possam realmente desenvolver o seu papel constitucional frente ao estado de Mato Grosso e também possam criar importantes leis em benefício da nossa sociedade”, disse.

A relevância dos trabalhos realizados pelo Legislativo Estadual em benefício da população também foi sublinhada pela defensora-geral de Mato Grosso, Luziane Castro.

“Temos acompanhado ao longo dos últimos anos que o Legislativo vem desempenhando um excelente papel de auxiliar na construção de melhorias e de trazer soluções para o desenvolvimento do estado e a nossa expectativa é que isso continue. Mato Grosso continua crescendo e precisa desenvolver políticas para atender a população que mais precisa e tenho certeza que o Legislativo vai atuar firmemente nisso”, analisou.

Eleito para mais um mandato à frente da presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, o deputado Eduardo Botelho (União) assegurou que a instituição continuará atuando com o objetivo de contribuir com o desenvolvimento do estado e a melhoria dos serviços oferecidos à população.

“Na legislatura passada houve um entendimento que todos nós precisávamos nos unir em torno da recuperação fiscal do estado e a Assembleia Legislativa foi a grande parceira nessa mudança, criando leis e promovendo debates aqui durante esses quatro anos. Agora nós precisamos criar as transformações. Eu acredito que a Assembleia vai se concentrar nisso e propor políticas públicas para criar uma nova matriz econômica e diminuir as desigualdades. Eu acredito e vou defender que esse seja o viés de trabalho da Assembleia”

Além de Eduardo Botelho, foram empossados durante a cerimônia os deputados estaduais Janaina Riva (MDB), Max Russi (PSB) Ondanir Bortolini – Nininho (PSD), Lúdio Cabral (PT), Gilberto Cattani (PL), Dilmar Dal Bosco (União), Sebastião Machado Rezende (União), Júlio Campos (União), Thiago Silva (MDB), Faissal Calil (Cidadania), Fábio José Tardin – Fabinho (PSB), Valdir Barranco (PT), Carlos Avalone (PSDB), Alberto Machado – Beto Dois a Um (PSB), Claudio Ferreira (PTB), Diego Guimarães (Republicanos), José Eugênio de Paiva – Dr. Eugênio (PSB), Valmir Moretto (Republicanos), João José de Matos – Dr. João (MDB), Paulo Araújo (PP), Wilson Santos (PSD), Elizeu Nascimento (PL) e Lídio Barbosa – Juca do Guaraná Filho (MDB).


Fonte: Secretaria de Comunicação Social

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Política

Na CDH, especialistas propõem medidas para prevenir automutilação e suicídio

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Os desafios das políticas públicas para a prevenção da automutilação e do suicídio foram o tema da audiência desta quinta-feira (10) na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado. A reunião teve como eixo central o Setembro Amarelo, campanha voltada para essa questão. Especialistas e representantes do governo federal, da sociedade civil e de ONGs discutiram os cuidados necessários com crianças e adolescentes em casa e no ambiente escolar; os impactos do ambiente de trabalho na saúde mental; e os canais disponíveis para pedir ajuda em situações de emergência.

A audiência pública foi requerida pela senadora e presidente da comissão, Damares Alves (Republicanos-DF). Segundo ela, objetivo era ampliar o debate público, reduzir o estigma em torno da questão e estimular a busca por ajuda diante de situações de sofrimento psíquico.

A campanha Setembro Amarelo tornou-se oficial com a sanção da Lei 15.199, em setembro de 2025. A norma também estabeleceu 17 de setembro como o Dia Nacional de Prevenção da Automutilação, e 10 de setembro como o Dia Nacional de Prevenção do Suicídio.

Números

Na abertura da audiência, a senadora apresentou dados sobre a dimensão do problema no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 720 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano. Para cada morte, estima-se que ocorram mais de 20 tentativas. Entre pessoas de 15 a 29 anos, o suicídio já é a terceira principal causa de morte.

Damares ressaltou que, no Brasil, o Ministério da Saúde contabilizou 15.507 mortes por suicídio em 2021, das quais 77,8% entre homens. Naquele ano, o suicídio foi a terceira principal causa de morte entre adolescentes de 15 a 19 anos e a quarta entre jovens de 20 a 29 anos. O mesmo levantamento identificou 114.159 notificações de violência autoprovocada, das quais 70% envolveram pessoas do sexo feminino.

— Esses dados revelam distintos grupos que apresentam diferentes padrões de vulnerabilidade. Por isso, as políticas de prevenção não podem ser uniformes — ponderou a parlamentar.

A senadora afirmou que a saúde mental de crianças e adolescentes merece atenção especial. Segundo a OMS, em publicação atualizada em 2025, um em cada sete adolescentes entre 10 e 19 anos vive com algum transtorno mental. Depressão, ansiedade e transtornos comportamentais estão entre as principais causas de adoecimento e incapacidade nessa etapa da vida.

Bullying

Para Erasto Fortes, coordenador-geral de Políticas Educacionais em Direitos Humanos do Ministério da Educação, a questão deve ser enfrentada numa abordagem intersetorial, e não só no campo da saúde. Como crianças e adolescentes passam parte significativa das suas vidas na escola, explicou, falar em prevenção no campo educacional exige a construção de ambientes educativos “seguros, acolhedores, inclusivos e democráticos”.

— O bullying, a discriminação, o racismo, a violência de gênero, a intolerância, a exclusão social, a humilhação e outras formas de violação não podem ser naturalizadas como episódios menores na vida escolar — argumentou.

Lívia dos Santos Ferreira, auditora fiscal do trabalho e representante do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), descreveu fatores de risco de suicídio direta ou indiretamente relacionados ao ambiente de trabalho, como estressores financeiros, dificuldades econômicas e instabilidade financeira dos trabalhadores. Ela também relacionou situações que impactam especificamente as mulheres.

— Falta de clareza e de equidade das oportunidades de promoção do trabalho, diferenças de salários pagos entre homens e mulheres, sobrecarga de jornada de trabalho que se soma ao trabalho de cuidado da casa e dos filhos, são situações que a gente percebe no dia a dia como inspetora do trabalho — afirmou.

A especialista também abordou o problema do suicídio no serviço público. Segundo ela, mais de meio milhão de trabalhadores foram afastados apenas do serviço público federal em 2025, em decorrência de ansiedade, depressão e burnout.

Cláudia Márcia de Carvalho Soares, presidente da Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT), ressaltou que a manutenção de um ambiente de trabalho íntegro e seguro é obrigação do empregador prevista na CLT e na Constituição Federal, e destacou que a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) tornou essa obrigação mais objetiva ao definir deveres e responsabilidades específicos de empregadores e empregados.

— Um terço da nossa vida é no ambiente de trabalho. Então ele não pode ser causa de adoecimento e não pode ser causa de agravar um adoecimento — observou.

CVV

Alan Teixeira Lima, voluntário do Centro de Valorização da Vida (CVV), falou do trabalho da instituição, pioneira na prevenção do suicídio no Brasil e presente no país há 64 anos. Ele afirmou que, embora o CVV seja mais conhecido pelo atendimento telefônico, também mantém grupos de apoio a sobreviventes do suicídio. Hoje, explicou, o CVV conta com 2.300 voluntários no Brasil, que no último ano prestaram apoio emocional mais de 2 milhões de vezes.

— Uma pessoa pode ligar quantas vezes quiser para o CVV. A gente funciona 24 horas, garante o atendimento sigiloso, e o anonimato da pessoa que nos procura, sem julgamento, sem crítica, favorecendo o diálogo — disse Lima.

O CVV (188) atende gratuitamente pessoas passando por sofrimento psíquico, 24 horas, por telefone (188), chat ou e-mail.

Risco das bets

Gabriella de Andrade Boska, coordenadora de gestão da Rede de Atenção Psicossocial do Ministério da Saúde, relatou a preocupação da pasta com o impacto das apostas esportivas online, as chamadas bets, no número de suicídios registrados no país nos últimos anos. 

— Há estudos, inclusive da OMS, que mostram taxas de 15 vezes mais de chances de pessoas endividadas por questões de apostas cometerem suicídio por esse endividamento — afirmou.

A representante do ministério também alertou para um índice maior de casos de suicídio entre a população negra. 

Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), alertou que a prevenção do suicídio ainda é vista como tabu e que não se pode tentar resolver uma emergência médica como uma tentativa de suicídio pelas redes sociais.

 — O preconceito estrutural é tão grande que até hoje nós não temos sequer um antidepressivo, como o carbonato de lítio, na Farmácia Popular. Isso é grave — concluiu.

Também participaram da audiência Silvia Waiãpi, ex-deputada federal; Benedito da Vozinha, bacharel em Direito; e Lídia Caroline de Carvalho, mãe atípica e assessora no Senado Federal.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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