PLANO DIRETOR
Audiência debate Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano de Cuiabá
Para participar, basta preencher o formulário online. O evento será transmitido via redes sociais da Prefeitura de Cuiabá
Política
A Prefeitura de Cuiabá, por meio do Instituto de Planejamento e Desenvolvimento Urbano (IPDU), convoca a sociedade civil e organizada para a audiência pública para tratar sobre a revisão do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano de Cuiabá, que será realizada no dia 05 de agosto, às 18h, no Cine Teatro Cuiabá. Para participar, basta preencher o formulário AQUI. O evento será transmitido via redes sociais da Prefeitura de Cuiabá.
“Estamos cumprindo todos os ritos e prazos, com transparência pública nessa revisão do Plano Diretor de Cuiabá, que vai nos direcionar para o futuro, para uma cidade mais sustentável, melhor planejada e que poderemos direcionar melhor os recursos públicos para melhorar a qualidade de vida da população”, disse o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro.
Cerca de 54 audiências públicas foram realizadas para ouvir as demandas da população, suas sugestões para a Cuiabá do futuro. Agora, o poder público, com auxílio da empresa Tese Tecnologia Arquitetura e Cultura, concatenam as ações possíveis de serem implementadas em documento que deverá ser aprovado e utilizado como guia para políticas públicas a serem executadas nos próximos 10 anos.
O Plano Diretor é o instrumento que determina todas as diretrizes vinculadas ao desenvolvimento em longo prazo do município. Para garantir o desenvolvimento ordenado da Capital, a partir das demandas sócio estruturais sinalizadas por todos os atores envolvidos, a Prefeitura de Cuiabá está revisando o Plano Diretor, tomando como base as versões lançadas em 1992 e 2007. A partir da versão revisada, será possível monitorar e direcionar as políticas públicas executadas no município.
“Com auxílio da empresa contratada, estamos organizando todo o material recolhida nas audiências públicas para apresentar a sociedade e termos o retorno desse material levantado sobre o que a cidade precisa, o que os cuiabanos desejam para o futuro”, explicou o superintendente do IPDU, Marcio Puga.
O processo de revisão foi iniciado em 2018 e dividido em quatro fases: diagnóstico, prognóstico, legalização e execução. A fase de diagnóstico compreendeu as cerca de 54 audiências públicas, realizadas em todas as regiões e distritos da capital de Mato Grosso, onde técnicos do IPDU se debruçaram em compreender as demandas da população para então passar para a próxima fase, a de prognóstico.
Na segunda fase, que é a que o processo de revisão do Plano Diretor se encontra, o objetivo é concatenar as sugestões da população para definir as propostas de planejamento urbano para o futuro, definindo o que é possível de se colocar em práticas, as políticas públicas viáveis para os próximos 10 anos.
Com o documento pronto, a terceira fase se apresenta como o caminho para aprovação das decisões pela Câmara Municipal e por fim, a quarta fase, que é a de execução do Plano, que vai se desenvolver durante os próximos dez anos, período de aplicação e validade do Plano Diretor.
“O Plano Diretor é a principal lei de desenvolvimento municipal, é dele que derivam todas as outras políticas municipais de caráter urbanístico, ele é importante para definir questões estratégicas de planejamento urbano e estamos fazendo a revisão garantindo que a população seja ouvida, dê sua opinião e colabore na construção das políticas que vão transformar a Cuiabá de agora em uma versão ainda melhor no futuro”, pontuou o diretor técnico do Plano Diretor, Lauro Carneiro.
A assinatura do contrato com a empresa Tese Tecnologia Arquitetura e Cultura, especialista em desenvolvimento de planos diretores, projetos sociais, de mobilidade e afins, vencedora da licitação para continuidade da revisão do Plano Diretor do município de Cuiabá aconteceu no dia 09 de março de 2021 e contou com a presença do arquiteto Wilson Fernando de Andrade, representando a instituição que tem sua sede em Curitiba, Paraná.
Política
Flávia Moretti veta passe livre para autistas e pessoas com fibromialgia em Várzea Grande
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), vetou integralmente o projeto de lei que ampliava o acesso ao transporte coletivo gratuito para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e fibromialgia. A proposta, aprovada pela Câmara Municipal, também previa a concessão do benefício a acompanhantes quando houvesse necessidade comprovada.
O veto foi publicado na terça-feira (20) no Jornal Oficial Eletrônico dos Municípios de Mato Grosso. A decisão atinge o Projeto de Lei nº 211/2026, de autoria do vereador Miguel Angel Claros Paz Junior, que alterava a Lei Municipal nº 4.478/2019, responsável por regulamentar a gratuidade no transporte para pessoas de baixa renda com transtornos mentais em tratamento nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps).
Com a mudança proposta pelos vereadores, pessoas com autismo e fibromialgia poderiam solicitar o benefício mediante apresentação de documentação médica e parecer social, conforme os critérios previstos na legislação.
A justificativa do Executivo para barrar a medida é a ausência de definição sobre a origem dos recursos necessários para financiar a ampliação do passe livre, além de questionamentos sobre os cálculos apresentados para estimar os custos da proposta.
Durante a tramitação do projeto, foi apresentada uma estimativa de impacto financeiro de R$ 83,6 mil mensais, o equivalente a R$ 1.003.200 por ano. O cálculo considerou 380 cartões de transporte, uma média de 44 viagens mensais por beneficiário e tarifa de referência de R$ 5.
Embora a Procuradoria Legislativa tenha reconhecido que a operação matemática estava correta, o parecer técnico apontou falta de informações que comprovassem os números utilizados. Entre as dúvidas estão a quantidade real de beneficiários, a frequência de uso dos ônibus e o número de acompanhantes que poderiam receber a gratuidade.
A análise também destacou a ausência de estudos sobre os efeitos da ampliação do benefício nos contratos do transporte coletivo e sobre a eventual necessidade de compensação financeira à empresa responsável pelo serviço.
Outro questionamento envolve a compatibilidade da despesa com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).
Critérios para concessão também foram questionados
Além das questões financeiras, o parecer jurídico apontou dúvidas sobre os critérios de acesso ao benefício. A legislação original estabelece requisitos relacionados à baixa renda e ao acompanhamento pelos Caps, mas o projeto não teria esclarecido suficientemente como essas exigências seriam aplicadas às pessoas com autismo e fibromialgia.
Também foram levantadas questões sobre os profissionais habilitados a emitir os documentos exigidos, a necessidade de parecer social e os procedimentos para comprovar que o beneficiário precisa de acompanhante.
Apesar das ressalvas, a análise reconheceu a finalidade social da proposta e a competência da Câmara Municipal para legislar sobre a ampliação de benefícios no transporte público.
Na justificativa do veto, assinada em 14 de outubro, Flávia Moretti considerou que os problemas identificados comprometiam o projeto como um todo. Por esse motivo, optou por vetar integralmente o texto, em vez de barrar apenas parte dos dispositivos.
A Prefeitura indicou que uma nova proposta poderá ser apresentada, desde que inclua estimativa de impacto financeiro, fonte de custeio definida e critérios objetivos para a concessão da gratuidade.
Câmara poderá derrubar veto
Com o veto integral, a ampliação do passe livre prevista no projeto não entra em vigor neste momento. A decisão será encaminhada à Câmara Municipal, que poderá manter o veto da prefeita ou rejeitá-lo, conforme as regras do processo legislativo.
O impasse coloca em discussão tanto a ampliação do acesso ao transporte público para pessoas com autismo e fibromialgia quanto a definição de como o benefício seria financiado pelo município.
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