MUDANÇA DE PARTIDOS

Atualização Partidária: UB passa a ter maior bancada na Câmara de Cuiabá; MDB, PSDB e Federação com três vagas cada

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Política

Com o encerramento da janela partidária nesta sexta-feira (5), houve um novo realimento das forças políticas na Câmara de Cuiabá. No total, onze parlamentares mudaram de legenda. O União Brasil, que antes das migrações, tinha apenas duas cadeiras, passou a ter a maior bancada no Legislativo cuiabano, com quatro vereadores. O crescimento já é reflexo da pré-candidatura do presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), Eduardo Botelho ao Palácio Alencastro.

Além de Michelly Alencar e Cezinha Nascimento – oriundos dos extintos DEM e PSL, respectivamente -, a sigla passou a ter Dilemário Alencar, que deixou o Podemos, e Luiz Fernando, eleito no Republicanos.
Nas eleições de 2020, o Cidadania, beneficiado pela expressiva votação do hoje deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos), foi quem conquistou a maior bancada na época, com três vereadores. Todos eles não estão mais na sigla, o Tenente Coronel Paccola foi cassado por matar um agente do socioeducativo pouco depois de migrar para o Republicanos; Rodrigo Arruda e Sá acabou de mudar para o PSDB; Já Diego deu espaço para Maysa Leão, que também foi para o Republicanos.
Na dança das cadeiras no legislativo municipal, o PSDB também foi beneficiado. Tinha uma cadeira, conquistada por Renivaldo Nascimento – que passou a maior parte do mandato licenciado, ocupando cargo de secretário, e passou para três. Além de Rodrigo, filiou Rogério Varanda, que estava no MDB e se oficializou na cadeira em 2022, quando o titular da vaga, Juca do Guaraná, foi eleito deputado estadual.
A sigla do prefeito, o MDB, mesmo com o progressivo desgaste, encerra a janela com três cadeiras, manteve Sargento Vidal e filiou Paulo Henrique (ex-PV) e Marcrean Santos, que deixou o PP e até tentou se abrigar no União Brasil, sendo vetado pela direção.
O PV, que tinha uma das maiores bancadas, encolheu para duas cadeiras. Permaneceram na sigla os parlamentares Mário Nadaf e Marcus Brito Júnior, que até deixou de mudar de legenda, para apoiar a pré-candidatura do presidente da Assembleia (ALMT), Eduardo Botelho (União) à prefeitura. O partido forma federação com PCdoB e PT, que tem a vereadora Edna Sampaio.

Bancada após janela partidária:

UNIÃO BRASIL – 4 CADEIRAS
MDB – 3 CADEIRAS
FEDERAÇÃO PSDB/CIDADANIA – 3 CADEIRAS
FEDERAÇÃO PT/PV/PCdoB – 3 CADEIRAS
PL – 2 CADEIRAS
PP – 2 CADEIRAS
REPUBLICANOS – 2 CADEIRAS
SOLIDARIEDADE – 1 CADEIRA
PODEMOS – 1 CADEIRA
PMB – 1 CADEIRA
PSD – 1 CADEIRA

Veja quem mudou de partido e quem permaneceu:

Mudaram
ADEVAIR CABRAL (PRD – SOLIDARIEDADE)
DILEMÁRIO ALENCAR (PODEMOS – UNIÃO BRASIL)
LUIZ FERNANDO (REPUBLICANOS – UNIÃO BRASIL)
FELLIPE CORRÊA (CIDADANIA – PL)
KÁSSIO COELHO (PRD – PODEMOS)
LILO PINHEIRO (PDT – PP)
MARCREAN SANTOS (PP – MDB)
PAULO HENRIQUE (PV – MDB)
RODRIGO ARRUDA E SÁ (CIDADANIA – PSDB)
ROGÉRIO VARANDA (MDB – PSDB)
WILSON KERO KERO (PODEMOS – PMB)
 
Permaneceram
CEZINHA NASCIMENTO (UNIÃO BRASIL)
CHICO 2000 (PL)
DEMILSON NOGUEIRA (PP)
DÍDIMO VOVÔ (PSB)
EDNA SAMPAIO (PT)
EDUARDO MAGALHÃES (REPUBLICANOS)
JEFERSON SIQUEIRA (PSD)
MARCUS BRITO JÚNIOR (PV)
MAYSA LEÃO (REPUBLICANOS)
MICHELLY ALENCAR (UNIÃO BRASIL)
MÁRIO NADAF (PV)
RENIVALDO NASCIMENTO (PSDB)
SARGENTO JOELSON (PSB)
SARGENTO VIDAL (MDB)

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Senado terá centro cultural em Brasília

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O Senado terá um espaço cultural em Brasília. Com 80 mil m², às margens do Lago Paranoá, o Senado Cultural será inaugurado no dia 9 de dezembro, com a exposição Senado em Movimento: 200 Anos de História. O endereço, que abrigou o antigo Clube dos Servidores Públicos, passa por obras de revitalização.

— Será um espaço aberto a toda comunidade. Além de exposições e galerias, pretendemos incluir playground, coworking, paisagismo e local para palestras. Este é um projeto grandioso e diferenciado de tudo que já existe em Brasília — disse a diretora-geral do Senado, Ilana Trombka.

Senado Cultural

O Senado Cultural vai oferecer exposições, restaurantes, auditório e espaços de convivência. Após a exposição inaugural, a galeria principal receberá exposição de longa duração com itens do acervo museológico do Senado. O centro cultural deve contar ainda com outros quatro espaços de exposição.

Uma das galerias deve ser dedicada a obras representativas de todos os estados. Uma segunda terá como enfoque a produção artística local, com exposições, oficinas e outras atividades educativas.

O projeto prevê ainda um espaço externo para abrigar a exposição de longa duração sobre o 8 de janeiro de 2023, quando o Palácio do Congresso Nacional foi invadido e teve suas instalações vandalizadas. Também haverá uma galeria dedicada à experiência imersiva do visitante.

O paisagismo será assinado pelo Escritório Burle Marx. 

— É um projeto ambicioso, mas é um projeto que mostra a vocação de servir a comunidade de uma outra maneira. O Senado Federal sempre serve a comunidade e a sociedade por meio da sua atividade-fim. Agora, vai servir a comunidade e a sociedade também por meio de um centro cultural — afirmou Ilana.

História e identidade

O antigo Clube da Associação dos Servidores do Ministério da Educação e da Cultura foi inaugurado em 1976 e já foi referência em lazer e cultura de Brasília. 

— Estamos preservando as fachadas, as varandas, o sistema construtivo, as esquadrias originais e os revestimentos em mármore. Também estamos mantendo o sistema viário interno e o castelo d’água, que tem uma forma bem marcante — explicou a arquiteta Vanessa Bhering, uma das responsáveis pelo acompanhamento das obras da Coordenação de Projetos e Obras de Infraestrutura.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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